À Ana e ao Michael Rogers
Do verdadeiro amor nascem as flores
Como símbolos de afeto em expressão
Dizendo coisas sobre o coração
Que se transformam em pétalas e cores
Depois das flores os frutos vão surgindo
Em bela e terna realização
E o fato irreversível e advindo
É o milagre sútil da criação
Portanto, tenham muita conciência
Desta sadia e sábia convivência
Onde há carinho, amor e aconchego
E que na curtição desta ventura
Pela chegada feliz da criatura
Desçam as bênçãos de Deus sobre o Diego...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
DEO GRATIAS
Muito obrigado, meu Deus, por estas graças
Que derramaste sobre o coração.
Transformo em flores toda emoção
Mesmo que venha em forma de desgraças.
Ser-se poeta é bem aventurança
Que só o Criador pode outorgar
Bendita seja aura de bonança
Que faz a tempestade serenar
Houve um poeta que disse por aí
Frase memorável por dizê-la
"É preciso ter um caos dentro de si
Para fazer nascer uma estrela"...
Ás vezes me pergunto docemente
Que terei feito para merecer
Tão grande inspiração que vem silente
Nas noites em que passo a espairecer.
És tu acaso, Deus quem me ispiras?
Fluentes impressões de tal beleza!
A mim está cativando esta certeza
Que espero a outro poeta não transfiras.
A sensação de amor e de vertigem
Transcende de tal forma a existência
Que a única e profunda conseqüência
É que é divina mesmo a sua origem
Dize-me Deus, qual o meu destino
Que devo fazer por merecê-lo
Fazer um verso apenas por fazê-lo
É muito pouco para um dom divino
Eu tive um mestre em minha juventude
Que me dissera haveres me doado
Este pendor tão belo e abençoado
E desta forma, Deus, tenho descrito
As doces expressões que me comovem
descem dos céus as chuvas que me chovem
Em cânticos sutis de tom contrito
Inundações contínuas de ternura
Descem fluindo em rios cristalinos
Poemas, versos, cançonetas, hinos
Todos derramo em hautos de ventura
O versejar a mim é o bastante
Para trazer-me esta felicidade
Contudo sinto uma necessidade
De descobrir porque sou versejante
Aguardo, pois, meu Deus, que porventura,
Se algum dia assim puder ser feito
Retires estas flores do meu peito
E cerres esta frágil tessitura
Porque meu coração, qual passarinho
Tem tanto esvoaçado no infinito...
O firmamento azul é tão bonito...
Que ele á capaz de não tornar ao ninho...
Que derramaste sobre o coração.
Transformo em flores toda emoção
Mesmo que venha em forma de desgraças.
Ser-se poeta é bem aventurança
Que só o Criador pode outorgar
Bendita seja aura de bonança
Que faz a tempestade serenar
Houve um poeta que disse por aí
Frase memorável por dizê-la
"É preciso ter um caos dentro de si
Para fazer nascer uma estrela"...
Ás vezes me pergunto docemente
Que terei feito para merecer
Tão grande inspiração que vem silente
Nas noites em que passo a espairecer.
És tu acaso, Deus quem me ispiras?
Fluentes impressões de tal beleza!
A mim está cativando esta certeza
Que espero a outro poeta não transfiras.
A sensação de amor e de vertigem
Transcende de tal forma a existência
Que a única e profunda conseqüência
É que é divina mesmo a sua origem
Dize-me Deus, qual o meu destino
Que devo fazer por merecê-lo
Fazer um verso apenas por fazê-lo
É muito pouco para um dom divino
Eu tive um mestre em minha juventude
Que me dissera haveres me doado
Este pendor tão belo e abençoado
E desta forma, Deus, tenho descrito
As doces expressões que me comovem
descem dos céus as chuvas que me chovem
Em cânticos sutis de tom contrito
Inundações contínuas de ternura
Descem fluindo em rios cristalinos
Poemas, versos, cançonetas, hinos
Todos derramo em hautos de ventura
O versejar a mim é o bastante
Para trazer-me esta felicidade
Contudo sinto uma necessidade
De descobrir porque sou versejante
Aguardo, pois, meu Deus, que porventura,
Se algum dia assim puder ser feito
Retires estas flores do meu peito
E cerres esta frágil tessitura
Porque meu coração, qual passarinho
Tem tanto esvoaçado no infinito...
O firmamento azul é tão bonito...
Que ele á capaz de não tornar ao ninho...
O CÉU DE MANHÃ - MANHÃ DE CÉU
O céu, me parece, que é feito de pássaros,
De arvores frondosas e bem verdejantes,
De cantos, chilreios a todos instantes
De uma alegria inundada de paz.
O céu, me parece, que é feito de cores
De azul, de amarelo, de verde, lilás
E o seu colorido vibrante nos traz
A imagem silente do belo nas flores.
O céu, me parece, que é feito de sons
De todas as aves, insetos, besouros
Que vivem escondidos bordados de ouro
Cantando a beleza de sons naturais.
O céu me parece, que é feito de brisas
De haustos de flores de tons matinais
De ventos constantes por sobre os trigais
Que mexem com as folhas totais, imprecisas.
O céu me parece, que é feito de aves
Que tal qual crianças adoram brincar
Que voam alegres no Céu a cantar
Infensos à vida em gritos de amores
O céu me parece, que é uma alegria permanente
De pureza musical e eterna
Onde tudo é paz e permanência terna
E o canto das cigarras é a orquestra oficial da manhãs
Em estridente presença, sonora, porém
Grata ao coração
O céu me parece, que é uma ininterrupta sensação
De felicidade
Com cheiro de flores, amor de verdade
Cânticos da natureza, belezas, fulgores
Ouro e azul eternos no firmamento
Tenho a impressão de que o Céu
É tudo isto que Deus me fez
Sentir e assistir neste momento...
Janeiro, 4, 1981
De arvores frondosas e bem verdejantes,
De cantos, chilreios a todos instantes
De uma alegria inundada de paz.
O céu, me parece, que é feito de cores
De azul, de amarelo, de verde, lilás
E o seu colorido vibrante nos traz
A imagem silente do belo nas flores.
O céu, me parece, que é feito de sons
De todas as aves, insetos, besouros
Que vivem escondidos bordados de ouro
Cantando a beleza de sons naturais.
O céu me parece, que é feito de brisas
De haustos de flores de tons matinais
De ventos constantes por sobre os trigais
Que mexem com as folhas totais, imprecisas.
O céu me parece, que é feito de aves
Que tal qual crianças adoram brincar
Que voam alegres no Céu a cantar
Infensos à vida em gritos de amores
O céu me parece, que é uma alegria permanente
De pureza musical e eterna
Onde tudo é paz e permanência terna
E o canto das cigarras é a orquestra oficial da manhãs
Em estridente presença, sonora, porém
Grata ao coração
O céu me parece, que é uma ininterrupta sensação
De felicidade
Com cheiro de flores, amor de verdade
Cânticos da natureza, belezas, fulgores
Ouro e azul eternos no firmamento
Tenho a impressão de que o Céu
É tudo isto que Deus me fez
Sentir e assistir neste momento...
Janeiro, 4, 1981
domingo, 31 de outubro de 2010
PSICO BIO ENERGÉTICA
(Síntese da Vida)
Ao prof. Egídio Vecchi
Em uma magistral polaridade
Em que se destruiu prá construir
Alguém se houve bem por definir
A arte de sentir felicidade
Caminhos tortuosos foram abertos
Trevas de alma se fizeram luz
Uma mensagem nova nos conduz
A novos horizontes descobertos
E a mente ora perplexa e estarecida
Pela sublime palavra recebida
Ouviu do coração uma verdade:
Somos ninguém em permamente encanto
De nada ser por isso somos tanto
Moramos dentro da Eternidade...
Abril, 5 - 1981
Ao prof. Egídio Vecchi
Em uma magistral polaridade
Em que se destruiu prá construir
Alguém se houve bem por definir
A arte de sentir felicidade
Caminhos tortuosos foram abertos
Trevas de alma se fizeram luz
Uma mensagem nova nos conduz
A novos horizontes descobertos
E a mente ora perplexa e estarecida
Pela sublime palavra recebida
Ouviu do coração uma verdade:
Somos ninguém em permamente encanto
De nada ser por isso somos tanto
Moramos dentro da Eternidade...
Abril, 5 - 1981
ALMA SOLARIS
Douraram-se os trigais pelas campinas
Surgiram pássaros nas cercanias
A natureza emerge em melodias
Em acordes de beleza cristalina
O riso das cascatas em seqüência
Se despedaça em cores do arco-iris
E de repente sem o pressentires
Esplende dentro d'alma uma conciência
De algo que traduz a quintessência
Da tal beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida...
Eu me pergunto, então, estarei certo?
Quando concluo que este céu aberto
Que existe solto pelo firmamento
Regido pelo sol, pelas estrelas
A gloriosa sensação de vê-las
O ruido das folhas pelo vento
O cântico dos pássaros felizes
A delicadeza das flores, os matizes,
As frondosas árvores, as raízes
Não consubstaciam um sentimento?
De certo então direi, e a verdade
Que ora se revela em claridade
Na conclusão final de uma certeza
É que a beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida
Está dentro de tua alma realmente
Porquanto é nela verdadeiramente
Que ocorre toda a exitência havida...
Setembro,3 . 1981
Surgiram pássaros nas cercanias
A natureza emerge em melodias
Em acordes de beleza cristalina
O riso das cascatas em seqüência
Se despedaça em cores do arco-iris
E de repente sem o pressentires
Esplende dentro d'alma uma conciência
De algo que traduz a quintessência
Da tal beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida...
Eu me pergunto, então, estarei certo?
Quando concluo que este céu aberto
Que existe solto pelo firmamento
Regido pelo sol, pelas estrelas
A gloriosa sensação de vê-las
O ruido das folhas pelo vento
O cântico dos pássaros felizes
A delicadeza das flores, os matizes,
As frondosas árvores, as raízes
Não consubstaciam um sentimento?
De certo então direi, e a verdade
Que ora se revela em claridade
Na conclusão final de uma certeza
É que a beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida
Está dentro de tua alma realmente
Porquanto é nela verdadeiramente
Que ocorre toda a exitência havida...
Setembro,3 . 1981
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
FUGA
Embevecido o homem de cultura
Contempla airoso a sua inteligência
O mundo em que se vive é conseqüencia
Do que ele cria, molda e estrutura
Belos lauréis já alcançou a ciência
Obras ciclópicas vêm da engenharia
Nações já se disputam a primazia
Da grande sideral experiência
E o homem vai erguendo seus olhares
Pensando já nas buscas estelares
Como se decidisse a própria sorte
Ó trêfega ilusão com que te enlevas
Tu queres te lançar no rumo às trevas
Que tu só vencerás com tua morte...
Setembro 9, 1981
Contempla airoso a sua inteligência
O mundo em que se vive é conseqüencia
Do que ele cria, molda e estrutura
Belos lauréis já alcançou a ciência
Obras ciclópicas vêm da engenharia
Nações já se disputam a primazia
Da grande sideral experiência
E o homem vai erguendo seus olhares
Pensando já nas buscas estelares
Como se decidisse a própria sorte
Ó trêfega ilusão com que te enlevas
Tu queres te lançar no rumo às trevas
Que tu só vencerás com tua morte...
Setembro 9, 1981
POEMA AO TEMPO
Chegou enfim o desejado filho
Uma mimosa e linda criatura
A Mãe ganhou uma expressão mais pura
Nos olhares do pai, há um novo brilho
Na casa tudo é Deus, é alegria,
Há um reinado de amor em cada canto
Ao pequenino ser, com seu encanto,
Voltam-se olhares, sempre em loucania
Chega, mais tarde, o tempo indiferente
Vem, depois, mais um e outro rebento
Aqueles pais, sempre em contentamento
Viviam venturosos seu presente
Prossegue o tempo pontual, constante,
Em cada um, marcado nova idade
E há sempre aquela doce ansiedade
De ver-se filho moço, exuberante
Os planos da jornada são traçados
Que sonhos se acalentam no porvir!
Em cada coração há um fremir
Pelos momentos que serão chegados
Caminha o tempo pelo sua estrada
Marcando uma jornada pela idade
Aqueles que já foram mocidade,
Hoje são têmpera, que foi formada
Naqueles pais que o trouxeram à vida
Há uma satisfação, um encantamento
É sempre bom aquele bom momento
De ter-se uma familia reunida
O tempo, no entanto, é quem pressente
Que dentro do olhar daqueles pais
Há algo que os faz sofrer demais,
Para ser visto por aquela gente
E o passado, atrás, já bem distante...
Vai repassando a dor de uma saudade,
Marcando a cor serena da verdade,
Que o destino tem ao seu talante.
A fortuna maior de uma velhice
É recordar-se a própria mocidade...
Maio 26, 1954
Uma mimosa e linda criatura
A Mãe ganhou uma expressão mais pura
Nos olhares do pai, há um novo brilho
Na casa tudo é Deus, é alegria,
Há um reinado de amor em cada canto
Ao pequenino ser, com seu encanto,
Voltam-se olhares, sempre em loucania
Chega, mais tarde, o tempo indiferente
Vem, depois, mais um e outro rebento
Aqueles pais, sempre em contentamento
Viviam venturosos seu presente
Prossegue o tempo pontual, constante,
Em cada um, marcado nova idade
E há sempre aquela doce ansiedade
De ver-se filho moço, exuberante
Os planos da jornada são traçados
Que sonhos se acalentam no porvir!
Em cada coração há um fremir
Pelos momentos que serão chegados
Caminha o tempo pelo sua estrada
Marcando uma jornada pela idade
Aqueles que já foram mocidade,
Hoje são têmpera, que foi formada
Naqueles pais que o trouxeram à vida
Há uma satisfação, um encantamento
É sempre bom aquele bom momento
De ter-se uma familia reunida
O tempo, no entanto, é quem pressente
Que dentro do olhar daqueles pais
Há algo que os faz sofrer demais,
Para ser visto por aquela gente
E o passado, atrás, já bem distante...
Vai repassando a dor de uma saudade,
Marcando a cor serena da verdade,
Que o destino tem ao seu talante.
A fortuna maior de uma velhice
É recordar-se a própria mocidade...
Maio 26, 1954
O LUGAR DE BRASILEIROS É NO BRASIL
(Talvez o poema de um exilado)
O ser-se ufanista ou patriota
É algo que a muitos desadrada
Parece que o gesto a alguns degrada
E que preferem as cores da derrota
Eu sinto no meu peito um grande alento
Pelo amor que tenho ao meu Brasil
Adoro o "chavão" do céu de anil
Que nutro com terno sentimento...
Se alguém quiser saber de uma verdade
Que digo sempre com sinceridade
No último dos versos se encerra
Numa certeza viril e verdadeira
Aqui eu solto a frase derradeira
Morro de orgulho pela minha terra!...
Setembro, 1979
O ser-se ufanista ou patriota
É algo que a muitos desadrada
Parece que o gesto a alguns degrada
E que preferem as cores da derrota
Eu sinto no meu peito um grande alento
Pelo amor que tenho ao meu Brasil
Adoro o "chavão" do céu de anil
Que nutro com terno sentimento...
Se alguém quiser saber de uma verdade
Que digo sempre com sinceridade
No último dos versos se encerra
Numa certeza viril e verdadeira
Aqui eu solto a frase derradeira
Morro de orgulho pela minha terra!...
Setembro, 1979
PIEDADE
Jamais imaginei que tua vida
Fosse durar tão pouco, Piedade,
Quem como eu te viu na flor da idade
Qual primavera doce e colorida
Às vezes interrogo que destino
Reserva Deus às criaturas novas
Quando as coloca sob duras provas
Sequer lhes permitindo o desatino
Foste uma intérprete de cruel seqüência
Que te martirizou a exitência
Que suportaste calma e confiante
Deixaste muito cedo a tua estrada
Mas tu já estavas bem predestinada
Porque era de um anjo o teu semblante...
Setembro 11, 1980
Fosse durar tão pouco, Piedade,
Quem como eu te viu na flor da idade
Qual primavera doce e colorida
Às vezes interrogo que destino
Reserva Deus às criaturas novas
Quando as coloca sob duras provas
Sequer lhes permitindo o desatino
Foste uma intérprete de cruel seqüência
Que te martirizou a exitência
Que suportaste calma e confiante
Deixaste muito cedo a tua estrada
Mas tu já estavas bem predestinada
Porque era de um anjo o teu semblante...
Setembro 11, 1980
À MARIA HELENA
Acróstico
Mulher bonita e de gestos nobres
Amante da vida como sabe ser
Risonha, viva, cheia de saber
Inda que solitária, jamais fica só
Á prole linda ama com ternura...
Hoje e amanhã tudo lhe é candura...
Eleita pela sorte de sua simpatia
Lhena no trato com o mundo todo dia
É muito amiga de alguém a quem adoro
Numa amizade que jamais deploro
Aí está o seu acróstico: cândido sonoro...
Setembro 4 , 1979
Mulher bonita e de gestos nobres
Amante da vida como sabe ser
Risonha, viva, cheia de saber
Inda que solitária, jamais fica só
Á prole linda ama com ternura...
Hoje e amanhã tudo lhe é candura...
Eleita pela sorte de sua simpatia
Lhena no trato com o mundo todo dia
É muito amiga de alguém a quem adoro
Numa amizade que jamais deploro
Aí está o seu acróstico: cândido sonoro...
Setembro 4 , 1979
AMO-TE MUITO
Amo-te muito, meu amor, a vida
Só quero tê-la se tu fores minha
Tem pena dessa alma tão perdida
Tu vês como tristonha ela caminha
Amo-te muito, meu amor, e as dores
Que sinto quando estás longe de mim
São tristes penas destes meus amores
São frases lindas que não têm fim.
Amo-te muito, meu amor, os versos
Que te dedico são inspiração
De tão sinceros eles são imersos
Nas águas tristes de meu coração
Amo-te muito, meu amor, as frases
Que nas carícias que faço eu crio
São as serenas brisas tão falazes
Que afagam as flores virginais do Estio
Amo-te muito, meu amor, as juras
Que este meu coração dedicou
São na verdade, aa expressões mais puras
De quantas a verdade entronizou
Amo-te muito, meu amor, os fatos
Que se quizeres ora relembrar
Hão de sr vivos, pontuais, exatos
Hão de dizer-te sobre o meu amar
Amo-te muito, meu amor, mais juro
Que esta minha alma já te maltratou
Ao magoar o teu amor tão puro
Em horas que a paixão atraiçoou
Amo te muito, meu amor, e agora
Eu sei que teu amor é imaculado
Este meu coração por ter pecado
Há-de pedir perdão a vida afora
Amo-te muito, meu amor, e amado
Não vi força do amores teus
Este teu coração apaixonado
Não me perence, só pertence a Deus!
Nov. 1951
Só quero tê-la se tu fores minha
Tem pena dessa alma tão perdida
Tu vês como tristonha ela caminha
Amo-te muito, meu amor, e as dores
Que sinto quando estás longe de mim
São tristes penas destes meus amores
São frases lindas que não têm fim.
Amo-te muito, meu amor, os versos
Que te dedico são inspiração
De tão sinceros eles são imersos
Nas águas tristes de meu coração
Amo-te muito, meu amor, as frases
Que nas carícias que faço eu crio
São as serenas brisas tão falazes
Que afagam as flores virginais do Estio
Amo-te muito, meu amor, as juras
Que este meu coração dedicou
São na verdade, aa expressões mais puras
De quantas a verdade entronizou
Amo-te muito, meu amor, os fatos
Que se quizeres ora relembrar
Hão de sr vivos, pontuais, exatos
Hão de dizer-te sobre o meu amar
Amo-te muito, meu amor, mais juro
Que esta minha alma já te maltratou
Ao magoar o teu amor tão puro
Em horas que a paixão atraiçoou
Amo te muito, meu amor, e agora
Eu sei que teu amor é imaculado
Este meu coração por ter pecado
Há-de pedir perdão a vida afora
Amo-te muito, meu amor, e amado
Não vi força do amores teus
Este teu coração apaixonado
Não me perence, só pertence a Deus!
Nov. 1951
GRANDEZA (Amor)
À Nélia
Tenho sentido, amor, sem o notares
Que vens querendo algo descobrir
Há uma doce angústia em teus olhares
Há uma srena busca em teu sentir
Parece-me que queres de minha alma
O âmago profundo do meu ser
Quando me fitas tão serena e calma
Quantas perguntas sabes me fazer
Não é preciso, amor, que tu me digas
Que queres discernir minha afeição
As tuas próprias confissões amigas
Muito me falam do teu coração
Como é tão lindo o amor que tu cultivas
Na dúvida gentil com que me amas
Sabendo-se tão teu, inda reclamas
Do meu amor nas expressões mais vivas
Pois vou te dar, amor de minha vida,
Mais uma expressão do meu afeto
O coração que é teu, sendo inquieto
Revela uma expresssão enternecida
O meu amor por ti é como o tempo
É grande, insuperável, verdadeiro
Não há momento final na própria vida
Nem a própria morte torna derradeiro
O meu amor por ti é a própria vida
É tudo prá mim, minha querida
É tudo que tu és e sabes ser
Se algum dia o meu amor morrer
Não acredites no mundo, nem na vida,
Nem no próprio tempo podes crer
Pois ele é tão real dentro em meu ser
Que eu não creio em ilusão perdida
Se algum dia o meu amor morrer
Tudo que é luz na terra é despedida
Tudo que é vida já se fez viver...
Tenho sentido, amor, sem o notares
Que vens querendo algo descobrir
Há uma doce angústia em teus olhares
Há uma srena busca em teu sentir
Parece-me que queres de minha alma
O âmago profundo do meu ser
Quando me fitas tão serena e calma
Quantas perguntas sabes me fazer
Não é preciso, amor, que tu me digas
Que queres discernir minha afeição
As tuas próprias confissões amigas
Muito me falam do teu coração
Como é tão lindo o amor que tu cultivas
Na dúvida gentil com que me amas
Sabendo-se tão teu, inda reclamas
Do meu amor nas expressões mais vivas
Pois vou te dar, amor de minha vida,
Mais uma expressão do meu afeto
O coração que é teu, sendo inquieto
Revela uma expresssão enternecida
O meu amor por ti é como o tempo
É grande, insuperável, verdadeiro
Não há momento final na própria vida
Nem a própria morte torna derradeiro
O meu amor por ti é a própria vida
É tudo prá mim, minha querida
É tudo que tu és e sabes ser
Se algum dia o meu amor morrer
Não acredites no mundo, nem na vida,
Nem no próprio tempo podes crer
Pois ele é tão real dentro em meu ser
Que eu não creio em ilusão perdida
Se algum dia o meu amor morrer
Tudo que é luz na terra é despedida
Tudo que é vida já se fez viver...
DESENLACE
Ao meu tio Fernando Falcão
Quão brutalmente crua a morte se apresenta
Quando o véu negro da noite ela descerra
Com que estranha angústia ela, sedenta,
Espalha as suas sombras sobre a terra.
É dolorosa a noite quando a morte
Penetra no receio da família
Com que frieza inunda a triste sorte
Daqueles que soluçam na vigília...
E para aquele que olhar alteia
Ao vislumbrar que a madrugada é dia
Como é duro e cruel o desencanto
Sentir que a vida já se fez alheia
E que prossegue indiferente e fria
Sem escutar sequer aquele pranto...
Quão brutalmente crua a morte se apresenta
Quando o véu negro da noite ela descerra
Com que estranha angústia ela, sedenta,
Espalha as suas sombras sobre a terra.
É dolorosa a noite quando a morte
Penetra no receio da família
Com que frieza inunda a triste sorte
Daqueles que soluçam na vigília...
E para aquele que olhar alteia
Ao vislumbrar que a madrugada é dia
Como é duro e cruel o desencanto
Sentir que a vida já se fez alheia
E que prossegue indiferente e fria
Sem escutar sequer aquele pranto...
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
DECEPÇÃO
Como são raras as almas verdadeiras
Nas quais confiaria um coração
Percebo, hoje em dia, com emoção
Em sentença final e derradeira
Que muito me magoa o coração
Uma verdade certa e traiçoeira
Que por muito tempo eu não percebera
Mas que hoje me desperta com razão
Por quantas vezes havia-me contrito
Ao acreditar em todos, cada um
Jamais tivera em mim motivo algum
Qualquer suspeita, qualquer gesto aflito
Hoje, contudo, eu me penitencio
Por uma boa-fé que sempre tive
Em amargas ilusões eu me detive
Porque cri demais, em demasia
O fato é que agora sou astuto
Esse meu coração ficou arguto
E não pretende mais desilusão
Não me embalarei mais docemente
Por falsas amizades envolventes
Que queiram conquistar meu coração.
Eu doravante seguirei em frente
E não mais olharei tão facilmente
Para o que tenta apertar-me a mão
Uma verdade só, eu tenho em mente
É que nem todo ser infelizemente
Posso considerar um meu irmão...
Janeiro 10, 1981
Nas quais confiaria um coração
Percebo, hoje em dia, com emoção
Em sentença final e derradeira
Que muito me magoa o coração
Uma verdade certa e traiçoeira
Que por muito tempo eu não percebera
Mas que hoje me desperta com razão
Por quantas vezes havia-me contrito
Ao acreditar em todos, cada um
Jamais tivera em mim motivo algum
Qualquer suspeita, qualquer gesto aflito
Hoje, contudo, eu me penitencio
Por uma boa-fé que sempre tive
Em amargas ilusões eu me detive
Porque cri demais, em demasia
O fato é que agora sou astuto
Esse meu coração ficou arguto
E não pretende mais desilusão
Não me embalarei mais docemente
Por falsas amizades envolventes
Que queiram conquistar meu coração.
Eu doravante seguirei em frente
E não mais olharei tão facilmente
Para o que tenta apertar-me a mão
Uma verdade só, eu tenho em mente
É que nem todo ser infelizemente
Posso considerar um meu irmão...
Janeiro 10, 1981
A IMPONÊNCIA DO AMOR CRISTÃO
( Cerimônia-sonho-musical de luz e vida)
À Renata e Emilinho Salgado
Foi um momento de enlevo tão bonito
A abençoar uma união sagrada
Na imponência da igreja iluminada
De luzes que provinham do infinito...
Um rosário de flores muito puras
A embelezar os cânticos tocantes
Com um coral uníssono e sonante
Resplandecendo em vozes de venturas
......................................................................
Foi quando lá do alto de repente
Uma mensagem linda de harmonia
Surgiu por sobre o templo em loucania
Banhando de emoção a alma da gente...
E eis que Renata olha para Emílio...
- Nos olhares de ambos nasce um brilho
A entressentir a imagem do hino à Vida...
E o coral vibrante e comovente...
Alçando aos Céus cantava predizente:
" Eu sei que vou te amar por toda minha vida"...
Abril.7, 1984
À Renata e Emilinho Salgado
Foi um momento de enlevo tão bonito
A abençoar uma união sagrada
Na imponência da igreja iluminada
De luzes que provinham do infinito...
Um rosário de flores muito puras
A embelezar os cânticos tocantes
Com um coral uníssono e sonante
Resplandecendo em vozes de venturas
......................................................................
Foi quando lá do alto de repente
Uma mensagem linda de harmonia
Surgiu por sobre o templo em loucania
Banhando de emoção a alma da gente...
E eis que Renata olha para Emílio...
- Nos olhares de ambos nasce um brilho
A entressentir a imagem do hino à Vida...
E o coral vibrante e comovente...
Alçando aos Céus cantava predizente:
" Eu sei que vou te amar por toda minha vida"...
Abril.7, 1984
CONFISSÃO
(Acróstico)
No rosto tem o virginal das flores
Esbelto o porte altivo e juvenil
Linda no olhar de expressão serena
Inspiração que prende e que condena
Ao mais sublime amor de meus amores
Dedicação sincera que comove
Até se nada diz, basta-me o olhar
Não hei de encontrar jamais quem prove
Tanto de amor pelo que sabe amar
Amo-a na paixão que em demove
Se pouco sou ela me sabe amar...
Cingido pois o coração que vive
A este terno amor que me cativa
Muito desejo eu que ele viva
Perdendo no passado o que já tive
Espero em Deus somente que de agora
Lembrando o que o Poeta disse outrora
Ligue-me o Destino ao sonho dela
Ou faça-me partir da vida embora...
23 maio. 1951
No rosto tem o virginal das flores
Esbelto o porte altivo e juvenil
Linda no olhar de expressão serena
Inspiração que prende e que condena
Ao mais sublime amor de meus amores
Dedicação sincera que comove
Até se nada diz, basta-me o olhar
Não hei de encontrar jamais quem prove
Tanto de amor pelo que sabe amar
Amo-a na paixão que em demove
Se pouco sou ela me sabe amar...
Cingido pois o coração que vive
A este terno amor que me cativa
Muito desejo eu que ele viva
Perdendo no passado o que já tive
Espero em Deus somente que de agora
Lembrando o que o Poeta disse outrora
Ligue-me o Destino ao sonho dela
Ou faça-me partir da vida embora...
23 maio. 1951
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
REFLEXÃO DOCE
Há cantos, cantinhos, caminhos, paisagens
Que a gente descobre e adora encontrar
É uma espécie de pausa repleta de aragem
Quentinha de afetos, banhada em luar...
São tantas pessoas que passam na estrada
Com sede, com fome sedentas que vêm
Não sabem, às vezes, aquilo que têm
Se é falta de pão ou carência de água
Se é frio ou cansaço, se é falta de alguém...
Que a gente descobre e adora encontrar
É uma espécie de pausa repleta de aragem
Quentinha de afetos, banhada em luar...
São tantas pessoas que passam na estrada
Com sede, com fome sedentas que vêm
Não sabem, às vezes, aquilo que têm
Se é falta de pão ou carência de água
Se é frio ou cansaço, se é falta de alguém...
ARREPENDIMENTO
Quando algum pobre coração que ama
Ama demais para poder dizer
Tem algo que deseja fazer crer
Mas que a própria palavra não declama
O coração que é seu e ao meu conhece
Sabe quando sofre o meu amor
Quando uma coisa dessas acontece
Eu passo de amante a sofredor
Quando em teus lindos olhos de princesa
Se refletir a dor de uma tristeza
Por algo que eu te fiz sem o querer
Eu peço, meu amor, que tu repares
Que as lágrimas que estão nos meus olhares
É o que o meu coração te quer dizer...
Ama demais para poder dizer
Tem algo que deseja fazer crer
Mas que a própria palavra não declama
O coração que é seu e ao meu conhece
Sabe quando sofre o meu amor
Quando uma coisa dessas acontece
Eu passo de amante a sofredor
Quando em teus lindos olhos de princesa
Se refletir a dor de uma tristeza
Por algo que eu te fiz sem o querer
Eu peço, meu amor, que tu repares
Que as lágrimas que estão nos meus olhares
É o que o meu coração te quer dizer...
NINHO NOVO
A Marcelo e Cristina
Ungida pelo destemido
Essa morada nova lhes pertence
E mais uma batalha você vence
A repartir com seu amor querido
No ninho novo - nova vida em frente
Para um futuro vivo à luz da luta
A atmosfera é fresca e impoluta
E o cenário é verde e condizente
Que vibrações serenas de harmonia
Tragam-lhe mil momentos de alegria
A par de seu sucesso na carreira
E que o amor derrame docemente
Aquela bênção sutil que a gente sente
Quando a felicidade é verdadeira...
Set. 1982
Ungida pelo destemido
Essa morada nova lhes pertence
E mais uma batalha você vence
A repartir com seu amor querido
No ninho novo - nova vida em frente
Para um futuro vivo à luz da luta
A atmosfera é fresca e impoluta
E o cenário é verde e condizente
Que vibrações serenas de harmonia
Tragam-lhe mil momentos de alegria
A par de seu sucesso na carreira
E que o amor derrame docemente
Aquela bênção sutil que a gente sente
Quando a felicidade é verdadeira...
Set. 1982
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
CANTO ENCANTADO
Mombaça - Angra dos Reis
Há nesta casa este lugar de flores
Que pouca gente ainda descobriu
Ele retrata todos os amores
Que a natureza por aí pariu
Há um buquê de rosas atrevidas
Ao lado de um gramado - oh! visual!
Um verde fofo, lindo sem igual!
Que anima as almas acaso entristecidas
Uma amendoeira linda está crescendo
vai dar sombra fresca matinal
Há quietude e há privacidade
Neste lugarzinho genial
Eu o descobri em uma manhãzinha
Enquanto turma toda ressoava
A Natureza em peso despertava
Enquanto eu já pulava da caminha...
E olhem como valeu a madrugada
Com sol, com passarinhos, flor e céu
O dia vinha doce como mel
E a minha alma inteira extasiava
Há neste canto um lugarzinho jóia
Que eu descobri sozinho de manhã
E como desta casa sou um afã
Eu vou fazer um verso de tramoia
Pois sei qua há na casa quem me apoia
Pois ela é responsável e a rainha
De todos os encantos da "Vidinha"
Eu sinto que esta casa é um pouco minha
Porque ela me dá muita emoção
Quem acordar bem cedo - manhãzinha
E se quizer curtir uma boa de montão
É só vir aqui neste cantinho
E abrir no peito toda a sensação
Cheirar as flores, escutar os pássaros
Caramba, que beleza de paixão!
Essa natureza da "Vidinha"
Veste pijama no meu coração...
Há nesta casa este lugar de flores
Que pouca gente ainda descobriu
Ele retrata todos os amores
Que a natureza por aí pariu
Há um buquê de rosas atrevidas
Ao lado de um gramado - oh! visual!
Um verde fofo, lindo sem igual!
Que anima as almas acaso entristecidas
Uma amendoeira linda está crescendo
vai dar sombra fresca matinal
Há quietude e há privacidade
Neste lugarzinho genial
Eu o descobri em uma manhãzinha
Enquanto turma toda ressoava
A Natureza em peso despertava
Enquanto eu já pulava da caminha...
E olhem como valeu a madrugada
Com sol, com passarinhos, flor e céu
O dia vinha doce como mel
E a minha alma inteira extasiava
Há neste canto um lugarzinho jóia
Que eu descobri sozinho de manhã
E como desta casa sou um afã
Eu vou fazer um verso de tramoia
Pois sei qua há na casa quem me apoia
Pois ela é responsável e a rainha
De todos os encantos da "Vidinha"
Eu sinto que esta casa é um pouco minha
Porque ela me dá muita emoção
Quem acordar bem cedo - manhãzinha
E se quizer curtir uma boa de montão
É só vir aqui neste cantinho
E abrir no peito toda a sensação
Cheirar as flores, escutar os pássaros
Caramba, que beleza de paixão!
Essa natureza da "Vidinha"
Veste pijama no meu coração...
MENSAGEM DE LOURDES
À Maria Lúcia Braga Nabuco
Algum pedaço de treva que encobria
O teu coraçãozinho de criança
Toldou-te a alma de desesperança...
De um amor de mãe que tanto merecias...
Talvez errando na experiência
Da vida que tão pouco conhecias
Julgavas, quando moça, que sabias
Ser orfã de mãe, sem existência...
Carente de afeto e de carinho
Não vias a verdade tão silente
Que a tua mãe guardava docemente
Desde o primeiro dia do teu ninho...
Depois de muitos anos, quis a vida
Que fosse eu o imerecido arcanjo
A te dizer - e a isto me constranjo
Que estavas totalmente empedernida
Pois a oração que eu li no santuário
Gravada com amor e piedade
É uma prece que tem tua idade
E está pousada perto do sacrário...
.................................................................
Recebe, pois Maria Lúcia, filha
A luz que vem de tua mãe querida
A reabrir-te o coração e a vida
Por uma nova e iluminada trilha...
Fica sabendo pela Mãe Divina
Uma verdade certa e cristalina
Que pelo mundo deve ser cantada:
Todas a s mães da gente são Marias
Numa douçura de amor de tantos dias
Que a própria Fé as faz eternizadas...
Algumas são amadas ou havidas...
Há até aquelas, que são esquecidas...
Mas nenhuma deixou de ser sagrada...
Fevereiro. 1979
Algum pedaço de treva que encobria
O teu coraçãozinho de criança
Toldou-te a alma de desesperança...
De um amor de mãe que tanto merecias...
Talvez errando na experiência
Da vida que tão pouco conhecias
Julgavas, quando moça, que sabias
Ser orfã de mãe, sem existência...
Carente de afeto e de carinho
Não vias a verdade tão silente
Que a tua mãe guardava docemente
Desde o primeiro dia do teu ninho...
Depois de muitos anos, quis a vida
Que fosse eu o imerecido arcanjo
A te dizer - e a isto me constranjo
Que estavas totalmente empedernida
Pois a oração que eu li no santuário
Gravada com amor e piedade
É uma prece que tem tua idade
E está pousada perto do sacrário...
.................................................................
Recebe, pois Maria Lúcia, filha
A luz que vem de tua mãe querida
A reabrir-te o coração e a vida
Por uma nova e iluminada trilha...
Fica sabendo pela Mãe Divina
Uma verdade certa e cristalina
Que pelo mundo deve ser cantada:
Todas a s mães da gente são Marias
Numa douçura de amor de tantos dias
Que a própria Fé as faz eternizadas...
Algumas são amadas ou havidas...
Há até aquelas, que são esquecidas...
Mas nenhuma deixou de ser sagrada...
Fevereiro. 1979
ESPERANÇA DE CÉU
A Manuel Rosemburgo
Foste vergado ao peso da degraça
Que sobre ti se abateu um dia
Sofreste um golpe rude em demasia
Para uma vida outrora já sem jaça
Eras feliz com tua filha amada
Que a ti dava tudo que querias
Amor, conforto, doces loucanias
E, de repente, tudo virou nada...
Vives agora da dor, em agonia
Que te maltrata sempre todo dia
Como se Deus tivesse esquecido...
Tem paciência e Fé, segue adiante
O teu risonho Céu não está distante
Deus recompensa o coração sofrido...
Dezembro. 1978
Foste vergado ao peso da degraça
Que sobre ti se abateu um dia
Sofreste um golpe rude em demasia
Para uma vida outrora já sem jaça
Eras feliz com tua filha amada
Que a ti dava tudo que querias
Amor, conforto, doces loucanias
E, de repente, tudo virou nada...
Vives agora da dor, em agonia
Que te maltrata sempre todo dia
Como se Deus tivesse esquecido...
Tem paciência e Fé, segue adiante
O teu risonho Céu não está distante
Deus recompensa o coração sofrido...
Dezembro. 1978
PÁSARRO - ADEUS
A Waldemar, meu filho.
Vai revoar um pássaro do ninho
Em busca de horizontes mais azuis
Que a mão deste destino que o conduz
O ajude a iluminar o seu caminho...
A luz da vida dentro dos olhares
Dos jovens cheios de esperança e fé
Há-de levar-te na estrada até
O umbral dos feitos que tu conquistares
Que vás com Deus, ó pássaro aguerrido,
Que alcances o teu sonho pretendido
Que a tua vocação seja o penhor...
Ficam aqui oa que te são queridos
E embora te deixemos ter partido
Não te esqueças jamais de nosso amor...
Vai revoar um pássaro do ninho
Em busca de horizontes mais azuis
Que a mão deste destino que o conduz
O ajude a iluminar o seu caminho...
A luz da vida dentro dos olhares
Dos jovens cheios de esperança e fé
Há-de levar-te na estrada até
O umbral dos feitos que tu conquistares
Que vás com Deus, ó pássaro aguerrido,
Que alcances o teu sonho pretendido
Que a tua vocação seja o penhor...
Ficam aqui oa que te são queridos
E embora te deixemos ter partido
Não te esqueças jamais de nosso amor...
domingo, 17 de outubro de 2010
INVENTÁRIO DA VIDA
A Fernando Faria
A tua vida era um acervo pleno
De bens morais e espirituais
O teu cavalheirismo em tom ameno
Fazia-te querido entre os demais
Fizeste da existência o teu processo
Igual aos teus de profissional
Um inventário de vida sem igual
Ao qual muitos puderam ter acesso
Herdeiros de teus bens de qualidade
Além de teus três filhos tão amados
Queremos ser também os contemplados
Nessa partilha de afeto e de saudade
É que na fase de encerramento
Quando fazias tuas quitações
Tão limpas eram suas certdões
Que sobrevejo logo o julgamento
E o Magistrado Supremo da existência
Ao interpretar a nossa anuência
Fruto do amor e de sinceridade
Levando em conta todo o processado
Homologou-o com transito em julgado
Adjudicando a ti a Eternidade...
Agosto,15. 1980
A tua vida era um acervo pleno
De bens morais e espirituais
O teu cavalheirismo em tom ameno
Fazia-te querido entre os demais
Fizeste da existência o teu processo
Igual aos teus de profissional
Um inventário de vida sem igual
Ao qual muitos puderam ter acesso
Herdeiros de teus bens de qualidade
Além de teus três filhos tão amados
Queremos ser também os contemplados
Nessa partilha de afeto e de saudade
É que na fase de encerramento
Quando fazias tuas quitações
Tão limpas eram suas certdões
Que sobrevejo logo o julgamento
E o Magistrado Supremo da existência
Ao interpretar a nossa anuência
Fruto do amor e de sinceridade
Levando em conta todo o processado
Homologou-o com transito em julgado
Adjudicando a ti a Eternidade...
Agosto,15. 1980
A MINHA MÃE AOS 78 ANOS
Como é bonito o acaso que perdura...
Em dia que termina e não anoitece...
Na sua vida a tarde resplandece
Em permanente crepúsculo de ventura
A minha mãe é assim a cada ano
Que passa, para nós fica mais bela
Arrisco-me a dizer - se não me engano
Há alguma eternidade dentro dela...
"Alguém" impaciente com a demora...
Desceu aqui por causa da saudade
E trouxe junto de dele a Eternidade
Até o dia em que eles forem embora...
Em dia que termina e não anoitece...
Na sua vida a tarde resplandece
Em permanente crepúsculo de ventura
A minha mãe é assim a cada ano
Que passa, para nós fica mais bela
Arrisco-me a dizer - se não me engano
Há alguma eternidade dentro dela...
"Alguém" impaciente com a demora...
Desceu aqui por causa da saudade
E trouxe junto de dele a Eternidade
Até o dia em que eles forem embora...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
CAOS - CÉU
Venha a profundidade do Universo
Resgue-se a treva escura nos espaços
Alterem-se os ritmos nos compassos
Que envolvem o mistério eterno, imenso
Venha o momento perpétuo da verdade,
Quando cintilar a luz da vida
Egressa da matéria empedernida,
Dilacerada em eterna claridade.
Da treva funda, escura, indevassada,
A energia etérea apercebida
Emergirá em luz incandecida
No dealbar da límpida alvorada...
Verá então o mundo estarrecido
A outra dimensão no despedaço
Da matéria tragada pelo espaço
E pelo tempo eterno e desmedido
Do mundo que era então desconhecido!...
Dez. 1980
Resgue-se a treva escura nos espaços
Alterem-se os ritmos nos compassos
Que envolvem o mistério eterno, imenso
Venha o momento perpétuo da verdade,
Quando cintilar a luz da vida
Egressa da matéria empedernida,
Dilacerada em eterna claridade.
Da treva funda, escura, indevassada,
A energia etérea apercebida
Emergirá em luz incandecida
No dealbar da límpida alvorada...
Verá então o mundo estarrecido
A outra dimensão no despedaço
Da matéria tragada pelo espaço
E pelo tempo eterno e desmedido
Do mundo que era então desconhecido!...
Dez. 1980
APOCALIPSE
A Herman Hesse
A Humanidade de forma inconsiente
Prepara lentamente o seu Destino
Entre a serenidade e o desatino
Entre o insensível e o comovente
É o tempo certo da semeadura
Daqueles que ao arbítrio da vontade
Lançam na terra o germe da verdade
Que o sábio aceita e o trêfego abjura
Em passos certos, largos, veementes
A multidão caminha indiferente
Entre a confiança e o inconformismo
Entre o espiritualismo e a matéria
E na metamorfose deletéria
A grande massa há-de morrer no abismo
Os poucos que ungiam suas vidas
Na crença da verdade e no amor
Receberão as graças do Senhor
E viverão as glórias merecidas...
Dez.. 1980
A Humanidade de forma inconsiente
Prepara lentamente o seu Destino
Entre a serenidade e o desatino
Entre o insensível e o comovente
É o tempo certo da semeadura
Daqueles que ao arbítrio da vontade
Lançam na terra o germe da verdade
Que o sábio aceita e o trêfego abjura
Em passos certos, largos, veementes
A multidão caminha indiferente
Entre a confiança e o inconformismo
Entre o espiritualismo e a matéria
E na metamorfose deletéria
A grande massa há-de morrer no abismo
Os poucos que ungiam suas vidas
Na crença da verdade e no amor
Receberão as graças do Senhor
E viverão as glórias merecidas...
Dez.. 1980
AUGÚRIO
Talvez simples soneto te pareça
Este que faço, meu amor
O que me aconteceu quero que aconteça
Nesse teu coração encantador
Por isso agora à noite quando penso
Nas alegrias de nosso futuro
O nosso afeto é tão sincero e puro
Nosso castelo de amor tão grande, imenso
Portanto, meu amor, quem fala agora
É este apaixonado que te adora
E que pelo Destino se encantou
Desejo que comigo em tua vida
Tu sejas tão feliz com minha querida
Quanto feliz contigo agora sou
30/11/1951
Este que faço, meu amor
O que me aconteceu quero que aconteça
Nesse teu coração encantador
Por isso agora à noite quando penso
Nas alegrias de nosso futuro
O nosso afeto é tão sincero e puro
Nosso castelo de amor tão grande, imenso
Portanto, meu amor, quem fala agora
É este apaixonado que te adora
E que pelo Destino se encantou
Desejo que comigo em tua vida
Tu sejas tão feliz com minha querida
Quanto feliz contigo agora sou
30/11/1951
ARAGEM
Ô brisas que soprais por esse mundos
Afagando os trigais ensolarados
Ô brisas que soprais por áureos prados
Vales cobertos de trigais fecundos
Ô Vós que baloiças louras campinas
Susssurando nos capões dourados
Percorrendo os trigais naqueles prados
E sibilando no alto das colinas...
E ao soprardes neves rutilantes
Por sobre os alvos picos das montanhas
Contrastais o verde das campanas
Com a alvura dos píncaros distantes...
Ah quem me dera, ó brisas desses montes,
Sentir-vos a aragem vespertina
Nas doces horas em que o Sol declina
Pintando de escarlate so horizontes...
Afagando os trigais ensolarados
Ô brisas que soprais por áureos prados
Vales cobertos de trigais fecundos
Ô Vós que baloiças louras campinas
Susssurando nos capões dourados
Percorrendo os trigais naqueles prados
E sibilando no alto das colinas...
E ao soprardes neves rutilantes
Por sobre os alvos picos das montanhas
Contrastais o verde das campanas
Com a alvura dos píncaros distantes...
Ah quem me dera, ó brisas desses montes,
Sentir-vos a aragem vespertina
Nas doces horas em que o Sol declina
Pintando de escarlate so horizontes...
PARTIDA
Dor cruel que este meu peito sente
Na hora de partir de minha terra
É dor que ao próprio coração desterra
Nem mesmo tendo o coração presente
Eu sinto sucumbir de sofrimento
Na vazia tristeza da partida
Nada vejo na minha despedida
Que sombras de saudade e de tormento
Mas na tristeza dessa nostalgia
Que torna a despedida tão sombria
Doce consolo o coração encerra:
- É que n'alma daquela que está ausente
Quanto mais longe o coração se sente
Maior é seu amor por sua terra.
maio/1946
Na hora de partir de minha terra
É dor que ao próprio coração desterra
Nem mesmo tendo o coração presente
Eu sinto sucumbir de sofrimento
Na vazia tristeza da partida
Nada vejo na minha despedida
Que sombras de saudade e de tormento
Mas na tristeza dessa nostalgia
Que torna a despedida tão sombria
Doce consolo o coração encerra:
- É que n'alma daquela que está ausente
Quanto mais longe o coração se sente
Maior é seu amor por sua terra.
maio/1946
LETÍCIA OMNIBUS
Eu quero que toda humanidade
Seja feliz como eu sou agora
Eu quero que as bençãos de paz e concórdia
Se derramem nesta hora
Sobre todos os homens e mulheres do mundo
Que todo o amor seja profundo
Que todo mundo ame todo mundo
Que só o bem e o amor
Sejam as flores que brotam no jardim da vida
Que não haja adeus
Nem haja despedida
Mas só renovação, afeição,
Por toda vida
E que, quando o Sol nascer,
Rompendo novo dia
Só haja alegria, alegria, alegria!...
Seja a verdade, a vontade, a loucania...
Amemo-nos uns aos outros
Sob o Céu azul da felicidade
Da realidade e da fantasia...
Obrigado aos Céus, a Deus e a Maria...
24/25 março 1980
Seja feliz como eu sou agora
Eu quero que as bençãos de paz e concórdia
Se derramem nesta hora
Sobre todos os homens e mulheres do mundo
Que todo o amor seja profundo
Que todo mundo ame todo mundo
Que só o bem e o amor
Sejam as flores que brotam no jardim da vida
Que não haja adeus
Nem haja despedida
Mas só renovação, afeição,
Por toda vida
E que, quando o Sol nascer,
Rompendo novo dia
Só haja alegria, alegria, alegria!...
Seja a verdade, a vontade, a loucania...
Amemo-nos uns aos outros
Sob o Céu azul da felicidade
Da realidade e da fantasia...
Obrigado aos Céus, a Deus e a Maria...
24/25 março 1980
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
COMPATIBILIDADE ETERNA
Ao Waldermarzinho
Parece, filho meu, que tua eleita
Está a partir em última jornada
Apartam-se os caminhos da estrada
E tua alma está só e contrafeita...
Mas não te martirizes, filho amado,
O Criador bem sabe o que projeta
Talvez aquele carma tenha a meta
Do que, lá pelos Céus, estava traçado...
Eleva para os deuses tua prece
Amor sucumbe, mas jamais perece
Ela há-de te esperar serena e pura...
Daqui a muitos anos os amantes
Reviverão eternos os instantes
Num mundo novo e cheio de venturas...
Agosto, 29. 1979
Parece, filho meu, que tua eleita
Está a partir em última jornada
Apartam-se os caminhos da estrada
E tua alma está só e contrafeita...
Mas não te martirizes, filho amado,
O Criador bem sabe o que projeta
Talvez aquele carma tenha a meta
Do que, lá pelos Céus, estava traçado...
Eleva para os deuses tua prece
Amor sucumbe, mas jamais perece
Ela há-de te esperar serena e pura...
Daqui a muitos anos os amantes
Reviverão eternos os instantes
Num mundo novo e cheio de venturas...
Agosto, 29. 1979
IMAGEM ETERNA
À Sandra Thereza
Adeus menina dos olhos tristonhos
Os santos meninos vieram te buscar
Infelizmente tens que nos deixar
Desvanecendo todos os nossos sonhos...
Mas não faz mal a escolha foi divina
É a vontade de Deus que prevalece
Aquele que em Suas mãos falece
De novo viverá santa menina...
Que só de flores seja teu caminho
Agora que deixaste aquele ninho
Que com meu filho dividiste então
Aqui ficamos nós só com saudade
A tua imagem fica, na verdade,
Morando sempre em nosso coração...
Adeus menina dos olhos tristonhos
Os santos meninos vieram te buscar
Infelizmente tens que nos deixar
Desvanecendo todos os nossos sonhos...
Mas não faz mal a escolha foi divina
É a vontade de Deus que prevalece
Aquele que em Suas mãos falece
De novo viverá santa menina...
Que só de flores seja teu caminho
Agora que deixaste aquele ninho
Que com meu filho dividiste então
Aqui ficamos nós só com saudade
A tua imagem fica, na verdade,
Morando sempre em nosso coração...
MORTE E A VIDA
A vida tem mistérios infindáveis
Que nos tornam, as vezes, pequeninos
Vejo alegria no rostos dos meninos
E morte infexíveis, insondáveis...
A vontade de Deus é um mistério
Que respeito, acato e não duvido
Mas meu coração fica sentido
Pois seu conteúdo é triste e sério
Estou ouvindo os pássaros cantando
Mas sei que hoje alguém, chorando
Pois sua alma, em breve, vai partir
Vejam o mistério a que me refiro
Parece morte, mas então suspiro
Somente a voz de Deus vai definir...
Set, 14 ás 5 da manhã
Que nos tornam, as vezes, pequeninos
Vejo alegria no rostos dos meninos
E morte infexíveis, insondáveis...
A vontade de Deus é um mistério
Que respeito, acato e não duvido
Mas meu coração fica sentido
Pois seu conteúdo é triste e sério
Estou ouvindo os pássaros cantando
Mas sei que hoje alguém, chorando
Pois sua alma, em breve, vai partir
Vejam o mistério a que me refiro
Parece morte, mas então suspiro
Somente a voz de Deus vai definir...
Set, 14 ás 5 da manhã
À SANDRA THEREZA
Menina dos olhos tristes , tão distantes
Que houve com tua alma enamorada
Achaste um anjo belo e radiante
Que veio entrecruzar a tua estrada...
E agora que a vida presenteia
Este teu sentimento enobrecido
Com algo bonito e colorido
Ficas soturna, quieta, ensimemsmada...
Deus sabe o que faz minha querida,
O filho que te dou, que Ele me deu,
É algo que o Destino te escolheu
Para tornar feliz a tua vida...
Esqueces os dissabores sentimentos,
Afasta os teus temores, vai viver...
Se ahas que, talvez, tua jornada
Não se prolongue muito, podes crer
Este teu temor é infundado
Somente o Criador vai resolver...
...................................................................
Abraça o anjo amigo do teu lado
Partilha bem com ele a s alegrias
Com amor e sentimentos tão bonitos
Não há razão de coração aflitos
Se o Destino por Deus já está traçado...
Foi Cristo que já disse, na verdade,
Que não se deve pensar no amanhã
Repara bem o lírio nas campinas
E no gorjeio dos pássaros de manhã
A loucura feliz da liberdade...
Como é maravilhoso o seu afã...
Não há razão para desesperança
Na vida que é vivida com amor...
Ganhaste um belo anjo protetor
Que viverá contigo em esperança...
E, se acaso, alguém em teu caminho
Disser-te algo que te for mesquinho
Alteia o teu olhar e segue em frente
Abraça o teu anjo docemente...
Pois foi o Criador que te enviou
Ele te quer feliz todo momento
Abafa no amor o teu tormento
Que tudo em ti irá se transfromar...
Pois que da vida o que, talvez, se leve
É a própria vida que se quis levar...
Que houve com tua alma enamorada
Achaste um anjo belo e radiante
Que veio entrecruzar a tua estrada...
E agora que a vida presenteia
Este teu sentimento enobrecido
Com algo bonito e colorido
Ficas soturna, quieta, ensimemsmada...
Deus sabe o que faz minha querida,
O filho que te dou, que Ele me deu,
É algo que o Destino te escolheu
Para tornar feliz a tua vida...
Esqueces os dissabores sentimentos,
Afasta os teus temores, vai viver...
Se ahas que, talvez, tua jornada
Não se prolongue muito, podes crer
Este teu temor é infundado
Somente o Criador vai resolver...
...................................................................
Abraça o anjo amigo do teu lado
Partilha bem com ele a s alegrias
Com amor e sentimentos tão bonitos
Não há razão de coração aflitos
Se o Destino por Deus já está traçado...
Foi Cristo que já disse, na verdade,
Que não se deve pensar no amanhã
Repara bem o lírio nas campinas
E no gorjeio dos pássaros de manhã
A loucura feliz da liberdade...
Como é maravilhoso o seu afã...
Não há razão para desesperança
Na vida que é vivida com amor...
Ganhaste um belo anjo protetor
Que viverá contigo em esperança...
E, se acaso, alguém em teu caminho
Disser-te algo que te for mesquinho
Alteia o teu olhar e segue em frente
Abraça o teu anjo docemente...
Pois foi o Criador que te enviou
Ele te quer feliz todo momento
Abafa no amor o teu tormento
Que tudo em ti irá se transfromar...
Pois que da vida o que, talvez, se leve
É a própria vida que se quis levar...
domingo, 10 de outubro de 2010
VULTO DE ESCOL
À Roberto Marinho
Quem for pequeno atire-me a peçonha
De ser bajulador e oportunista
Conheço-o de longe e só de vista
Nunca lhe fiz pedidos ou barganha
Apenas sei que do meu pai saudoso
Fôra sincero amigo em tempos idos
E deste canto anônimo eu tenho sido
Um adminrador discreto e orgulhoso
Por sua retidão e seu desvelo
Em nobres causas, gestos e apelos
Eu canto sem receio a sua glória
Bem certo que o Brasil, grato já sente
Que esta figura preclara e tão presente
Há-de eternizar-se em sua História...
Dez. 1981
Quem for pequeno atire-me a peçonha
De ser bajulador e oportunista
Conheço-o de longe e só de vista
Nunca lhe fiz pedidos ou barganha
Apenas sei que do meu pai saudoso
Fôra sincero amigo em tempos idos
E deste canto anônimo eu tenho sido
Um adminrador discreto e orgulhoso
Por sua retidão e seu desvelo
Em nobres causas, gestos e apelos
Eu canto sem receio a sua glória
Bem certo que o Brasil, grato já sente
Que esta figura preclara e tão presente
Há-de eternizar-se em sua História...
Dez. 1981
COMPENSAÇÃO
A Milton de Vicq
Adeus amigo meu, já vais embora
Eu sei que presentiste a despedida
Estás tranqüilo, conheceste a vida
Chegou-te então a derradeira hora.
Fui testemunha de teu sofrimento
Compreendi a dor por que passaste
E no entanto não desesperaste
E deste à vida calmo seguimento
De alguém perdeste o amor, mas a amizade
Restou ´rá sempre como um sentimento
Dos filhos teus jamais faltou alento
Do amor e da solidadriedade
De mim tens a palavra do amigo
Que quer particpar do fim contigo
Para te segredar uma verdade:
Não deve haver desilusão na vida
Pois Deus dá a cicatriz para a ferida
Que transforma em flor na eternidade...
Adeus amigo meu, já vais embora
Eu sei que presentiste a despedida
Estás tranqüilo, conheceste a vida
Chegou-te então a derradeira hora.
Fui testemunha de teu sofrimento
Compreendi a dor por que passaste
E no entanto não desesperaste
E deste à vida calmo seguimento
De alguém perdeste o amor, mas a amizade
Restou ´rá sempre como um sentimento
Dos filhos teus jamais faltou alento
Do amor e da solidadriedade
De mim tens a palavra do amigo
Que quer particpar do fim contigo
Para te segredar uma verdade:
Não deve haver desilusão na vida
Pois Deus dá a cicatriz para a ferida
Que transforma em flor na eternidade...
A UM FILHO PARALÍTICO DE DEUS
A Jorge Harduin
Sei que estás passando uma dor terrível
Mas pára. Olha. Como o mundo é bom
Há uma gota de amor em cada coração sensível
Tentando dar-te algo, paz, amor e som...
Nós somos representantes de Deus
Numa missão divina
Que é benção da esperança eterna
Somente Deus preside a tudo que se alcança
Desde o primeiro pão à gota cristalina
Que toca renitente dentro da caverna
Não creias que no mundo, ou mesmo no outro mundo,
Exista a labareda eterna do inferno
O que importa a nós é cerermos no profundo
Amor poe Ele e a Fé que nós tivemos
Prossegue o teu caminho com serenidade
Aguarda bem tranquilo a hora da verdade
Oferta a Ele o sofrimento teu
O pouco que te dou nesta cruel desdita
É uma palavra de Fé muito contrita
Que o próprio Criador me concedeu...
Sei que estás passando uma dor terrível
Mas pára. Olha. Como o mundo é bom
Há uma gota de amor em cada coração sensível
Tentando dar-te algo, paz, amor e som...
Nós somos representantes de Deus
Numa missão divina
Que é benção da esperança eterna
Somente Deus preside a tudo que se alcança
Desde o primeiro pão à gota cristalina
Que toca renitente dentro da caverna
Não creias que no mundo, ou mesmo no outro mundo,
Exista a labareda eterna do inferno
O que importa a nós é cerermos no profundo
Amor poe Ele e a Fé que nós tivemos
Prossegue o teu caminho com serenidade
Aguarda bem tranquilo a hora da verdade
Oferta a Ele o sofrimento teu
O pouco que te dou nesta cruel desdita
É uma palavra de Fé muito contrita
Que o próprio Criador me concedeu...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
ADEUS SOL
À Vera
Apagou-te um Sol na tua vida
Desce serena uma luz no horizonte
O destino talvez te desaponte
Por esta luta que se fez perdida
Mas eu te afirmo, minha irmã querida
Que a treva que te invade é provisória
A consternação em ti é ilusória
É apenas mais uma etapa perecorrida
Segue adiante pelo teu caminho
Esquece este crepúsculo mesquinho
A luz adormeceu prá Eternidade
Aguarda novas luzes pela frente
Povoa só de flores tua mente
Tens a memória da felicidade...
Apagou-te um Sol na tua vida
Desce serena uma luz no horizonte
O destino talvez te desaponte
Por esta luta que se fez perdida
Mas eu te afirmo, minha irmã querida
Que a treva que te invade é provisória
A consternação em ti é ilusória
É apenas mais uma etapa perecorrida
Segue adiante pelo teu caminho
Esquece este crepúsculo mesquinho
A luz adormeceu prá Eternidade
Aguarda novas luzes pela frente
Povoa só de flores tua mente
Tens a memória da felicidade...
REGRESSO
Ao Fernando, meu irmão.
Depois de longa caminhada ausente
Em que, longe dos teus, tu padecias
A solidão mais triste dos teus dias
Vens para nós definitivamente...
Sofremos nós também intensamente
A partilhar contigo as agonias
As dores de saudade que sentias
Também saudade e dor eram prá gente...
Agora que teus olhos novamente
Hão de mirar os nossos no presente
O nos olhares procurar abrigo
Atira fora o fardo das lembranças
Vem dividir conosco as esperanças
E retornar prá sempre ao ninho antigo...
14/04/1959
Depois de longa caminhada ausente
Em que, longe dos teus, tu padecias
A solidão mais triste dos teus dias
Vens para nós definitivamente...
Sofremos nós também intensamente
A partilhar contigo as agonias
As dores de saudade que sentias
Também saudade e dor eram prá gente...
Agora que teus olhos novamente
Hão de mirar os nossos no presente
O nos olhares procurar abrigo
Atira fora o fardo das lembranças
Vem dividir conosco as esperanças
E retornar prá sempre ao ninho antigo...
14/04/1959
ESPINHOS E FLORES
À Vera, minha irmã.
Sei que são muitas as cruéis agruras
Por que tu passas neste transe, agora
O silêncio na dor com que torturas
Este teu pobre coração, que chora...
Teu desespero de amor às criaturas
Às quais te dedicaste tanto outrora
Faz-nos pensar que tudo foi-se embora
E tu ficaste só na desventura...
Pensas que a vida terminou o caminho
Que te levaram as aves do teu ninho
É tudo que era teu, fez-se perder
Já crês até que as forças do teu sangue
Se transformaram em saudade exangue
Naquelas que teu ventre fez nascer...
Contudo, saibas que na tua trilha
A luz que agora quase não rebrilha
Guarda um calor intenso a te aquecer...
Jamais morreu num coração de filha
O amor que prende, o amor que maravilha
Que o próprio Criador fez florecer!...
1956
Sei que são muitas as cruéis agruras
Por que tu passas neste transe, agora
O silêncio na dor com que torturas
Este teu pobre coração, que chora...
Teu desespero de amor às criaturas
Às quais te dedicaste tanto outrora
Faz-nos pensar que tudo foi-se embora
E tu ficaste só na desventura...
Pensas que a vida terminou o caminho
Que te levaram as aves do teu ninho
É tudo que era teu, fez-se perder
Já crês até que as forças do teu sangue
Se transformaram em saudade exangue
Naquelas que teu ventre fez nascer...
Contudo, saibas que na tua trilha
A luz que agora quase não rebrilha
Guarda um calor intenso a te aquecer...
Jamais morreu num coração de filha
O amor que prende, o amor que maravilha
Que o próprio Criador fez florecer!...
1956
sábado, 2 de outubro de 2010
ENCANTO
À Nélia, minha mulher
Errei qual peregrino pela vida
No amor busquei viver o coração
Julguei viver, sentir inspiração
Mas o que vejo hoje é despedida...
Agora tenho algo dentro d'alma
Que é bem meu e que só meu será
A força do amor que Deus me dá
Há-de viver a conquistar a palma
E ao te declamar esta mensagem
Eu guardo dentro em mim a tua imagem
Pela sublime visão que ela encerra...
Tenho a ventura de amar-te tanto,
Que chamo o segredo deste encanto
Ganhar, dentro da vida, um Céu na Terra...
Fev. 1951
Errei qual peregrino pela vida
No amor busquei viver o coração
Julguei viver, sentir inspiração
Mas o que vejo hoje é despedida...
Agora tenho algo dentro d'alma
Que é bem meu e que só meu será
A força do amor que Deus me dá
Há-de viver a conquistar a palma
E ao te declamar esta mensagem
Eu guardo dentro em mim a tua imagem
Pela sublime visão que ela encerra...
Tenho a ventura de amar-te tanto,
Que chamo o segredo deste encanto
Ganhar, dentro da vida, um Céu na Terra...
Fev. 1951
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
INSÔNIA - LUZ
Noite vazia, insone desmedida
Silêncio indefinido, solidão
E vai batendo alheio o coração
Numa cadência inospita de vida
O tempo passa, indiferente, frio
Pelo vazio das horas de ninguém
Há que falar, dizer-se, mas, a quem?
Se na expressão tudo é vazio...
A alma então reflete algo profundo
Que na meditação traz lá do fundo
Nas horas de temor e ansiedade
Afasta teu espírito das trevas
Procura a Luz na vida que tu levas
Pois teu caminho é pela eternidade...
Junho, 30. 1981
Silêncio indefinido, solidão
E vai batendo alheio o coração
Numa cadência inospita de vida
O tempo passa, indiferente, frio
Pelo vazio das horas de ninguém
Há que falar, dizer-se, mas, a quem?
Se na expressão tudo é vazio...
A alma então reflete algo profundo
Que na meditação traz lá do fundo
Nas horas de temor e ansiedade
Afasta teu espírito das trevas
Procura a Luz na vida que tu levas
Pois teu caminho é pela eternidade...
Junho, 30. 1981
DESCANSO ETERNO
Quando a luz do grande sol descansa
E a escuridão da noite chega imensa
Recolhe o homem como recompensa
A hora do repouso e da esperança
Os sonhos do porvir acalentados
Em instantes de meditação na vida
São bálsamo sereno à dor sentida
Pelos embates que foram sustentados
E creio que no dia derradeiro
Em que o sol da vida por inteiro
Se apagar na escuridão, tal sorte
Nos propiciará nosso repouso
Em recompensa tão grande que eu já ouso
Dizer que é bem maior que a própria morte...
Março,19. 1983
E a escuridão da noite chega imensa
Recolhe o homem como recompensa
A hora do repouso e da esperança
Os sonhos do porvir acalentados
Em instantes de meditação na vida
São bálsamo sereno à dor sentida
Pelos embates que foram sustentados
E creio que no dia derradeiro
Em que o sol da vida por inteiro
Se apagar na escuridão, tal sorte
Nos propiciará nosso repouso
Em recompensa tão grande que eu já ouso
Dizer que é bem maior que a própria morte...
Março,19. 1983
CORES DA VIDA
Fiz envolver o teu olhar tão triste
Numa neblina azul que era saudade
E o reflexo da meia-claridade
Recrudesceu-me o amor que entreviste...
O teu olhar no meu, um só caminho
Lembrança, amor, silêncio, intimidade
Quebrando as margens, a realidade
De flores mortas onde restam espinhos
Fiz envolver o meu olhar sentido
Numa neblina rosa que era olvido
Visando a pintar tudo de cinzento
E eis a madrugada em colorido
Desperta a passarada em alarido
Mostrando o eterno sol no firmamento...
Março,15.1983
Numa neblina azul que era saudade
E o reflexo da meia-claridade
Recrudesceu-me o amor que entreviste...
O teu olhar no meu, um só caminho
Lembrança, amor, silêncio, intimidade
Quebrando as margens, a realidade
De flores mortas onde restam espinhos
Fiz envolver o meu olhar sentido
Numa neblina rosa que era olvido
Visando a pintar tudo de cinzento
E eis a madrugada em colorido
Desperta a passarada em alarido
Mostrando o eterno sol no firmamento...
Março,15.1983
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
ÁGUA DA ESPERANÇA
À Irmã Teresa O.S,B. e a Alceu Amoroso Lima
Muito obrigado, irmã, muito obrigado
Por esta graça que em concedeu
Senti no coração Dr. Alceu
E o espírito de amor foi inundado
Mas que beleza, irmã, mas que beleza!
O testemunho da Fé no coração
Senti-me herdeiro, dono de um quinhão
Naquele testamento de grandeza
É estranho como a vida nos premia
Com coisas que a gente nem sabia
Que estavam prestes a acontecer
Tão comovido fiquei pela leitura
Que uma gota d'água cristalina e pura
No canto dos meus olhos foi nascer...
Nov. 12, 1983
Muito obrigado, irmã, muito obrigado
Por esta graça que em concedeu
Senti no coração Dr. Alceu
E o espírito de amor foi inundado
Mas que beleza, irmã, mas que beleza!
O testemunho da Fé no coração
Senti-me herdeiro, dono de um quinhão
Naquele testamento de grandeza
É estranho como a vida nos premia
Com coisas que a gente nem sabia
Que estavam prestes a acontecer
Tão comovido fiquei pela leitura
Que uma gota d'água cristalina e pura
No canto dos meus olhos foi nascer...
Nov. 12, 1983
BRUXINHA
À Nelinha
Que a minha bruxa querida,
Bruxinha do coração,
Continue pela vida
Com a magia na mão
Fazendo o bem com ternura
Com a varinha de condão
A fada é uma bruxa pura
Com a vassoura na mão...
Imprevisível e ladina
Com muita contradição
Tanto é mulher ou menina
Tem cor de camaleão
Por issso camaleoa
Que é bonita e é boa
Na bruxaria da vida
Roubou meu coração...
Agosto, 1983
Que a minha bruxa querida,
Bruxinha do coração,
Continue pela vida
Com a magia na mão
Fazendo o bem com ternura
Com a varinha de condão
A fada é uma bruxa pura
Com a vassoura na mão...
Imprevisível e ladina
Com muita contradição
Tanto é mulher ou menina
Tem cor de camaleão
Por issso camaleoa
Que é bonita e é boa
Na bruxaria da vida
Roubou meu coração...
Agosto, 1983
CRONOS
Quando as horas que o tempo avia
Fazendo-nos viver a nossa vida
Quando se sente uma hora ida
O que o coração sentiu e o que sentia
É que nessas horas, meu amor querido...
Que sei quanto te adora o coração...
Só tenho em mim uma expressão
Que é a expressão de tua vida...
É nessas horas que o tempo cria
Fazendo o meu futuro juntou ao teu
Eu hei-de te querer - doce magia
Com este coração, que é só teu
Pois ele vai te amar mais cada dia
Vivendo sempre mais o que viveu...
Junho - 1951
Fazendo-nos viver a nossa vida
Quando se sente uma hora ida
O que o coração sentiu e o que sentia
É que nessas horas, meu amor querido...
Que sei quanto te adora o coração...
Só tenho em mim uma expressão
Que é a expressão de tua vida...
É nessas horas que o tempo cria
Fazendo o meu futuro juntou ao teu
Eu hei-de te querer - doce magia
Com este coração, que é só teu
Pois ele vai te amar mais cada dia
Vivendo sempre mais o que viveu...
Junho - 1951
LÍRIO
Foi hoje que te conquistei, querida,
Que alcancei ganhar-te companheira
Data feliz por ser-me verdadeira
Verdade é ter-te sempre em minha vida
Se eu te quis para trilhar comigo
A estrada do destino traiçoeiro
Foi por saber que vou ser companheiro
E que hás de ver em mim o teu amigo
Pergunta-me o tempo se te quero agora
Se hei de ter querer constantemente
E eu a te adorar bem nesta hora
Vejo a grandeza do porque te quero
Se é longa a vida para quem pressente
É curta para o amor que te venero
3. Maio, 1951
Que alcancei ganhar-te companheira
Data feliz por ser-me verdadeira
Verdade é ter-te sempre em minha vida
Se eu te quis para trilhar comigo
A estrada do destino traiçoeiro
Foi por saber que vou ser companheiro
E que hás de ver em mim o teu amigo
Pergunta-me o tempo se te quero agora
Se hei de ter querer constantemente
E eu a te adorar bem nesta hora
Vejo a grandeza do porque te quero
Se é longa a vida para quem pressente
É curta para o amor que te venero
3. Maio, 1951
SUBLIMAÇÃO
À Nélia
Senti-te, hoje à noite, muito minha
Apenas pelo amor de teu olhar
O meu destino junto ao teu caminha
Como vai ser feliz nosso lar
Não sei, meu Deus, que graça tão divina
A essa criatura fostes dar
Com que estranho encanto ela domina
Com que meigo carinho faz-se amar
Possa a sinceridade deste alento
Que a torna linda e sobretudo pura
Dizer-lhe o que o meu amor gravou:
Agora, sempre ou em qualquer criatura
Tu há de ser sempre aquela criatura
Por quem meu coração se apaixonou...
Junho.21,1951
Senti-te, hoje à noite, muito minha
Apenas pelo amor de teu olhar
O meu destino junto ao teu caminha
Como vai ser feliz nosso lar
Não sei, meu Deus, que graça tão divina
A essa criatura fostes dar
Com que estranho encanto ela domina
Com que meigo carinho faz-se amar
Possa a sinceridade deste alento
Que a torna linda e sobretudo pura
Dizer-lhe o que o meu amor gravou:
Agora, sempre ou em qualquer criatura
Tu há de ser sempre aquela criatura
Por quem meu coração se apaixonou...
Junho.21,1951
FILHO
Sabe bem Deus quando nos dá um filho
Que há algo divino sobre a Terra
Mas na inocência que a sua alma encerra
Há de fazer mais tarde o nosso exílio
A pureza da alma das crianças
É imaculada demais para essa lida
Deus fá-la crescer e a inequecida
Ventura que existiu faz-se lembrança
Não fossem pais trazidos a esta Terra
A ser mais uma cicatriz perdida
Neste cruel destino dos mortais
Ganhar o Céu uma semente havida
Que vem, florece e se faz querida
E vai viver... sofrer como os demais...
Que há algo divino sobre a Terra
Mas na inocência que a sua alma encerra
Há de fazer mais tarde o nosso exílio
A pureza da alma das crianças
É imaculada demais para essa lida
Deus fá-la crescer e a inequecida
Ventura que existiu faz-se lembrança
Não fossem pais trazidos a esta Terra
A ser mais uma cicatriz perdida
Neste cruel destino dos mortais
Ganhar o Céu uma semente havida
Que vem, florece e se faz querida
E vai viver... sofrer como os demais...
A ROSA E SUAS CINCO FLORES-HOMENS
Colhera eu um botão de esplendor vibrante
Que rosa se tornou perante os olhos meus
Usei-a no perfume e em pétalas, que Deus
Abençoou em gesto terno e cativante
Veio a primeira flor, um ser tão precioso
Quão era sua mãe em seu amor com o pai
Com personalidade é o sucessor que vai
Abrir para os irmãos o rastro radioso
E radioso foi porque veio o segundo
Brotando em haste viva e cheia de vigor
Da seiva forte e densa, mas com muito amor
Não fora esse jardim tão fértil, tão fecundo
E por fecundo do segundo pro terceiro
Veio nascer pra nós um girasol
É hoje alegre e vivo e ama a luz do sol
Girando em torno dos outros galhofeiro...
Sol não bastava e um rútilo e brilhante
Egetal de amor com cores de trigal
Foi o quarto rebento lindo - hoje o Cacau
A flor azul e ouro em pétala adoçante
Com a rosa linda ainda semeamos
A última semente de nosso jardim
E veio um cafézinho índio de cauim
Caçulinha querido que todos adoramos
.........................................................................
Quando diviso hoje as flores que colhemos
Sinto o frescor da vida estuante de ventura
Não pode haver no mundo maior doçura
Que um jardim florido - o mundo em que vivemos!...
Que rosa se tornou perante os olhos meus
Usei-a no perfume e em pétalas, que Deus
Abençoou em gesto terno e cativante
Veio a primeira flor, um ser tão precioso
Quão era sua mãe em seu amor com o pai
Com personalidade é o sucessor que vai
Abrir para os irmãos o rastro radioso
E radioso foi porque veio o segundo
Brotando em haste viva e cheia de vigor
Da seiva forte e densa, mas com muito amor
Não fora esse jardim tão fértil, tão fecundo
E por fecundo do segundo pro terceiro
Veio nascer pra nós um girasol
É hoje alegre e vivo e ama a luz do sol
Girando em torno dos outros galhofeiro...
Sol não bastava e um rútilo e brilhante
Egetal de amor com cores de trigal
Foi o quarto rebento lindo - hoje o Cacau
A flor azul e ouro em pétala adoçante
Com a rosa linda ainda semeamos
A última semente de nosso jardim
E veio um cafézinho índio de cauim
Caçulinha querido que todos adoramos
.........................................................................
Quando diviso hoje as flores que colhemos
Sinto o frescor da vida estuante de ventura
Não pode haver no mundo maior doçura
Que um jardim florido - o mundo em que vivemos!...
OFÍCIO DE PAI
Ser pai e por na terra cinco amigos
Como os que hoje tenho em minha vida...
Ser pai é ter-se orgulho em dar guarida
Aos guardiães de todos os perigos...
Ser pai é estar em paz e harmonia
Em ilha de afeição e de bondade...
Ser pai é ter amor e amizade
E transformar tristeza em alegria...
Ser pai é sobretudo ter certeza
Que no coração de cada filho
Há uma chama de inefável brilho
Ardendo em afeição e em beleza...
Pelo futuro da vida no caminho
Pois, talvez, às vezes, nem pareça
Por mais desditas que lhes aconteça
O pai jamais há-de deixar que cresçam
O pai jamais os deixará sozinhos!...
Como os que hoje tenho em minha vida...
Ser pai é ter-se orgulho em dar guarida
Aos guardiães de todos os perigos...
Ser pai é estar em paz e harmonia
Em ilha de afeição e de bondade...
Ser pai é ter amor e amizade
E transformar tristeza em alegria...
Ser pai é sobretudo ter certeza
Que no coração de cada filho
Há uma chama de inefável brilho
Ardendo em afeição e em beleza...
Pelo futuro da vida no caminho
Pois, talvez, às vezes, nem pareça
Por mais desditas que lhes aconteça
O pai jamais há-de deixar que cresçam
O pai jamais os deixará sozinhos!...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
ADEUS, AMIGO
A Carlos de Vicenzi.
Adeus Carlos amigo, foste embora
Tu vais cedo e já viveste tanto!...
Há um alegria incontida neste pranto
Quando me lembro o que foste outrora...
Eras um passaro-pai na primavera...
Estuante de amor e de bondade
Teu filho e tu tiveram e mesma idade
Numa composição feliz que nem quimera...
Partes de vez, a gente parte um dia
Deixando atraz amigos e saudades
levas a Deus a tua simpatia
Deixas conosco a tua mocidade!...
Adeus, Carlos amigo, vai-te embora
Não há o que fazer - foi o Destino
O teu ultimo desejo já sabemos
É que cuidemos bem do teu menino...
Pois olha Carlos, eu te digo logo
O teu menino agora é como nós
Cresceu também contigo na na idade
E há de resistir à dor atroz
Parte tranqüilo, pois fizeste um homem
Que há-de confortar - é bem verade
À tua esposa e à tua filha
Nesta terrível e cruel saudade!...
Adeus, Carlos amigo, vai-te embora
Infelizmente temos que esperar
Mas não faz mal vamos batendo bola
lembrando-nos de ti no Itanhangá...
Quem sabe, lá no Céu há um Gávea...
Onde se joga todo dia o par...
A honra é tua, Carlos, vai-te embora...
Outras partidas nós vamos jogar!...
Adeus Carlos amigo, foste embora
Tu vais cedo e já viveste tanto!...
Há um alegria incontida neste pranto
Quando me lembro o que foste outrora...
Eras um passaro-pai na primavera...
Estuante de amor e de bondade
Teu filho e tu tiveram e mesma idade
Numa composição feliz que nem quimera...
Partes de vez, a gente parte um dia
Deixando atraz amigos e saudades
levas a Deus a tua simpatia
Deixas conosco a tua mocidade!...
Adeus, Carlos amigo, vai-te embora
Não há o que fazer - foi o Destino
O teu ultimo desejo já sabemos
É que cuidemos bem do teu menino...
Pois olha Carlos, eu te digo logo
O teu menino agora é como nós
Cresceu também contigo na na idade
E há de resistir à dor atroz
Parte tranqüilo, pois fizeste um homem
Que há-de confortar - é bem verade
À tua esposa e à tua filha
Nesta terrível e cruel saudade!...
Adeus, Carlos amigo, vai-te embora
Infelizmente temos que esperar
Mas não faz mal vamos batendo bola
lembrando-nos de ti no Itanhangá...
Quem sabe, lá no Céu há um Gávea...
Onde se joga todo dia o par...
A honra é tua, Carlos, vai-te embora...
Outras partidas nós vamos jogar!...
SAUDADE EM PRESENÇA
À Nélia
Deixei-te à noite o coração vivia
Ainda o doce encanto de um olhar...
Como adorei a tua companhia
Como foi lindo aquele meu sonhar...
Sabendo-te no leito onde dormias
No dia que passou pus-me a pensar
Nas coisas que dissestes e que dizias
No muito que escutei por escutar...
E na contemplação daquele dia
A tua ausência não me foi vazia
Pois dentro do teu leito fui morar...
E como na expressão de um poesia...
Vivi numa lembrança, que inebria
As horas que o amor faz recordar...
Deixei-te à noite o coração vivia
Ainda o doce encanto de um olhar...
Como adorei a tua companhia
Como foi lindo aquele meu sonhar...
Sabendo-te no leito onde dormias
No dia que passou pus-me a pensar
Nas coisas que dissestes e que dizias
No muito que escutei por escutar...
E na contemplação daquele dia
A tua ausência não me foi vazia
Pois dentro do teu leito fui morar...
E como na expressão de um poesia...
Vivi numa lembrança, que inebria
As horas que o amor faz recordar...
NOBREZA
Quando a glória de ser-se envaidece
Quando a Fortuna sorri ao bem vivido
E recordar-se é bom, o tempo ido...
Quando a despreocupação chama o conforto
Quando a noitada alegre faz felizes
Quando a jornada é bela a cada porto
E os olhos vêem mil e um matizes
Jamais no afortunado deveria
Deixar vir brotar a cada dia
A flor singela de um pensamento
Naqueles que sozinhos na verdade
Têm por sorriso triste a humildade
E na resignaçao o seu alento...
20.06.1953
Quando a Fortuna sorri ao bem vivido
E recordar-se é bom, o tempo ido...
Quando a despreocupação chama o conforto
Quando a noitada alegre faz felizes
Quando a jornada é bela a cada porto
E os olhos vêem mil e um matizes
Jamais no afortunado deveria
Deixar vir brotar a cada dia
A flor singela de um pensamento
Naqueles que sozinhos na verdade
Têm por sorriso triste a humildade
E na resignaçao o seu alento...
20.06.1953
DESTINO
À Nélia
Se o Destino que preside a vida
E que uniu meu coração ao teu
Furtasse de mim, minha querida,
Não acontencendo o que aconteceu
Talvez seria outra a criatura
A palmilhar comigo o meu caminho
talvez que fosse boa, fosse pura
E que bem meigo fosse o seu carinho
Mas, quando Deus levasse-me da vida,
Para outra onde a graça merecida
Fosse a felicidade verdadeira
Sem que jamais tivesse te encontrado
No Céu tu estarias ao meu lado
A ser minha eterna companheira
11.06.1953
Se o Destino que preside a vida
E que uniu meu coração ao teu
Furtasse de mim, minha querida,
Não acontencendo o que aconteceu
Talvez seria outra a criatura
A palmilhar comigo o meu caminho
talvez que fosse boa, fosse pura
E que bem meigo fosse o seu carinho
Mas, quando Deus levasse-me da vida,
Para outra onde a graça merecida
Fosse a felicidade verdadeira
Sem que jamais tivesse te encontrado
No Céu tu estarias ao meu lado
A ser minha eterna companheira
11.06.1953
PRENÚNCIO
Ao Waldemarzinho
O teu olhar que é meu já não reflete
A minha imagem no teu pensamento
Há um pequenino Ser nos teus olhares
Fazendo-re feliz cada momento
Tua olhas para mim, mas teus olhos
Não vêem meu olhar, vão mais além
E eu sinto o mais divino dos ciúmes
Por este Ser que já se fez alguém...
E enquanto esperas por um Ser tão lindo
Esta minha alma já se vai sentindo
Feliz por tão sublime devoção
Pois essa criatura tão querida
É a benção mais feliz de nossa vida
É sangue de meu proprio coração...
Maio,18 . 1952
O teu olhar que é meu já não reflete
A minha imagem no teu pensamento
Há um pequenino Ser nos teus olhares
Fazendo-re feliz cada momento
Tua olhas para mim, mas teus olhos
Não vêem meu olhar, vão mais além
E eu sinto o mais divino dos ciúmes
Por este Ser que já se fez alguém...
E enquanto esperas por um Ser tão lindo
Esta minha alma já se vai sentindo
Feliz por tão sublime devoção
Pois essa criatura tão querida
É a benção mais feliz de nossa vida
É sangue de meu proprio coração...
Maio,18 . 1952
NÚPCIAS
É hoje meu amor, que a vida
Me veio trazer o mais belo presente
És todo meu amor, minha querida,
E eu estou feliz inteiramente
Há coisas que ocorrem no Destino
Que a gratidão nos faz reconhecer
Que belo é esse momento a ocorrer
No quanto de beleza ele é divino...
Por isso meu amor, elevo agora
A prece desta noite, desta hora
Quando um coração feliz (aqui) repousa
Aos céus eu rendo graças comovidas
As minhas orações foram ouvidas
Pois Deus te transformou em minha esposa!...
Dezembro, 1º 1951
Me veio trazer o mais belo presente
És todo meu amor, minha querida,
E eu estou feliz inteiramente
Há coisas que ocorrem no Destino
Que a gratidão nos faz reconhecer
Que belo é esse momento a ocorrer
No quanto de beleza ele é divino...
Por isso meu amor, elevo agora
A prece desta noite, desta hora
Quando um coração feliz (aqui) repousa
Aos céus eu rendo graças comovidas
As minhas orações foram ouvidas
Pois Deus te transformou em minha esposa!...
Dezembro, 1º 1951
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
IPANEMA - LEBLON
Tomado de paixão dentro das veias
Fica quem vê a praia tropical
Ó fêmea brasileira tu incendeias
As carnes de pecado capital
As ninfas litorâneas são brejeiras
São labaredas de fogo sensual
Não há no mundo escultura igual
À dessas donas das praias brasileiras
Mas Natureza é caprichosa
E acolhe a todos nós bem pressurosa
Na abrasadora angústia de um mortal
E para aquele que fica na lamúria
Por não satisfazer sua luxúria
Ela oferece o oceano galcial...
Jan. 7,1981
Fica quem vê a praia tropical
Ó fêmea brasileira tu incendeias
As carnes de pecado capital
As ninfas litorâneas são brejeiras
São labaredas de fogo sensual
Não há no mundo escultura igual
À dessas donas das praias brasileiras
Mas Natureza é caprichosa
E acolhe a todos nós bem pressurosa
Na abrasadora angústia de um mortal
E para aquele que fica na lamúria
Por não satisfazer sua luxúria
Ela oferece o oceano galcial...
Jan. 7,1981
ODE A HIPÓCRATES
Bendita seja a pura Medicina
Que aos enfermos traz a solução
Bendita seja a nobre profissão
De quem opera, cura e ilumina
Bendita seja a fonte cristalina
De onde brota o líquido, a poção
daqule que em sábia prescrição
Denota o mal de pronto e o elimina
Bendita seja a alma que se inclina
Sobre o doente no leito em contrição
E ao reconfrotar-lhe o coração
Dá o conforto da Fé que nos fascina
Bendita seja a alma peregrina
Que serve ao pobre enfermo sem propina
Não fazendo dos seres distinção
Há uma divina predistinação
No homem que pratica a Medicina
Com a alma pura e inteira devoção
Creio que Deus o guia e ilumina
E ao falar baixinho lhes ensina
A alcançar a própria redenção.
Que aos enfermos traz a solução
Bendita seja a nobre profissão
De quem opera, cura e ilumina
Bendita seja a fonte cristalina
De onde brota o líquido, a poção
daqule que em sábia prescrição
Denota o mal de pronto e o elimina
Bendita seja a alma que se inclina
Sobre o doente no leito em contrição
E ao reconfrotar-lhe o coração
Dá o conforto da Fé que nos fascina
Bendita seja a alma peregrina
Que serve ao pobre enfermo sem propina
Não fazendo dos seres distinção
Há uma divina predistinação
No homem que pratica a Medicina
Com a alma pura e inteira devoção
Creio que Deus o guia e ilumina
E ao falar baixinho lhes ensina
A alcançar a própria redenção.
O CANTO DISTANTE
Não há coisa mais linda
Que o canto do galo
Que soa na aurora
Mansinha a chegar...
Parece a saudade
Da vida que, embora,
Não pára, contudo,
De acalentar...
Eu fico triste
Mas não é tristeza
É som de beleza
Distante a cantar...
O canto do galo
De manhã, tão lindo
Distante e infindo
Quase faz chorar...
Numa fazendinha
Serena, tranqüila
Moringa de argila
Cascata e pomar...
Acordar cedinho
Com cheiro de mato
O canto do galo
É um despertar...
Aí, são as vozes
Dos galos que entoam
Em ecos longínquos
Um lá - outro cá...
Um outro distante
Mais longe cantante
Trístonho, galante
Dizendo prá gente
Manhã vai chegar...
Mas como eu adoro
O canto do galo
Me atinge no talo
- É funda paixão...
É coisa mais linda...
Na ida e vinda...
O canto do galo
É o meu coração!...
Que o canto do galo
Que soa na aurora
Mansinha a chegar...
Parece a saudade
Da vida que, embora,
Não pára, contudo,
De acalentar...
Eu fico triste
Mas não é tristeza
É som de beleza
Distante a cantar...
O canto do galo
De manhã, tão lindo
Distante e infindo
Quase faz chorar...
Numa fazendinha
Serena, tranqüila
Moringa de argila
Cascata e pomar...
Acordar cedinho
Com cheiro de mato
O canto do galo
É um despertar...
Aí, são as vozes
Dos galos que entoam
Em ecos longínquos
Um lá - outro cá...
Um outro distante
Mais longe cantante
Trístonho, galante
Dizendo prá gente
Manhã vai chegar...
Mas como eu adoro
O canto do galo
Me atinge no talo
- É funda paixão...
É coisa mais linda...
Na ida e vinda...
O canto do galo
É o meu coração!...
CONTRASTE
Quando alguém a quem se ama nos magoa
E nos deixa o coração entristecido
Melhor seria não ter vivido
Pois voz do pranto no peio não reboa...
São sons tristes de choro e de saudade
Que brotam como lágrimas de amor
Banhando os sentimentos de verdade
Embalsamando essa indivizível dor...
Assalto-nos então uma incerteza
Pelo sofrer cruel da aspereza
A cruciar a dor naquela mágoa...
Como é possivel ferir a quem se ama
O ódio e o amor que se proclama
São como labareda e como água..
1978
E nos deixa o coração entristecido
Melhor seria não ter vivido
Pois voz do pranto no peio não reboa...
São sons tristes de choro e de saudade
Que brotam como lágrimas de amor
Banhando os sentimentos de verdade
Embalsamando essa indivizível dor...
Assalto-nos então uma incerteza
Pelo sofrer cruel da aspereza
A cruciar a dor naquela mágoa...
Como é possivel ferir a quem se ama
O ódio e o amor que se proclama
São como labareda e como água..
1978
domingo, 5 de setembro de 2010
SONHO DE BELEZA
Escapuliu-me a alma, ganha a rua
Envolve-se na aura lá do mar...
Alça seu vôo
Por sobre a noite nua
E vai sumindo, ao longe, no luar...
Adeus minha alma, sonho que flutua,
Ingressa no infinito desse altar
A noite estava inteiramente nua
E eu comtemplava a lua
Escutando o mar...
Eu escutava o mar e contemplava a lua
Eu contemplava a lua e escutava o mar
A noite estava inteiramente nua
E as ondas virgens vinham murmurrar
Eu contemplava o Céu
E pressentia a rua
Ao proprio peito ouvia respirar
Lá longe a noite inteiramente nua
Enquanto a praia só bebia mar...
Murmurra o mar
A natureza estua
A noite nua banha-se em luar
Tilintam estrelas
Caem sobre a rua
Há pedrarias sob o meu olhar
Fecho os olhos
Algo se atenua
Mergulho dentro d'alma
Vou sonhar...
Abril, 13/1985
Envolve-se na aura lá do mar...
Alça seu vôo
Por sobre a noite nua
E vai sumindo, ao longe, no luar...
Adeus minha alma, sonho que flutua,
Ingressa no infinito desse altar
A noite estava inteiramente nua
E eu comtemplava a lua
Escutando o mar...
Eu escutava o mar e contemplava a lua
Eu contemplava a lua e escutava o mar
A noite estava inteiramente nua
E as ondas virgens vinham murmurrar
Eu contemplava o Céu
E pressentia a rua
Ao proprio peito ouvia respirar
Lá longe a noite inteiramente nua
Enquanto a praia só bebia mar...
Murmurra o mar
A natureza estua
A noite nua banha-se em luar
Tilintam estrelas
Caem sobre a rua
Há pedrarias sob o meu olhar
Fecho os olhos
Algo se atenua
Mergulho dentro d'alma
Vou sonhar...
Abril, 13/1985
Além da vida
À Tutsi
Agradecendo rosas recebidas
Alguém cobrou-me versos que faltaram
E eis que então eles desabrocharam
Nessas palavras ora transmitidas
Há uma mulher bonita em minha vida
A quem dedico especial ternura
Numa compreensão que, em nós perdura
Qual luz de outra existência havida
Amo-a pois, de um modo diferente
Porque meu amor é transcendente
E irá com ela a outras dimensões
E num futuro proximo ou distante
Quando o eterno vier ao nosso instante
Transfundiremos então os corações...
Agradecendo rosas recebidas
Alguém cobrou-me versos que faltaram
E eis que então eles desabrocharam
Nessas palavras ora transmitidas
Há uma mulher bonita em minha vida
A quem dedico especial ternura
Numa compreensão que, em nós perdura
Qual luz de outra existência havida
Amo-a pois, de um modo diferente
Porque meu amor é transcendente
E irá com ela a outras dimensões
E num futuro proximo ou distante
Quando o eterno vier ao nosso instante
Transfundiremos então os corações...
sábado, 17 de julho de 2010
EUCARISTIA
A mão do sacerdote cuidadosa
Há de levar-te à boca a hostia santa
Num momento feliz que nos encanta
E que nos faz a vida venturosa
Dos cinco anjinhos tu és o primeiro
Que Deus recebe, ama e abençõa
Ensina aos outos como a vida é boa
Quando Jesus é nosso conselheiro
Dar-te um presente, ora que esperança!
Melhor fora pedir-te uma lembrança
És dono do melhor que a vida encerra
Oferta à tua mãe teu santo brilho
Recebe o teu Papai do Céu, meu filho,
E reza pelo teu papai da Terra...
Há de levar-te à boca a hostia santa
Num momento feliz que nos encanta
E que nos faz a vida venturosa
Dos cinco anjinhos tu és o primeiro
Que Deus recebe, ama e abençõa
Ensina aos outos como a vida é boa
Quando Jesus é nosso conselheiro
Dar-te um presente, ora que esperança!
Melhor fora pedir-te uma lembrança
És dono do melhor que a vida encerra
Oferta à tua mãe teu santo brilho
Recebe o teu Papai do Céu, meu filho,
E reza pelo teu papai da Terra...
TEMPO E VIDA
Mais um ano que se passa em nossas vidas
De desdidas, de lutas e esperanças
Há quanto tempo que éramos crianças
Quantas lembranças foram-se, esquecidas...
A nossa vida é realmente breve
Repleta de alegria e ilusões
Buscamos sonhos para os corações
Julgando que o Destino é que nos deve...
É tanta a nossa ansia de existência
Que nós sequer sentimos a seqüência
Do tempo que se esvai em nossa frente
Melhor seria aproveitar a vida
Que cada hora fosse bem sentida
Neste destino que morre indiferente...
De desdidas, de lutas e esperanças
Há quanto tempo que éramos crianças
Quantas lembranças foram-se, esquecidas...
A nossa vida é realmente breve
Repleta de alegria e ilusões
Buscamos sonhos para os corações
Julgando que o Destino é que nos deve...
É tanta a nossa ansia de existência
Que nós sequer sentimos a seqüência
Do tempo que se esvai em nossa frente
Melhor seria aproveitar a vida
Que cada hora fosse bem sentida
Neste destino que morre indiferente...
HUMUS DEI
Bendito seja o dom da liberdade
Que Deus nos concedeu ao pensamento
Ele é tão belo e eterno como alento
Tão lúcido e real, quando verdade
É tão divina essa benemerência
Há tanta compaixão no seu efeito
Que Ele nos outorga inda o direito
De até vir a negar sua existência
Rendo-me, pois, qual sua criatura
Aos meandros sutis da tessitura
Que envolve a natureza do meu ser
Apenas planto a fé na conciência
Deito raízes como conseqüencia
E aguardo a Luz par o meu florecer...
Setembro,23, 1981
Que Deus nos concedeu ao pensamento
Ele é tão belo e eterno como alento
Tão lúcido e real, quando verdade
É tão divina essa benemerência
Há tanta compaixão no seu efeito
Que Ele nos outorga inda o direito
De até vir a negar sua existência
Rendo-me, pois, qual sua criatura
Aos meandros sutis da tessitura
Que envolve a natureza do meu ser
Apenas planto a fé na conciência
Deito raízes como conseqüencia
E aguardo a Luz par o meu florecer...
Setembro,23, 1981
REVERSO
É efêmero na vida a própria vida
Não há felicidade que perdure
E é portanto sábio que se apure
A busca pela causa mais querida
Mas de que vale um prêmio consquistado
Em lutas e idéias numa existência?
Se todos eles juntos em seqüência
Tornam-se um dia fatos do passado...
Somos trazidos para um chão de sonhos
Vivemos tão alegres, tão tristonhos,
Cientes de que tudo acaba um dia.
Talvez no Outro Lado é que a verdade
Exista eterna na realidade
Do que aqui se vive em fantasia...
Setembro,8,1981
Não há felicidade que perdure
E é portanto sábio que se apure
A busca pela causa mais querida
Mas de que vale um prêmio consquistado
Em lutas e idéias numa existência?
Se todos eles juntos em seqüência
Tornam-se um dia fatos do passado...
Somos trazidos para um chão de sonhos
Vivemos tão alegres, tão tristonhos,
Cientes de que tudo acaba um dia.
Talvez no Outro Lado é que a verdade
Exista eterna na realidade
Do que aqui se vive em fantasia...
Setembro,8,1981
sexta-feira, 16 de julho de 2010
QUANDO
Quando será a data do desfecho
Dessa existência que vivo agora
Em que o mundo há mandar-me embora
Chegando a morte em derradeiro fecho...
Por que razão agora e de repente
Quando eu dormia, à noite, e nem vivia
Fui despertando em dúvidas tão fria
Por algo tão fatal e indiferente?...
Reflito bem comigo e, no entanto,
Apenas me preocupo pelo pranto
Daqueles a quem amo e a saudade
De resto, não me importo pelo dia
Aguardo com tranqüila simpatia
Sair da vida para a eternidade...
30, 06,1980
Dessa existência que vivo agora
Em que o mundo há mandar-me embora
Chegando a morte em derradeiro fecho...
Por que razão agora e de repente
Quando eu dormia, à noite, e nem vivia
Fui despertando em dúvidas tão fria
Por algo tão fatal e indiferente?...
Reflito bem comigo e, no entanto,
Apenas me preocupo pelo pranto
Daqueles a quem amo e a saudade
De resto, não me importo pelo dia
Aguardo com tranqüila simpatia
Sair da vida para a eternidade...
30, 06,1980
JOÃO DE DEUS
Benvindo foste, João de Deus, amigo,
Tu me chegaste cheio de ternura
Foste de Deus tão bela criatura
E o meu País amou viver contigo...
Tua mensagem evangelizadora
Calou bem fundo na alma dessa gente
Que em certas regiões vivem carente
Com a alma pobre, triste, sofredora...
Mas, nesta tua bem-aventurança,
Sentiste a Luz da Fé de da Esperança
Na alma deste povo tão cristão
Quem ama a Deus até no sofrimento
Prefere a alegria ao desalento
Tem Cristo dentro de seu coração...
Julho, 10, 1980
Tu me chegaste cheio de ternura
Foste de Deus tão bela criatura
E o meu País amou viver contigo...
Tua mensagem evangelizadora
Calou bem fundo na alma dessa gente
Que em certas regiões vivem carente
Com a alma pobre, triste, sofredora...
Mas, nesta tua bem-aventurança,
Sentiste a Luz da Fé de da Esperança
Na alma deste povo tão cristão
Quem ama a Deus até no sofrimento
Prefere a alegria ao desalento
Tem Cristo dentro de seu coração...
Julho, 10, 1980
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O Infinito e o Infinitésimo
Abençoai-nos, Mãe Imaculada,
Cheia de graça, plena de esplendor
Dai o sagrado direito ao vosso Amor
Abri a luz divina à nossa estrada
Neste vale de lágrimas e dores
De alegrias e ilusões falazes
De muita ingratidão somos capazes
Rogai, por isso, pelos pecadores
E confiando na Mãe que abençôa
Na misericordia infinita que perdoa
Como atributo maior da divindade
No infinitésimo da insignificância
Que nos esmaga ao longe na distância
Emergiremos a Vós na Eternidade...
Cheia de graça, plena de esplendor
Dai o sagrado direito ao vosso Amor
Abri a luz divina à nossa estrada
Neste vale de lágrimas e dores
De alegrias e ilusões falazes
De muita ingratidão somos capazes
Rogai, por isso, pelos pecadores
E confiando na Mãe que abençôa
Na misericordia infinita que perdoa
Como atributo maior da divindade
No infinitésimo da insignificância
Que nos esmaga ao longe na distância
Emergiremos a Vós na Eternidade...
Lágrimas
A Arízio
Vibraste em mim, senti o teu afago,
Qual passaro cantante a esvoaçar
O teu perfume de flores a vibrar
Pelas alturas sutis por sobre um lago
Eras um passaro leve e saltitante,
Esvoaçavas bem perto, bem distante,
Num gracioso voo de colibri
Como é bonito o céu, mas como é lindo,
A mim foi dado esse sereno encanto,
A mim que só pensava mesmo em ti
Vôa sereno passaro da vida
Vai lá no Céu buscar tua guarida
Deixa o perfume das flores que senti
Deixaste a rosa, o jardim, as flores
És a lembrança viva dos amores
Dos teus amigos que ficaram aqui
Set.3.1983
Vibraste em mim, senti o teu afago,
Qual passaro cantante a esvoaçar
O teu perfume de flores a vibrar
Pelas alturas sutis por sobre um lago
Eras um passaro leve e saltitante,
Esvoaçavas bem perto, bem distante,
Num gracioso voo de colibri
Como é bonito o céu, mas como é lindo,
A mim foi dado esse sereno encanto,
A mim que só pensava mesmo em ti
Vôa sereno passaro da vida
Vai lá no Céu buscar tua guarida
Deixa o perfume das flores que senti
Deixaste a rosa, o jardim, as flores
És a lembrança viva dos amores
Dos teus amigos que ficaram aqui
Set.3.1983
Manhã do Amanhã
A Arizio Costa Ribeiro
Vi dia nascer meu amigo
Arízio já se foi prá não voltar...
Um passaro tristonho vem cantar
As lágrimas que agora estão comigo...
Mas, como é forte a dor de uma saudade,
Banhada de lembranças benfazejas,
É bem possivel Arízio, que tu sejas
A imagem viva da Eternidade
Segue feliz, amigo, em tua estrada
No rumo as estrelas encantadas
Leva contigo a minha nostlagia
Agora que pareces tão distante,
Estás bem perto e sempre vigilante
Eras meu Anjo da Guarda, e eu não sabia...
Set.2, 1983
Vi dia nascer meu amigo
Arízio já se foi prá não voltar...
Um passaro tristonho vem cantar
As lágrimas que agora estão comigo...
Mas, como é forte a dor de uma saudade,
Banhada de lembranças benfazejas,
É bem possivel Arízio, que tu sejas
A imagem viva da Eternidade
Segue feliz, amigo, em tua estrada
No rumo as estrelas encantadas
Leva contigo a minha nostlagia
Agora que pareces tão distante,
Estás bem perto e sempre vigilante
Eras meu Anjo da Guarda, e eu não sabia...
Set.2, 1983
segunda-feira, 12 de julho de 2010
AVE DOUÇURA
A Arizio Costa Ribeiro
Adeus ave-douçura, eterno amigo
Que os anjos te conduzam para o Céu
Levanta desta vida o denso véu
E leva o sol da vida só contigo
Não estamos tristes, pois já estás em glória
Em companhia de amor e de beleza
Que já habitas o Céu, tenho certeza
Pois linda e pura foi tua história
Sê nossos guia agora nas alturas
Procura ususfruir as mil venturas
Passárgada chegou-te com teu Rei
O rastro de saudades é o caminho
Que buscarei trilhar pois eu te alinho
Como maior amigo que encontrei
Set, 19. 1983
Adeus ave-douçura, eterno amigo
Que os anjos te conduzam para o Céu
Levanta desta vida o denso véu
E leva o sol da vida só contigo
Não estamos tristes, pois já estás em glória
Em companhia de amor e de beleza
Que já habitas o Céu, tenho certeza
Pois linda e pura foi tua história
Sê nossos guia agora nas alturas
Procura ususfruir as mil venturas
Passárgada chegou-te com teu Rei
O rastro de saudades é o caminho
Que buscarei trilhar pois eu te alinho
Como maior amigo que encontrei
Set, 19. 1983
PERPLEXUS
Como é tristonho recordar-se da vida
Que foi feliz e já se fez distante
A chama da saudade a cada instante
Revive a luz que estava adormecida.
As lembranças festivas de alegrias
Que nos brindaram os anos de existência
Revive-se em límpida seqüencia
De fatos que indulzem à nostalgia
Festas amores, juventude, risos
Inconseqüência, flores, emoções
Como eram jovem nossos corações
Esta verdade que ora realizo.
E divisando a noite tão serena
Que vai passando pela brisa amena
No seu silêncio de grandeza vã
Eu sinto que a vida é curta mesmo
Vamos vivendo a existência a esmo
O ontem já se foi - e o amanhã?...
Junho, 1983
Que foi feliz e já se fez distante
A chama da saudade a cada instante
Revive a luz que estava adormecida.
As lembranças festivas de alegrias
Que nos brindaram os anos de existência
Revive-se em límpida seqüencia
De fatos que indulzem à nostalgia
Festas amores, juventude, risos
Inconseqüência, flores, emoções
Como eram jovem nossos corações
Esta verdade que ora realizo.
E divisando a noite tão serena
Que vai passando pela brisa amena
No seu silêncio de grandeza vã
Eu sinto que a vida é curta mesmo
Vamos vivendo a existência a esmo
O ontem já se foi - e o amanhã?...
Junho, 1983
RESPOSTA
Temente da vida, das dificuldades
Buscara na noite silente uma questão
De como livrar-me das ansiedades,
Que duras soavam no meu coração
De Deus eu tentei obter resposta,
Que veio radiosa , num grande clarão
Senti que era algo que havia no peito
Deus estava bem dentro de meu coração...
Buscara na noite silente uma questão
De como livrar-me das ansiedades,
Que duras soavam no meu coração
De Deus eu tentei obter resposta,
Que veio radiosa , num grande clarão
Senti que era algo que havia no peito
Deus estava bem dentro de meu coração...
SALMOS
Serenamente soam símbolos sonantes
Sentiam só as sensações sombrias,
Sucedem-se serenas sinfonias,
Surpreendendo sábio semblantes
Sintonias sucessivas solitárias,
Sacramentando súbitas suspeitas,
Sugerem só sussuros sobre seitas,
Sujeitas a serviços nos sacrários.
Surge a solene sã sabedoria,
Saudando súditos surpreendidos,
Sôa a sentença sóbria e sustenida
Sobre a sagrada sede do saber
Somos somente seres sem subtância,
Surgidos da singela semelhança,
Sujeitos só a subserviência.
Superaremos santa servitude,
Sob a Sagrada e Super Sapiência
Set, 1984
Sentiam só as sensações sombrias,
Sucedem-se serenas sinfonias,
Surpreendendo sábio semblantes
Sintonias sucessivas solitárias,
Sacramentando súbitas suspeitas,
Sugerem só sussuros sobre seitas,
Sujeitas a serviços nos sacrários.
Surge a solene sã sabedoria,
Saudando súditos surpreendidos,
Sôa a sentença sóbria e sustenida
Sobre a sagrada sede do saber
Somos somente seres sem subtância,
Surgidos da singela semelhança,
Sujeitos só a subserviência.
Superaremos santa servitude,
Sob a Sagrada e Super Sapiência
Set, 1984
MANHÃ E AMANHÃ
Bebi a taça cristalina da alegria
Na manhã radiosa deste dia
Em que as flores desabrochavam
Risonhas e felizes
Em cores de muitos matizes.
Sorvi o gosto pela vida
De forma sutil e colorida
Ao brilho do sol, da luz matutina
Linda como uma menina
Alegre como o futebol
Cantei o som gorgeio
Dos passarinhos em seu passeio
Pelo Céu azul da manhã
As andorinhas brincando loucas
E não eram poucas
No seu afã...
Beijei o rosto cheiroso da mulher
Na visão sadia do amor
Puro e profano
Muito huamano, sem engano
Mas muito inspirador.
Lancei um olhar para o mundo
Tão fecundo
Profundo e cheio de verdade
Apesar da fantasia
Da vida que inebria
E me dá um desejo
Febril de eternidade
Que almejo e prevejo
Nesta fantasia da realidade...
Na manhã radiosa deste dia
Em que as flores desabrochavam
Risonhas e felizes
Em cores de muitos matizes.
Sorvi o gosto pela vida
De forma sutil e colorida
Ao brilho do sol, da luz matutina
Linda como uma menina
Alegre como o futebol
Cantei o som gorgeio
Dos passarinhos em seu passeio
Pelo Céu azul da manhã
As andorinhas brincando loucas
E não eram poucas
No seu afã...
Beijei o rosto cheiroso da mulher
Na visão sadia do amor
Puro e profano
Muito huamano, sem engano
Mas muito inspirador.
Lancei um olhar para o mundo
Tão fecundo
Profundo e cheio de verdade
Apesar da fantasia
Da vida que inebria
E me dá um desejo
Febril de eternidade
Que almejo e prevejo
Nesta fantasia da realidade...
domingo, 11 de julho de 2010
"O MANNI PAD ME HUM"
A cada centenário de existência
Uma multidão de seres acontece
Nasce,resiste,existe, e após falece
Em vã e milenar experiência
A quem se queda a meditar na vida
Não há-que negar, mergulha na carência
De uma palavra de grande consistência
Que lhe socorra a dúvida sentida -
Onde encontrar a fé que assegura
Toda razão de estranha tessitura
Urdida numa indecifrável lei?
Há os que dizem que saio desta vida
E a ela voltarei em nova lida
Até cumprir deveres que me dei
Outros afirmam que não mais regresso
E noutra dimensão então ingresso
Onde merecimentos colherei
Por fim há os que dizem que a existência
É algo sem final, sem conseqüencia
Que se transforma em pó e nada mais
De tudo me resulta uma verdade
A toda esta sutil ansiedade
Que ao mais cético que seja, alcalmará:
Um dia, não se tema, nem se importe
Uma força Maior muito mais forte
Sobre a verdade eterna falará...
E no silêncio da resposta fria
Da imensa multidão que se angustia
Por se sentir tão insegura assim...
Há-de emergir, porque não há saída,
A verdadeira prece para Vida:
"Oh grande Deus que estais dentro de mim!...
15 de março de 1983
Uma multidão de seres acontece
Nasce,resiste,existe, e após falece
Em vã e milenar experiência
A quem se queda a meditar na vida
Não há-que negar, mergulha na carência
De uma palavra de grande consistência
Que lhe socorra a dúvida sentida -
Onde encontrar a fé que assegura
Toda razão de estranha tessitura
Urdida numa indecifrável lei?
Há os que dizem que saio desta vida
E a ela voltarei em nova lida
Até cumprir deveres que me dei
Outros afirmam que não mais regresso
E noutra dimensão então ingresso
Onde merecimentos colherei
Por fim há os que dizem que a existência
É algo sem final, sem conseqüencia
Que se transforma em pó e nada mais
De tudo me resulta uma verdade
A toda esta sutil ansiedade
Que ao mais cético que seja, alcalmará:
Um dia, não se tema, nem se importe
Uma força Maior muito mais forte
Sobre a verdade eterna falará...
E no silêncio da resposta fria
Da imensa multidão que se angustia
Por se sentir tão insegura assim...
Há-de emergir, porque não há saída,
A verdadeira prece para Vida:
"Oh grande Deus que estais dentro de mim!...
15 de março de 1983
Manhã - Arrebol
O despertar do galo na distância...
Como a avisar-me que algo ia ocorrer
Abriu-me os olhos numa relutância
E na penumbra pouco pude ver...
Um novo canto, agora mais presente
Trouxe-me à mente a ideia de ouvir
E em lhe escutando foi-se o meu dormir
Num acordar atento e diferente...
Já eram, então, os passaros cantantes...
Que entoavam hinos de beleza
Saí do quarto - e vi a Natureza
A explodir em luzes faiscantes...
O firmamento em cores se espargia...
Em tintas que eu jamais pudera ver
Havia um só perfume e u'a magia
A embriagar-me totalmente o ser...
Deitei-me na varanda em devaneio
E, fitando o Céu,deixei viver...
Aquelas aves todas em chilreio
Cantavas loas ao amanhecer...
Não há na vida coisa mais tocante
Que aquela cena simples de beleza...
Em despertar sereno a Natureza
Enche de encantos todo aquele instante...
E, todavia, aquele encantamento
Ocorre todo dia, sempre lindo...
É um espetáculo de sabor infindo
Que delicia o nosso sentimento...
Eu, hoje,me entristeço num lamento
- E a Natureza inteira está sorrindo...
Pois todo dia ocorre esse momento...
E quase todo mundo está dormindo...
Como a avisar-me que algo ia ocorrer
Abriu-me os olhos numa relutância
E na penumbra pouco pude ver...
Um novo canto, agora mais presente
Trouxe-me à mente a ideia de ouvir
E em lhe escutando foi-se o meu dormir
Num acordar atento e diferente...
Já eram, então, os passaros cantantes...
Que entoavam hinos de beleza
Saí do quarto - e vi a Natureza
A explodir em luzes faiscantes...
O firmamento em cores se espargia...
Em tintas que eu jamais pudera ver
Havia um só perfume e u'a magia
A embriagar-me totalmente o ser...
Deitei-me na varanda em devaneio
E, fitando o Céu,deixei viver...
Aquelas aves todas em chilreio
Cantavas loas ao amanhecer...
Não há na vida coisa mais tocante
Que aquela cena simples de beleza...
Em despertar sereno a Natureza
Enche de encantos todo aquele instante...
E, todavia, aquele encantamento
Ocorre todo dia, sempre lindo...
É um espetáculo de sabor infindo
Que delicia o nosso sentimento...
Eu, hoje,me entristeço num lamento
- E a Natureza inteira está sorrindo...
Pois todo dia ocorre esse momento...
E quase todo mundo está dormindo...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Ato Final
A vida inteira é feita de amarguras
De gozos de viver - dualidade
Que há-de nos levar, é bem verdade
À simples e final embocadura
Um taciturno portal já nos espera
Depois de caminhada tão cruenta
Um sonho bem distante se acalenta
Em agonia cruel que desespera
Contudo a caminhada vai seguindo
Tranqüila e calma por um rastro lindo
Que nos conduz a estremecido fim
Da morte surge a vida, isto é verdade
Das trevas surge a luz - eternidade
A voz de Deus ressoa dentro de mim...
Março, 1983
De gozos de viver - dualidade
Que há-de nos levar, é bem verdade
À simples e final embocadura
Um taciturno portal já nos espera
Depois de caminhada tão cruenta
Um sonho bem distante se acalenta
Em agonia cruel que desespera
Contudo a caminhada vai seguindo
Tranqüila e calma por um rastro lindo
Que nos conduz a estremecido fim
Da morte surge a vida, isto é verdade
Das trevas surge a luz - eternidade
A voz de Deus ressoa dentro de mim...
Março, 1983
Semeadura
Eu grito, impreco, prendo e arrebento...
Sou tolo, ativo,alegre e brincalhão
Contudo, dentro do meu coração
Guardo sementes sutis de sentimentos
Não sei se esses grãos que eu semeio
Dentro da alma, eu faço por querer...
Só sei que eles vêm a florecer
Em compulsivo e invencível anseio
Nas horas imprevistas quando ouso
Deixar de vê-las por estar em repouso
Pensando até que é hora de dormir
Elas assomam belas e eloqüentes
Eu passo a escrever sofregamente
E os meus escritos passam a florir...
24 de Março 1985
Sou tolo, ativo,alegre e brincalhão
Contudo, dentro do meu coração
Guardo sementes sutis de sentimentos
Não sei se esses grãos que eu semeio
Dentro da alma, eu faço por querer...
Só sei que eles vêm a florecer
Em compulsivo e invencível anseio
Nas horas imprevistas quando ouso
Deixar de vê-las por estar em repouso
Pensando até que é hora de dormir
Elas assomam belas e eloqüentes
Eu passo a escrever sofregamente
E os meus escritos passam a florir...
24 de Março 1985
domingo, 13 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Reflexão
Estou com 46 anos. Faço hoje.
Quarenta e seis não é pouco, mas está leve
Não sei se a vida vais ser longa
O que importa a mim, é que se serve...
Uma porção de vezes fui a fossa,
Não faz mal, já não me lembro delas
Prefiro recordar coisas belas
Pois uma porção de vezes fui a elas...
Olho prá traz e digo: foi bacana?
Pode até ser que não - mas eu gostei
Foi esse jeito de ser, que encontrei
O condicionamento pobre de ser rei...
Sigo o caminho além, no rumo a Morte
Que é a coisa mais fatal e verdadeira
Não há razão qualquer prá tremedeira
Se sou juiz de como me comporte
Há quem me diga que, talvez, a gente
Tenha alguns regressos novamente
A este vale de lágrimas azuis
Temos de cumprir, já está assente
O inarredável destino conseqüente
Que a Mão Sabia e Suprema nos conduz
Não temo,pois,irmãos,vamos em frente...
Regressos há? Não sei, mas a verdade
É que eu sinto uma necessidade
De acreditar que alguém estará presente,
Deitando absoluta Luz eu lhes confesso
Não só na morte, na vida ou no regresso
Mas na verdade de tudo eternamente...
13/04/1971
Quarenta e seis não é pouco, mas está leve
Não sei se a vida vais ser longa
O que importa a mim, é que se serve...
Uma porção de vezes fui a fossa,
Não faz mal, já não me lembro delas
Prefiro recordar coisas belas
Pois uma porção de vezes fui a elas...
Olho prá traz e digo: foi bacana?
Pode até ser que não - mas eu gostei
Foi esse jeito de ser, que encontrei
O condicionamento pobre de ser rei...
Sigo o caminho além, no rumo a Morte
Que é a coisa mais fatal e verdadeira
Não há razão qualquer prá tremedeira
Se sou juiz de como me comporte
Há quem me diga que, talvez, a gente
Tenha alguns regressos novamente
A este vale de lágrimas azuis
Temos de cumprir, já está assente
O inarredável destino conseqüente
Que a Mão Sabia e Suprema nos conduz
Não temo,pois,irmãos,vamos em frente...
Regressos há? Não sei, mas a verdade
É que eu sinto uma necessidade
De acreditar que alguém estará presente,
Deitando absoluta Luz eu lhes confesso
Não só na morte, na vida ou no regresso
Mas na verdade de tudo eternamente...
13/04/1971
Gandhi
Foste súdito de império poderoso
Que à tua terra impos ao seu comando
Sentiste a vilania do desmando
Sobre teu povo puro e dadivoso
Qual planta tenra havida em franca terra
Uniste aos teus irmãos teu sofrimento
Colheste os espinhos do tormento
Que com esta tua paz, levaste a guerra
Com as armas da Justiça e do Direito
Municiadas de amor e paciência
Ofereceste passiva resistência
Ao opressor cruel e contrafeito
Sereno e humilde como a natureza
Mostraste ao mundo a força da verdade:
Que há digno desempenho na humildade
E que, na pequenez, há uma grandeza
Em longa e pertinaz perseverança
Foste vencendo as lutas com o inimigo
E qual irmão, ou pai, ou como amigo
Ao povo teu levaste a esperança
Liberta a Pátria e admirado no mundo
Teu nome então tornou-se legendário
A fé no coração era um sacrário
De frases e princípios, tão fecundo
Um dia como sói a todo génio
Que tem uma eternidade como prémio
Veio o destino eterno se cumprir
Tiro cruel em ti foi disparado
O bom nome de Deus foi teu brado
E - "Grande Alma" - entraste em teu porvir...
14/04/1983
Que à tua terra impos ao seu comando
Sentiste a vilania do desmando
Sobre teu povo puro e dadivoso
Qual planta tenra havida em franca terra
Uniste aos teus irmãos teu sofrimento
Colheste os espinhos do tormento
Que com esta tua paz, levaste a guerra
Com as armas da Justiça e do Direito
Municiadas de amor e paciência
Ofereceste passiva resistência
Ao opressor cruel e contrafeito
Sereno e humilde como a natureza
Mostraste ao mundo a força da verdade:
Que há digno desempenho na humildade
E que, na pequenez, há uma grandeza
Em longa e pertinaz perseverança
Foste vencendo as lutas com o inimigo
E qual irmão, ou pai, ou como amigo
Ao povo teu levaste a esperança
Liberta a Pátria e admirado no mundo
Teu nome então tornou-se legendário
A fé no coração era um sacrário
De frases e princípios, tão fecundo
Um dia como sói a todo génio
Que tem uma eternidade como prémio
Veio o destino eterno se cumprir
Tiro cruel em ti foi disparado
O bom nome de Deus foi teu brado
E - "Grande Alma" - entraste em teu porvir...
14/04/1983
Arte Criação
A mão de Deus por certo foi autora
Dessa belíssima reposição,
Que pelas cordas febris de um violão
Conta uma história sutil e imorredoura
Os acordes tristonhos da saudade,
Que inundam nossos olhos de tristeza,
Revestem todo o triste de beleza,
Fazem nascer da dor, a felicidade.
Talvez, por isso, a criação na arte
Que o homem tem, mas com Deus reparte
Pelo divino de sua tessitura
Uma lição profunda nos revela
Fazendo-nos sentir mesmo por ela
Que o prémio vem da própria desventura
18/12/1983
Dessa belíssima reposição,
Que pelas cordas febris de um violão
Conta uma história sutil e imorredoura
Os acordes tristonhos da saudade,
Que inundam nossos olhos de tristeza,
Revestem todo o triste de beleza,
Fazem nascer da dor, a felicidade.
Talvez, por isso, a criação na arte
Que o homem tem, mas com Deus reparte
Pelo divino de sua tessitura
Uma lição profunda nos revela
Fazendo-nos sentir mesmo por ela
Que o prémio vem da própria desventura
18/12/1983
Dualidade
Ao labutar diário segue-se o repouso
Após a tempestade instala-se a bonança
Da escuridão da noite: o sol radioso
Do ventre que esperou, sofreu, nasce a criança
Do que fora o carvão se opera o diamante
Da áspera lagarta nasce a borboleta
Do estrume pelo chão virá a violeta
No firmamento escuro. a estrela cintilante
Se comedido o mal, após dá-se o remorso
Ante a dificuldade mesmo é que me esforço
Se a dúvida me assalta é que busco a verdade
Por isso é que me rendo ás coisas dessa vida,
Buscando a conciência clara e definida
De que após a morte surge a Eternidade
04/02/1984
Após a tempestade instala-se a bonança
Da escuridão da noite: o sol radioso
Do ventre que esperou, sofreu, nasce a criança
Do que fora o carvão se opera o diamante
Da áspera lagarta nasce a borboleta
Do estrume pelo chão virá a violeta
No firmamento escuro. a estrela cintilante
Se comedido o mal, após dá-se o remorso
Ante a dificuldade mesmo é que me esforço
Se a dúvida me assalta é que busco a verdade
Por isso é que me rendo ás coisas dessa vida,
Buscando a conciência clara e definida
De que após a morte surge a Eternidade
04/02/1984
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Natura Animae
Que coisa linda esses meus olhos vêem
Quando olham a natureza em seu redor
A grandiosa visão sabem de cor
A transcendência divina antevêem
Que sutil matéria constituiem
Os elementos que encantam meus olhares?
Que em energia esplendem pelos ares
E em vibrações constantes me possuem
O estado de contemplação tão puro
É algo tão forte eu asseguro,
Que escapa ao meu poder de descrição
A mente o realiza na memória,
O espírito o situa na história
Das coisas gratas ao meu coração...
Janeiro - 1984
Quando olham a natureza em seu redor
A grandiosa visão sabem de cor
A transcendência divina antevêem
Que sutil matéria constituiem
Os elementos que encantam meus olhares?
Que em energia esplendem pelos ares
E em vibrações constantes me possuem
O estado de contemplação tão puro
É algo tão forte eu asseguro,
Que escapa ao meu poder de descrição
A mente o realiza na memória,
O espírito o situa na história
Das coisas gratas ao meu coração...
Janeiro - 1984
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Anima Transcendentis
Estava o poeta a divagar distante
Em sonhos sobre a vida e a existência
Era-lhe grata aquela experiência
De devaneio incerto e intinerante
É a poesia arte dos sentidos
Que traça fina e hábil tessitura
Vivendo a loucania ou a desventura
Em cantos sútilmente percebidos
E o poeta de alma mensageira
Percebe então que transcendeu à vida
Alçou um vôo na área desmedida
Dá dimensão eterna e sem fronteira
Refluiu dentro do ser um estremeço
De dúvida espanto e ansiedade
É o absoluto? E a relatividade?
Esta visão tamanha, eu não conheço...
Esvai-se-lhe alma pelo espaço
Como a refurgiar-se da incerteza
A inopinada sensação é presa,
Que busca um ponto,um bálsamo,um regaço
E eis que então inopinadamente
Sua alma se aprofunda intensamente
Num mergulho de paz interior
Não há mais sensações nada mais sente
Tudo se transforma inteiramente
Em um silêncio imenso e acolhedor
Estranhamente para qualquer vida
Não há espaço ou tempo,nem medida
Não existe leste,oeste,sul ou norte
A vibração que existe é força nova
Que lhe chegou qual derradeira prova
De ser maior que a vida e a própria morte...
Março - 1985
Em sonhos sobre a vida e a existência
Era-lhe grata aquela experiência
De devaneio incerto e intinerante
É a poesia arte dos sentidos
Que traça fina e hábil tessitura
Vivendo a loucania ou a desventura
Em cantos sútilmente percebidos
E o poeta de alma mensageira
Percebe então que transcendeu à vida
Alçou um vôo na área desmedida
Dá dimensão eterna e sem fronteira
Refluiu dentro do ser um estremeço
De dúvida espanto e ansiedade
É o absoluto? E a relatividade?
Esta visão tamanha, eu não conheço...
Esvai-se-lhe alma pelo espaço
Como a refurgiar-se da incerteza
A inopinada sensação é presa,
Que busca um ponto,um bálsamo,um regaço
E eis que então inopinadamente
Sua alma se aprofunda intensamente
Num mergulho de paz interior
Não há mais sensações nada mais sente
Tudo se transforma inteiramente
Em um silêncio imenso e acolhedor
Estranhamente para qualquer vida
Não há espaço ou tempo,nem medida
Não existe leste,oeste,sul ou norte
A vibração que existe é força nova
Que lhe chegou qual derradeira prova
De ser maior que a vida e a própria morte...
Março - 1985
O Universo e o Pão
As atribulações da vida humana
Que se debate em busca de conquista
Parece renegar o fatalista
Que julga ser a luta inglória e insana
Quantos valores de vida são cantados
Quantas riquezas de fazem perseguidas
A Glória e o poder em tantas vidas
São prêmios e ideais arrebatados
Os jovens no acesso da existência
Na escalada ainda da disputa
Mal se apercebem que ao final da luta
Hão de colher efêrmera sequência
E nós que partiremos dentro em breve
Para um lugar que hoje se descreve
Como um espaço interno e sem fronteiras
Que providências tomar nesta viagem
Cujo passado é apenas a bagagem
Para o futuro da vida verdadeira?...
20/12/1983
Que se debate em busca de conquista
Parece renegar o fatalista
Que julga ser a luta inglória e insana
Quantos valores de vida são cantados
Quantas riquezas de fazem perseguidas
A Glória e o poder em tantas vidas
São prêmios e ideais arrebatados
Os jovens no acesso da existência
Na escalada ainda da disputa
Mal se apercebem que ao final da luta
Hão de colher efêrmera sequência
E nós que partiremos dentro em breve
Para um lugar que hoje se descreve
Como um espaço interno e sem fronteiras
Que providências tomar nesta viagem
Cujo passado é apenas a bagagem
Para o futuro da vida verdadeira?...
20/12/1983
Os Misteriosos Desígnios de Deus
À Tancredo Neves
Chamou-te a Pátria em gesto derradeiro
Para uma nobre missão que te cumpria
O povo brasileiro já antevia
Que assomavas líder verdadeiro
Lutaste muito em tua caminhada
Até o momento final de teu triunfo
Guardaste dentro d'alma aquele trunfo
De resistência sutil e obstinada
E quando o corpo combalido e tenso
Sofreu desgaste pertinaz, imenso
Devias ter sustado os teus caminhos
Mas a tua alma forte e grandiosa
Na ânsia de servir tornou-se rosa
E da beleza só restaram espinhos...
14/04/1985
Chamou-te a Pátria em gesto derradeiro
Para uma nobre missão que te cumpria
O povo brasileiro já antevia
Que assomavas líder verdadeiro
Lutaste muito em tua caminhada
Até o momento final de teu triunfo
Guardaste dentro d'alma aquele trunfo
De resistência sutil e obstinada
E quando o corpo combalido e tenso
Sofreu desgaste pertinaz, imenso
Devias ter sustado os teus caminhos
Mas a tua alma forte e grandiosa
Na ânsia de servir tornou-se rosa
E da beleza só restaram espinhos...
14/04/1985
domingo, 23 de maio de 2010
Balada Simples da Pobreza e da Caridade
(Episódio verídico)
Terezinha uma favelada, pobre e danada,
Que vive triste, de pé no chão, velhinha, meio aleijada
Perdeu o marido a pouco tempo
Tá com saudade, Está com fome, está sofrendo
No coração.
Mas Terezinha é fervorosa, é resignada
Ela mora na favela, mas perto dela
Tem um Centro Espírita, bem pobre e simples
Que cuida dela, com pouca ração
Ela sobe os sessenta degruas nas quartas feiras
E passa horas inteira pedindo ajuda e conforto
Que a "Vovó Maria Antonia" lhe dá de coração.
Quando ela vai sair, aguarda uma alma
Caridosa que lhe dê uma patacas
Pra comprar arroz e feijão
E aparece alguém sempre na hora certa
De saida dá-lhe um dinheirinho e
A leva pela mão, descendo as escadas sem corrimão.
Ouve-lhe a história triste de quem não tem nada
Leva uma vida saudosa, desgraçada
"Não come carne a um tempão"...
Aí a alma caridosa e cheia de júbilo
Lhe estende a mão. Leva a paciente de
Automovél até a favela. Cuida dela
Dá-lhe um bom dinheirinho .Um castelo
Mais um barão e meio. Pra carne, pro
Arroz e feijão..
A pessoa que lhe amparou, que carregou
Até a favela está jubilosa e feliz
Da vida, porque fez uma caridade com
Muita emoção.
Aí, na hora da despedida,
Terezinha feliz a vida, olha encabulada
E comenta meio calada, que está confortada
Mas"deu tanto trabalho àquele cidadão"...
Olha pro olhos dele e vê que o homem
Está chorando de alegria e satisfação
Terezinha, sem saber, deu uma felicidade
Enorme àquele cidadão...
E ele, baixinho, enxuga a lágrima
Cristalina ,que lhe desceu os olhos.
Agradece à Espiritualidade aquela ocasião...
Fazer o bem,a alguém tão pobrezinha
Tão humilde, tão quietinha
É algo tão belo que não tem descrição
E o homem feliz, volta a sua casa
Cheio de amor fé, e de esperança
E caridade
Porque naquela idade, naquela cidade
Encontrou uma oportunidade de
Praticar a caridade, com dinheiro e
Com o coração...
E agradeceu a Deus, sinceramente
Comovidamente, deseperadamente
Porque tinha precisão.
Estava de alma lavada. Terezinha
Fora amparada, ajudada e alimentada
Com toda razão
Obrigado, meu Deus, por esta
Alegria, por essa benção, por aquela
Emoção:
Não vai esquecer nunca, desta vez
Acertou em cheio.Não tem receio
O peito está cheio de satisfação
Terezinha vai dormir com os anjos
E ele também. tudo Bem!
Terezinha uma favelada, pobre e danada,
Que vive triste, de pé no chão, velhinha, meio aleijada
Perdeu o marido a pouco tempo
Tá com saudade, Está com fome, está sofrendo
No coração.
Mas Terezinha é fervorosa, é resignada
Ela mora na favela, mas perto dela
Tem um Centro Espírita, bem pobre e simples
Que cuida dela, com pouca ração
Ela sobe os sessenta degruas nas quartas feiras
E passa horas inteira pedindo ajuda e conforto
Que a "Vovó Maria Antonia" lhe dá de coração.
Quando ela vai sair, aguarda uma alma
Caridosa que lhe dê uma patacas
Pra comprar arroz e feijão
E aparece alguém sempre na hora certa
De saida dá-lhe um dinheirinho e
A leva pela mão, descendo as escadas sem corrimão.
Ouve-lhe a história triste de quem não tem nada
Leva uma vida saudosa, desgraçada
"Não come carne a um tempão"...
Aí a alma caridosa e cheia de júbilo
Lhe estende a mão. Leva a paciente de
Automovél até a favela. Cuida dela
Dá-lhe um bom dinheirinho .Um castelo
Mais um barão e meio. Pra carne, pro
Arroz e feijão..
A pessoa que lhe amparou, que carregou
Até a favela está jubilosa e feliz
Da vida, porque fez uma caridade com
Muita emoção.
Aí, na hora da despedida,
Terezinha feliz a vida, olha encabulada
E comenta meio calada, que está confortada
Mas"deu tanto trabalho àquele cidadão"...
Olha pro olhos dele e vê que o homem
Está chorando de alegria e satisfação
Terezinha, sem saber, deu uma felicidade
Enorme àquele cidadão...
E ele, baixinho, enxuga a lágrima
Cristalina ,que lhe desceu os olhos.
Agradece à Espiritualidade aquela ocasião...
Fazer o bem,a alguém tão pobrezinha
Tão humilde, tão quietinha
É algo tão belo que não tem descrição
E o homem feliz, volta a sua casa
Cheio de amor fé, e de esperança
E caridade
Porque naquela idade, naquela cidade
Encontrou uma oportunidade de
Praticar a caridade, com dinheiro e
Com o coração...
E agradeceu a Deus, sinceramente
Comovidamente, deseperadamente
Porque tinha precisão.
Estava de alma lavada. Terezinha
Fora amparada, ajudada e alimentada
Com toda razão
Obrigado, meu Deus, por esta
Alegria, por essa benção, por aquela
Emoção:
Não vai esquecer nunca, desta vez
Acertou em cheio.Não tem receio
O peito está cheio de satisfação
Terezinha vai dormir com os anjos
E ele também. tudo Bem!
"Matina Solaris"
Nasce a manhã tranquila e majestosa
Silente e tão serena esta beleza
Da existência divina é a certeza
Que envolve a terra doce e graciosa
O rosa e o azul alegram o firmamento
Num penetrante clarão de alegria
Que bem aventurança é a primazia
De ver-se a madrugada, este, momento
Seria bom dizer-se ao homem triste,
Que nem mais crê que o Criador existe
E vive mergulhado na escuridão:
- Levanta teu olhar na madrugada
Tua alma inteira fica renovada
E o sol vai iluminar-te o coração!
Silente e tão serena esta beleza
Da existência divina é a certeza
Que envolve a terra doce e graciosa
O rosa e o azul alegram o firmamento
Num penetrante clarão de alegria
Que bem aventurança é a primazia
De ver-se a madrugada, este, momento
Seria bom dizer-se ao homem triste,
Que nem mais crê que o Criador existe
E vive mergulhado na escuridão:
- Levanta teu olhar na madrugada
Tua alma inteira fica renovada
E o sol vai iluminar-te o coração!
Cosmos Ratio
Analizando bem, eis que me sinto
Um ser que existe, vive e que palpita
Ao magoar-se a carne, impreca e grita
Se o mal me defrontra, não consinto
Elevo meu olhar, quando a beleza
Inunda de prazer os meus sentidos
Todos os meus atos são sempre cometidos
Em dimensões que buscam uma grandeza
O espírito e a matéria estão ligados
Numa harmonia sutil e progressiva
Não pode haver razão mais conclusiva
A me julgar um bem-aquinhoado
Se o sofrimento abate-me a jornada
Lições eu colho pelo meu caminho
Em experiências tidas eu alinho
Explicações à morte atormentada
Enquanto a vida educa a inteligência
Dando-me ainda fados bem felizes
Sinto em meus pés a força das raízes
Nos sonhos, o aroma das essências
Não possso, pois,ser justo se aceito
A tese dos que habitam contarfeitos
Um vale só em lágrimas imerso
Pois em que pese a efêmera existência
De males e de bens por incumbência
Nós somos a centelha do Universo...
19/06/1983
Um ser que existe, vive e que palpita
Ao magoar-se a carne, impreca e grita
Se o mal me defrontra, não consinto
Elevo meu olhar, quando a beleza
Inunda de prazer os meus sentidos
Todos os meus atos são sempre cometidos
Em dimensões que buscam uma grandeza
O espírito e a matéria estão ligados
Numa harmonia sutil e progressiva
Não pode haver razão mais conclusiva
A me julgar um bem-aquinhoado
Se o sofrimento abate-me a jornada
Lições eu colho pelo meu caminho
Em experiências tidas eu alinho
Explicações à morte atormentada
Enquanto a vida educa a inteligência
Dando-me ainda fados bem felizes
Sinto em meus pés a força das raízes
Nos sonhos, o aroma das essências
Não possso, pois,ser justo se aceito
A tese dos que habitam contarfeitos
Um vale só em lágrimas imerso
Pois em que pese a efêmera existência
De males e de bens por incumbência
Nós somos a centelha do Universo...
19/06/1983
Yoga-San PWRF
Eu me integrei a ti, ó natureza
Na mansidão do tempo que caminha
Tua cadência da vida agora é minha
Em magistral e íntima certeza...
Eu sou como a estrela que cintila
Na grandiosa distância do Universo
Eu sou a inspiração sutil do verso
Que estraçalha a alma sem ferí-la...
Eu sou tal qual a ave que gorjeia
Em cântico estridente de alegria
Eu sinto o cristalino da água fria
Que vem na espuma mergulhar na areia
Eu sinto a bruma doce das cascatas
Que explodem sobre as pedras seu fragor
Eu sinto dentro de mim todo esplendor
Do verde rutilante dessas matas...
Eu desço alegre pelas corredeiras
Num desabar de pintos e matizes
Eu me agaro também pelas raízes
Das árvores que se banham nas ribeiras...
Eu sou como a gaivota que flutua
No espaço azul dos ventos permanentes
Eu adormeço também tão docemente
Como adormece, à noite, a luz da Lua...
Eu sou como a paisagem que derrama
Todas as cores do Céu no entardecer
Em mim mora a palavra que declama
O verso da saudade a reviver...
A na grandeza azul do firmamento
Cujo o mistério o espaço não desvenda
Eu espero que minha alma se distenda
Até tornar eterno este momento...
Na mansidão do tempo que caminha
Tua cadência da vida agora é minha
Em magistral e íntima certeza...
Eu sou como a estrela que cintila
Na grandiosa distância do Universo
Eu sou a inspiração sutil do verso
Que estraçalha a alma sem ferí-la...
Eu sou tal qual a ave que gorjeia
Em cântico estridente de alegria
Eu sinto o cristalino da água fria
Que vem na espuma mergulhar na areia
Eu sinto a bruma doce das cascatas
Que explodem sobre as pedras seu fragor
Eu sinto dentro de mim todo esplendor
Do verde rutilante dessas matas...
Eu desço alegre pelas corredeiras
Num desabar de pintos e matizes
Eu me agaro também pelas raízes
Das árvores que se banham nas ribeiras...
Eu sou como a gaivota que flutua
No espaço azul dos ventos permanentes
Eu adormeço também tão docemente
Como adormece, à noite, a luz da Lua...
Eu sou como a paisagem que derrama
Todas as cores do Céu no entardecer
Em mim mora a palavra que declama
O verso da saudade a reviver...
A na grandeza azul do firmamento
Cujo o mistério o espaço não desvenda
Eu espero que minha alma se distenda
Até tornar eterno este momento...
Ângulo do Poeta
Culivem a alegria, a bondade, o amor
A vida é feita de beleza
À imagem e semelhança da natureza.
Cultivem o bom senso, a paz, a paciência
A esperança é disto conseqüencia
Os melhores dias virão a quem espera
Ter senso de amar, de cultivar a quimera
Ver nascer os frutos de uma grande paixão
A vida é feita também com o coração
De quem ama mesmo a primavera
Quem gosta do belo
Inunda sua alma de esplendor
Ao admirar a natureza
Com intensidade, certeza
De que tudo foi feito por Deus
Os dons são nossos,são meus, são teus
As Dádivas tuas, minhas, do mundo,
São um tesouro fantástico, fecundo
Que o homem se esquece de perceber
Debate-se, luta, lamenta-se, chora
Queixa-se, abate-se, perde-se e então deplora
Porque ele não para prá poder viver...
05/01/1981
A vida é feita de beleza
À imagem e semelhança da natureza.
Cultivem o bom senso, a paz, a paciência
A esperança é disto conseqüencia
Os melhores dias virão a quem espera
Ter senso de amar, de cultivar a quimera
Ver nascer os frutos de uma grande paixão
A vida é feita também com o coração
De quem ama mesmo a primavera
Quem gosta do belo
Inunda sua alma de esplendor
Ao admirar a natureza
Com intensidade, certeza
De que tudo foi feito por Deus
Os dons são nossos,são meus, são teus
As Dádivas tuas, minhas, do mundo,
São um tesouro fantástico, fecundo
Que o homem se esquece de perceber
Debate-se, luta, lamenta-se, chora
Queixa-se, abate-se, perde-se e então deplora
Porque ele não para prá poder viver...
05/01/1981
Momentos de Paz
Quando a tarde ensolarada desfalece
Nas cores transbordantes do descanso
Eu fico na varanda - este remanso,
Pensando em coisas que jamais se esquece
O horizonte azul ao longe me cativa
Numa saudade de amor à natureza
Que aos pouco vai morrendo na certeza
De que amanhã de novo será rediviva.
A mansidão do mar é um sentimento
Que inunda a minha alma de conforto
A praia tão longuínqua é o meu porto
Onde atraco silente o meu momento.
Eu fico agradecendo à vida
Que oferece ao mundo essa beleza
Tão simples, e de tão clara singeleza
A embalar-me a vista enternecida
Deste poeta da vida e da verdade
Cuja única e sincera ansiedade
Na mansa espera de que se faz guarida
É um sussurrar contínuo de alegria
Ao defrontar-se com tanta loucania
E proclamar que o belo e o verdadeiro
São os momentos de paz e harmonia...
02/01/1981
Nas cores transbordantes do descanso
Eu fico na varanda - este remanso,
Pensando em coisas que jamais se esquece
O horizonte azul ao longe me cativa
Numa saudade de amor à natureza
Que aos pouco vai morrendo na certeza
De que amanhã de novo será rediviva.
A mansidão do mar é um sentimento
Que inunda a minha alma de conforto
A praia tão longuínqua é o meu porto
Onde atraco silente o meu momento.
Eu fico agradecendo à vida
Que oferece ao mundo essa beleza
Tão simples, e de tão clara singeleza
A embalar-me a vista enternecida
Deste poeta da vida e da verdade
Cuja única e sincera ansiedade
Na mansa espera de que se faz guarida
É um sussurrar contínuo de alegria
Ao defrontar-se com tanta loucania
E proclamar que o belo e o verdadeiro
São os momentos de paz e harmonia...
02/01/1981
Flumen Vitae
Sou como um rio que passa
Pela vida a versejar
Escorro em leito sereno
Não tenho pressa de chegar
Sei que o destino é ameno
Se souber me conduzir
Deixo que Deus me conduza
Ao merecido porvir.
Nasci da fonte escondida
Na escuridão da floresta
O mato em deu guarida
O sol encheu-se de festa.
Desci dos rochedos distantes
Uni-me a vários irmãos
Os afluentes são rios
Que na vida dão-se as mãos...
Sou barrento e cristalino
Sou ancião, fui menino
Um dia vou terminar,
Prossigo pois meu destino
Em meu leito me confino
E me deixo desligar...
Brotei do fundo da terra
Um dia Deus me desterra
Na imensidão do meu mar...
Agosto, 1983
Pela vida a versejar
Escorro em leito sereno
Não tenho pressa de chegar
Sei que o destino é ameno
Se souber me conduzir
Deixo que Deus me conduza
Ao merecido porvir.
Nasci da fonte escondida
Na escuridão da floresta
O mato em deu guarida
O sol encheu-se de festa.
Desci dos rochedos distantes
Uni-me a vários irmãos
Os afluentes são rios
Que na vida dão-se as mãos...
Sou barrento e cristalino
Sou ancião, fui menino
Um dia vou terminar,
Prossigo pois meu destino
Em meu leito me confino
E me deixo desligar...
Brotei do fundo da terra
Um dia Deus me desterra
Na imensidão do meu mar...
Agosto, 1983
Minuto Eterno
Deslisa a vida pela noite escura
No majestoso silêncio do descanso
O ritmo de tudo escorre manso
Em vibração serena de ternura
Dormem os pássaros pela cercania
O mar se espraia doce nas areias
O sangue flui tranqüilo em nossas veias
A brisa fresca nos acaricia
Parece que o mundo inteiro dorme
A voz do nada emite o seu informe:
Há sensação de paz, tranqüilidade
E eu aqui, sereno, vou sentindo
Que este silêncio, grande, enorme, lindo,
É um uminuto sutil de Eternidade...
20/12/1983
No majestoso silêncio do descanso
O ritmo de tudo escorre manso
Em vibração serena de ternura
Dormem os pássaros pela cercania
O mar se espraia doce nas areias
O sangue flui tranqüilo em nossas veias
A brisa fresca nos acaricia
Parece que o mundo inteiro dorme
A voz do nada emite o seu informe:
Há sensação de paz, tranqüilidade
E eu aqui, sereno, vou sentindo
Que este silêncio, grande, enorme, lindo,
É um uminuto sutil de Eternidade...
20/12/1983
Psicoaudiência Decisiva
À Celia
Esta santa mulher, que tu conheces,
De tantas criaturas mensageira,
Trouxe-te a mim, de forma tão certeira,
Que hoje eu sei, meu pai, que não me esqueces.
Carente que eu estava de uma prova
De que teu amor por mim inda existia
Sereno eu aguardava que, um dia
Viesse a intimidade, que comprova.
Com que surpresa, então, eis que tu "chegas"
E, carinhosamente, me aconchegas
Com um apelido com que me tratavas
E, ante minha mulher e nosso filho,
Que herdou teu nome, a inteligência e o brilho
Fizeste-me sentir quão perto estavas...
06/10/1984
Esta santa mulher, que tu conheces,
De tantas criaturas mensageira,
Trouxe-te a mim, de forma tão certeira,
Que hoje eu sei, meu pai, que não me esqueces.
Carente que eu estava de uma prova
De que teu amor por mim inda existia
Sereno eu aguardava que, um dia
Viesse a intimidade, que comprova.
Com que surpresa, então, eis que tu "chegas"
E, carinhosamente, me aconchegas
Com um apelido com que me tratavas
E, ante minha mulher e nosso filho,
Que herdou teu nome, a inteligência e o brilho
Fizeste-me sentir quão perto estavas...
06/10/1984
sábado, 22 de maio de 2010
A Certeza da Fé
A meu pai Waldemar Falcão
Arvore frondosa cedo sucumbiste
Com ramos verdejantes e seiva generosa.
Metade de seu tronco,entre saudosa e triste
Ficou-nos como sombria terna carinhosa
Do verde de teus ramos florecem tantos
Botões de simpatia, plenos de afetos,
A alegrar os dias da Vovó com os netos,
Pois que geraram flores, cheias de encantos
Refaz-se pois o tronco em meio dividida,
Tornamdo-se frondosa e plena de esperanças
De um dia unir-se a ti,de novo, em nova vida...
E, juntos vocês dois, viverem das lembranças...
Aqui estaremos nós, a luz de teus olhares,
Que há de abençoar, prá sempre, os nossos lares
O exemplo que tu foste nos gerou saudades
Saudade que contudo, sabe-se tão perto
O "mestre" Paulo ouviu-te, a frase - é certo!
E qual Saulo, em Damasco, ouviu eternidades...
06/10/1984
Arvore frondosa cedo sucumbiste
Com ramos verdejantes e seiva generosa.
Metade de seu tronco,entre saudosa e triste
Ficou-nos como sombria terna carinhosa
Do verde de teus ramos florecem tantos
Botões de simpatia, plenos de afetos,
A alegrar os dias da Vovó com os netos,
Pois que geraram flores, cheias de encantos
Refaz-se pois o tronco em meio dividida,
Tornamdo-se frondosa e plena de esperanças
De um dia unir-se a ti,de novo, em nova vida...
E, juntos vocês dois, viverem das lembranças...
Aqui estaremos nós, a luz de teus olhares,
Que há de abençoar, prá sempre, os nossos lares
O exemplo que tu foste nos gerou saudades
Saudade que contudo, sabe-se tão perto
O "mestre" Paulo ouviu-te, a frase - é certo!
E qual Saulo, em Damasco, ouviu eternidades...
06/10/1984
A Meus Filhos
As vezes fico a pensar comigo
Se dei a vocês cinco o que devia
E na séria missão que me cumpria
Eu soube ser um verdadeiro amigo?
De bens materiais e de carinho
Dei tudo que alcançou meu desempenho
Fui um batalhador bravo e ferrenho
A remover-lhe pedras no caminho
Contudo uma preocupação me aflige
E a minha conciência ora me exige
Que uma verdade seja posta em pé
Gozem o romance feliz que há na vida
Mas com trabalho e luta renhida
Cabeça erguida sempre, e tenham fé!
Se dei a vocês cinco o que devia
E na séria missão que me cumpria
Eu soube ser um verdadeiro amigo?
De bens materiais e de carinho
Dei tudo que alcançou meu desempenho
Fui um batalhador bravo e ferrenho
A remover-lhe pedras no caminho
Contudo uma preocupação me aflige
E a minha conciência ora me exige
Que uma verdade seja posta em pé
Gozem o romance feliz que há na vida
Mas com trabalho e luta renhida
Cabeça erguida sempre, e tenham fé!
Abraço
Vem cá, meu filho, dá-me teu abraço
De homem jovem cheio de calor
Liberta docemente o teu amor
De filho para pai, como te faço
Deixa que eu sinta em ti contentamento
Pela arte de amar tua existência
Pois é de nós alguma conseqüência
De tudo que nasceu em sentimento
Procura ser feliz e tem certeza
Que em boa companhia é que a beleza
Concede a alma a realização
Goza o convívio de nossa companhia
E,quando nós partimos,algum dia,
O Abraço fica no teu coração!...
19/03/1983
De homem jovem cheio de calor
Liberta docemente o teu amor
De filho para pai, como te faço
Deixa que eu sinta em ti contentamento
Pela arte de amar tua existência
Pois é de nós alguma conseqüência
De tudo que nasceu em sentimento
Procura ser feliz e tem certeza
Que em boa companhia é que a beleza
Concede a alma a realização
Goza o convívio de nossa companhia
E,quando nós partimos,algum dia,
O Abraço fica no teu coração!...
19/03/1983
O Abraço-Familia
Um abraço de minha mãe,
Minha mulher
E de meus filhos
São o calor mais reconfortante do mundo
Eu sinto dentro de mim
Um amor fecundo
Que me invade e contagia
A todos com a mesma sintonia
Uma abraço de minha mãe,
Minha mulher
E de meus filhos queridos
Reconfortam-nos dos dias sofridos
E da ansiedade que vivi na luta
Onde a atmosfera era densa e bruta
E da qual saí com cicatrizes
Bendito seja o bálsamo
Que hoje sara as minhas feridas
E que me perdoa as faltas cometidas
Meu coração guarda ao calor
Do abraço na vitória
Quão longa foi a história
É um laço que faço
E num prazer me desfaço
Para eternamente num abraço
Meu coração ficar feliz,cheio de amor
Minha mulher
E de meus filhos
São o calor mais reconfortante do mundo
Eu sinto dentro de mim
Um amor fecundo
Que me invade e contagia
A todos com a mesma sintonia
Uma abraço de minha mãe,
Minha mulher
E de meus filhos queridos
Reconfortam-nos dos dias sofridos
E da ansiedade que vivi na luta
Onde a atmosfera era densa e bruta
E da qual saí com cicatrizes
Bendito seja o bálsamo
Que hoje sara as minhas feridas
E que me perdoa as faltas cometidas
Meu coração guarda ao calor
Do abraço na vitória
Quão longa foi a história
É um laço que faço
E num prazer me desfaço
Para eternamente num abraço
Meu coração ficar feliz,cheio de amor
Sonho do Além
Desliguei-me do mundo, fui da Terra
Vejo-a longínqua, agora bem distante
Percebo-me a vagar qual alma errante
A vontade suprema me desterra
O infinito espaço é meu cenário
As estrelas do céu meu caminho
Das fronteiras do Além eu me avizinho
No breve de derradeiro intinerário
Uma potente força de repente
Inunda-me a alma intensamente
Em uma sensação jamais vivida
Sou réu que se despoja face ao Rei
Aguardo o julgamento, pois eu sei
Que Ele é o Caminho a Verdade e a Vida.
07/07/1981
Vejo-a longínqua, agora bem distante
Percebo-me a vagar qual alma errante
A vontade suprema me desterra
O infinito espaço é meu cenário
As estrelas do céu meu caminho
Das fronteiras do Além eu me avizinho
No breve de derradeiro intinerário
Uma potente força de repente
Inunda-me a alma intensamente
Em uma sensação jamais vivida
Sou réu que se despoja face ao Rei
Aguardo o julgamento, pois eu sei
Que Ele é o Caminho a Verdade e a Vida.
07/07/1981
Sonho Alado
Vou irmanar-me aos passaros da vida
Que lá pelas alturas vão voar
Quero sentir a brisa me tocar
De forma fria a face estarrecida...
Quero pousar nas auras da paisagem
E vislumbrar cenários verdejantes
Quero subir nas térmicas volantes
E ascender em vertical viagem
Vou transformar-me em pássaro e gente
E ter da natureza a liberdade
Quero sentir em mim a ansiedade
Pela beleza imensa inconseqüente
Não quero ser herói sofregamente
Não se trata de garra ou valentia
O que pretendo fazer tão simplesmente
É cometer um ato de poesia
Vou irmanar-me aos pássaros libertos
Vou percorrer o espaço a imensidão
Armei de asas meu coração
Os caminhos da minha alma estãos abertos...
Não me assusta, então, o destemor
Se um voo largo de pássaro executo
Pois se o infinito Espaço é o Absoluto
Mais íntimo serei do Criador.
Que lá pelas alturas vão voar
Quero sentir a brisa me tocar
De forma fria a face estarrecida...
Quero pousar nas auras da paisagem
E vislumbrar cenários verdejantes
Quero subir nas térmicas volantes
E ascender em vertical viagem
Vou transformar-me em pássaro e gente
E ter da natureza a liberdade
Quero sentir em mim a ansiedade
Pela beleza imensa inconseqüente
Não quero ser herói sofregamente
Não se trata de garra ou valentia
O que pretendo fazer tão simplesmente
É cometer um ato de poesia
Vou irmanar-me aos pássaros libertos
Vou percorrer o espaço a imensidão
Armei de asas meu coração
Os caminhos da minha alma estãos abertos...
Não me assusta, então, o destemor
Se um voo largo de pássaro executo
Pois se o infinito Espaço é o Absoluto
Mais íntimo serei do Criador.
A Escrava Bahiana
A Vovó Maria Antonia
O beijo doce dos netos
Que procuram teus afetos
Quando a alma está tristonha...
Palavra doce e macia
Penetra a alma da gente
Cheia de fé e magia
De conselho reticente...
Mas que contém grandeza
De quem vive eternamente...
Fique aqui esta homenagem
Que desce do coração
Ela traduz a mensagem
De ternura e gratidão...
O beijo doce dos netos
Que procuram teus afetos
Quando a alma está tristonha...
Palavra doce e macia
Penetra a alma da gente
Cheia de fé e magia
De conselho reticente...
Mas que contém grandeza
De quem vive eternamente...
Fique aqui esta homenagem
Que desce do coração
Ela traduz a mensagem
De ternura e gratidão...
Instante Eterno (Em São Conrado)
Crepúsculo tranqüilo e facinante
Que banhas o esplendor de minha tarde
Bela e majestosa e sem alarde
Transformas em eterno o meu instante
Páginas de mar em tom silente
No entardecer sombrio da paisagem
Eu guardo dentro d'alma a tua imagem
De dimensão longínqua e confortante...
Do alto do lugar de onde te vejo
O coração não sente outro desejo
Que o da contemplação doce e silente
Os olhos inundados de beleza
Guardam bem fundo a límpida certeza
Que o eterno às vezes surge de repente...
Que banhas o esplendor de minha tarde
Bela e majestosa e sem alarde
Transformas em eterno o meu instante
Páginas de mar em tom silente
No entardecer sombrio da paisagem
Eu guardo dentro d'alma a tua imagem
De dimensão longínqua e confortante...
Do alto do lugar de onde te vejo
O coração não sente outro desejo
Que o da contemplação doce e silente
Os olhos inundados de beleza
Guardam bem fundo a límpida certeza
Que o eterno às vezes surge de repente...
Eclipse
A Jorge B. de Mattos
Foste um raio de sol naquela vida
Mulher apaixonada sempre tua
Tu fazias o sol ela a lua
Numa existência feliz e eternicida
Agora este destino traiçoeiro
tenta te apagar o brilho onipresente
Abatendo-te num golpe rudemente,
Que, espero, seja passageiro
Já estás como dizia, no futuro
Mas sempre te empenheaste por viver
E algo que te possa acontecer
É a contigência cruel que não aturo
Por isto, peço a Deus que te proteja,
Voltando a ti a flama benfaseja,
Que ilumina a lua amada
E minha irmã, feliz e comovida
Há-de seguir brilhando pela vida
No Universo a dois de sua estrada...
Foste um raio de sol naquela vida
Mulher apaixonada sempre tua
Tu fazias o sol ela a lua
Numa existência feliz e eternicida
Agora este destino traiçoeiro
tenta te apagar o brilho onipresente
Abatendo-te num golpe rudemente,
Que, espero, seja passageiro
Já estás como dizia, no futuro
Mas sempre te empenheaste por viver
E algo que te possa acontecer
É a contigência cruel que não aturo
Por isto, peço a Deus que te proteja,
Voltando a ti a flama benfaseja,
Que ilumina a lua amada
E minha irmã, feliz e comovida
Há-de seguir brilhando pela vida
No Universo a dois de sua estrada...
Cristina
O amor que tu dedicas ao Celinho
De há muito, eu já notara facilmente
No brilho que teus olhos, docemente,
Transmitem esta luz com teu carinho.
E numa noite quando ele ausente
Ouvi tua estória carinhosa,
A confidenciar-me, meiga e amorosa,
Que o adoravas verdadeiramente...
Confesso que essa prova de ternura
De afeição sincera plena e pura
Calou-me muito fundo, na verdade.
Por isto te declaro, no momento
Que a beleza deste sentimento
Só há-de dar aos dois: felicidade!
Jan/Fev. 1982
De há muito, eu já notara facilmente
No brilho que teus olhos, docemente,
Transmitem esta luz com teu carinho.
E numa noite quando ele ausente
Ouvi tua estória carinhosa,
A confidenciar-me, meiga e amorosa,
Que o adoravas verdadeiramente...
Confesso que essa prova de ternura
De afeição sincera plena e pura
Calou-me muito fundo, na verdade.
Por isto te declaro, no momento
Que a beleza deste sentimento
Só há-de dar aos dois: felicidade!
Jan/Fev. 1982
Amigos
A Luiz Silva Ferreira
Existem certas pessoas
Que só Deus pode ter feito
O coração é tão profundo
Mal cabe dentro do peito...
A alma pura e sofrida
Onde a beleza é o amor
Inteligência ferida
Por um raio do Senhor...
Descem serenos no mundo
Numa missão de conquista
Pois vêem a alma no fundo
E nem precisam de vista
Percebem num só segundo
Um Universo na gente
Então, assim, de repente,
Numa maneira patente
Descobre-se uma verdade
(Que há muito estava latente...)
A dimensão dos eternos
Os colocou como agentes...
Existem certas pessoas
Que só Deus pode ter feito
O coração é tão profundo
Mal cabe dentro do peito...
A alma pura e sofrida
Onde a beleza é o amor
Inteligência ferida
Por um raio do Senhor...
Descem serenos no mundo
Numa missão de conquista
Pois vêem a alma no fundo
E nem precisam de vista
Percebem num só segundo
Um Universo na gente
Então, assim, de repente,
Numa maneira patente
Descobre-se uma verdade
(Que há muito estava latente...)
A dimensão dos eternos
Os colocou como agentes...
Mulher de Ouro
À Tutsi
Tutsi mulher de ouro
A super-mãe tão bacana
Super amiga das "horas"
Dificéis por que passamos
Tens gestos altivo e tens modos
De mulher-Copacabana...
Tu és minha maior amiga
Alguém que eu prezo sem medo
Só tu manténs o segredo
E ajudas sem intriga
Tutsi loura e rainha
Feliz é aquele que te ama
Ele a adora e inda a chama:
De minha vida, "vidinha"...
Ô Tutsi, como te quero...
O nosso amor é verdade
Mas ele é tão sincero,
Transcende à própria amizade
O nosso lema mais forte
É a propria lealdade...
Agosto 1979
Tutsi mulher de ouro
A super-mãe tão bacana
Super amiga das "horas"
Dificéis por que passamos
Tens gestos altivo e tens modos
De mulher-Copacabana...
Tu és minha maior amiga
Alguém que eu prezo sem medo
Só tu manténs o segredo
E ajudas sem intriga
Tutsi loura e rainha
Feliz é aquele que te ama
Ele a adora e inda a chama:
De minha vida, "vidinha"...
Ô Tutsi, como te quero...
O nosso amor é verdade
Mas ele é tão sincero,
Transcende à própria amizade
O nosso lema mais forte
É a propria lealdade...
Agosto 1979
Paulo, Paulinho
Paulo, Paulinho, principe silente
Tu és a armadura da minha coragem
Manténs tua paz como doce mensagem
No olhar que alteias tranqüilo, conciente
Já nos disseram que outrora fomos
Em encarnações talvez de outras eras
Tu eras o cruzado eu era o escravo
E eu não sei: verão e primavera
Paulo, Paulinho, principe silente
Tua paz e harmonia me cativam
Que assim tu te conserves pela tua vida
Pois viverá tranqüilo e docemente...
Paulinho, meu xará, yoga bravo
Que com o Universo se uniu prá valer
Quem não compreender o teu silêcio
Tuas palavras não vai entender...
Tu és a armadura da minha coragem
Manténs tua paz como doce mensagem
No olhar que alteias tranqüilo, conciente
Já nos disseram que outrora fomos
Em encarnações talvez de outras eras
Tu eras o cruzado eu era o escravo
E eu não sei: verão e primavera
Paulo, Paulinho, principe silente
Tua paz e harmonia me cativam
Que assim tu te conserves pela tua vida
Pois viverá tranqüilo e docemente...
Paulinho, meu xará, yoga bravo
Que com o Universo se uniu prá valer
Quem não compreender o teu silêcio
Tuas palavras não vai entender...
A Minha Casa
Casinha bonita no alto do morro
Da beira da praia te vejo brilhar
Os prédios lá embaixo pedem socorro
Porque estão crescendo sem saber morar...
Casinha branquinha no alto do morro
Tens lindas varandas, olhando pro mar...
Na porta te guarda um belo cachorro
E há uma piscina prá gente nadar
Casinha bonita és tão residência
Banhada de chuva lavada de luz
O aroma das flores parece uma essência
De plantas lilazes,vermelhas, azuis...
Agosto 1979
Da beira da praia te vejo brilhar
Os prédios lá embaixo pedem socorro
Porque estão crescendo sem saber morar...
Casinha branquinha no alto do morro
Tens lindas varandas, olhando pro mar...
Na porta te guarda um belo cachorro
E há uma piscina prá gente nadar
Casinha bonita és tão residência
Banhada de chuva lavada de luz
O aroma das flores parece uma essência
De plantas lilazes,vermelhas, azuis...
Agosto 1979
Ode a Chico Xavier
Vinde a mim, criatura humana e generosa
Vinde a mim, discípulo de Deus e Amor
Trazei-me a taça doce e saborosa
Dos arcanos do Céu, tão benfeitor...
Não deixeis o espírito perdido
Eu, busco a Vida, a Morte e o Saber...
Até quando vigilarei prá conhecer
Pois quero a mim o horizonte havido...
Aguardarei a oportunidade
De ver teus olhos,as janelas d'alma...
Ainda hei-de merecer-te a palma
Fecunda, boa, meiga de verdade...
Deus há-de dar-me a vez, eu estou certo...
Pois quando busco a verdade, há algo em mim
É fragrante o perfume do jasmim
Qual frasco fresco, leve, enteraberto...
Até bem breve, Chico Xavier...
Bendito o ser que sabe ser benquisto
Que faz as coisas, como Deus as quer...
Março 1979
Vinde a mim, discípulo de Deus e Amor
Trazei-me a taça doce e saborosa
Dos arcanos do Céu, tão benfeitor...
Não deixeis o espírito perdido
Eu, busco a Vida, a Morte e o Saber...
Até quando vigilarei prá conhecer
Pois quero a mim o horizonte havido...
Aguardarei a oportunidade
De ver teus olhos,as janelas d'alma...
Ainda hei-de merecer-te a palma
Fecunda, boa, meiga de verdade...
Deus há-de dar-me a vez, eu estou certo...
Pois quando busco a verdade, há algo em mim
É fragrante o perfume do jasmim
Qual frasco fresco, leve, enteraberto...
Até bem breve, Chico Xavier...
Bendito o ser que sabe ser benquisto
Que faz as coisas, como Deus as quer...
Março 1979
Nossa Senhora de Lourdes
A atmosfera de paz e santidade
Que eu senti ao ver teu Santuário
Fez-me brotar dos olhos um rosário
De lágrimas felizes de verdade...
O coração encheu-se de alegria
A alma ficou plena de pureza
Senti na mente então toda beleza
Da prece que eu fizera aquele dia...
Um amigo meu lembrou-me aquele instante
No dia em que a pátria mui distante
Com ele eu rezava uma oração...
Minha mulher colheu água da fonte
Olhei o Céu azul, lá no horizonte...
E a paz desceu sobre meu coração...
8e9/12/1978
Que eu senti ao ver teu Santuário
Fez-me brotar dos olhos um rosário
De lágrimas felizes de verdade...
O coração encheu-se de alegria
A alma ficou plena de pureza
Senti na mente então toda beleza
Da prece que eu fizera aquele dia...
Um amigo meu lembrou-me aquele instante
No dia em que a pátria mui distante
Com ele eu rezava uma oração...
Minha mulher colheu água da fonte
Olhei o Céu azul, lá no horizonte...
E a paz desceu sobre meu coração...
8e9/12/1978
Quo Vadis?
Que sonhos acalentas Ser humano?
Que vives neste mundo de mortais?
Qual a verdade mesmo desta vida?
Quais são, em suma, mesmo os ideais?
De quem és filho afinal pergunto:
Quais são as coisas mesmo essenciais?
Aonde vamos nós nesta jornada...
Eu, tu, aqueles e os demais?...
Quem somos nós, no cárcere da dúvida,
Da existência eterna, quem dirá?
Qual o destino que nos reserva
Que derradeira palavra falará?
Há um parodoxal comentimento,
Que nos foi dado, dentre a Criação
Somos dos seres os únicos que pensam
Que filosofam na meditação...
O passaro que voa, não duvida
A rosa desabrocha e é feliz
A cascata risonha segue o curso
O cão nos é fiel, mesmo infeliz...
Vivemos nossa luta todo dia
A pretender uma sobrevivência...
Contudo, ao abrir-se a conciência...
A certeza da morte se faz fria...
Quem somos nós e porque somos?
Porque se somos, não seremos mais?
Sendo hoje,acaso,inda seremos?
E se não formos, que seremos mais?
Que sonhos acalentas ser humano?
Que haverá depois desses finais?
Alguma coisa é forte e muito grande
Que o proprio coração sabe jamais...
Somos alguém que fomos e seremos
Eternamente em buca de ideais
Por mais que seja, jamais saberemos
A veradadeira verdade que é veraz...
Muito por cima de nossos Destinos
Deve haver alguém que sabe mais...
(porque eu te respondo Ser humano:
cada vez menos
Eu sei mais...
24/03/1976
Que vives neste mundo de mortais?
Qual a verdade mesmo desta vida?
Quais são, em suma, mesmo os ideais?
De quem és filho afinal pergunto:
Quais são as coisas mesmo essenciais?
Aonde vamos nós nesta jornada...
Eu, tu, aqueles e os demais?...
Quem somos nós, no cárcere da dúvida,
Da existência eterna, quem dirá?
Qual o destino que nos reserva
Que derradeira palavra falará?
Há um parodoxal comentimento,
Que nos foi dado, dentre a Criação
Somos dos seres os únicos que pensam
Que filosofam na meditação...
O passaro que voa, não duvida
A rosa desabrocha e é feliz
A cascata risonha segue o curso
O cão nos é fiel, mesmo infeliz...
Vivemos nossa luta todo dia
A pretender uma sobrevivência...
Contudo, ao abrir-se a conciência...
A certeza da morte se faz fria...
Quem somos nós e porque somos?
Porque se somos, não seremos mais?
Sendo hoje,acaso,inda seremos?
E se não formos, que seremos mais?
Que sonhos acalentas ser humano?
Que haverá depois desses finais?
Alguma coisa é forte e muito grande
Que o proprio coração sabe jamais...
Somos alguém que fomos e seremos
Eternamente em buca de ideais
Por mais que seja, jamais saberemos
A veradadeira verdade que é veraz...
Muito por cima de nossos Destinos
Deve haver alguém que sabe mais...
(porque eu te respondo Ser humano:
cada vez menos
Eu sei mais...
24/03/1976
Prosa em verso para minha Mãe
Setenta e cinco anos
Mamãe,
Certa vez voce me disse que gostava mais de minha prosa do que dos meus versos...
Então, vamos tira uma prosa meio em verso...
Sabe que voce está linda aos 75 anos?...
Linda em beleza poética
Linda em beleza espiritual.
Linda de amor...
Aos filhos netos e bisnetos,
Cercada de carinho por todos eles
banhada de amor pelos pequenos
E pelos grandes?...
Sublime e afortunada é a sua
Vida,aquela que teve por marido um homem extraordinário...
alguém te espera pacientemente
Lá em cima, mas que não tem pressa porque o tempo para
Ele é sempre e agora. Ele já é eterno...
E porque ele, como todos nós lhe desejamos muitos anos
De vida ainda mais felicidade?...
Que pode querer então, minha mãe senão as bençãos de
Deus, que voce vai buscar silente, em suas manhãs de devoção
No templo vizinho a sua casa?
Benditas sejam suas preces Minha Mãe,porque elas se
vestem de ouro e de pureza.
porque nelas se derramam graças, as graças que V. suplica
Para os Seus, todos os dias, Eu sei.
Por que elas sobem aos Céus numa contrição de fé e beleza
E de verdades eternas
Que lhe cheguem hoje
Rosas e Amor do seu filho
Paulo
Rio, 23/10/1975
Mamãe,
Certa vez voce me disse que gostava mais de minha prosa do que dos meus versos...
Então, vamos tira uma prosa meio em verso...
Sabe que voce está linda aos 75 anos?...
Linda em beleza poética
Linda em beleza espiritual.
Linda de amor...
Aos filhos netos e bisnetos,
Cercada de carinho por todos eles
banhada de amor pelos pequenos
E pelos grandes?...
Sublime e afortunada é a sua
Vida,aquela que teve por marido um homem extraordinário...
alguém te espera pacientemente
Lá em cima, mas que não tem pressa porque o tempo para
Ele é sempre e agora. Ele já é eterno...
E porque ele, como todos nós lhe desejamos muitos anos
De vida ainda mais felicidade?...
Que pode querer então, minha mãe senão as bençãos de
Deus, que voce vai buscar silente, em suas manhãs de devoção
No templo vizinho a sua casa?
Benditas sejam suas preces Minha Mãe,porque elas se
vestem de ouro e de pureza.
porque nelas se derramam graças, as graças que V. suplica
Para os Seus, todos os dias, Eu sei.
Por que elas sobem aos Céus numa contrição de fé e beleza
E de verdades eternas
Que lhe cheguem hoje
Rosas e Amor do seu filho
Paulo
Rio, 23/10/1975
Perto de Deus (Natal)
Uma arvore de natal tão linda
Que envolve a noite de beleza infinita
A ver-nos reunidos pelo amor
Sou eu, minha mulher e meus filhos
Eu vejo, nos seus olhos os seus brilhos
De afeição ternura e calor...
Que bom que a nossa vida fosse sempre
Um permanente Natal dentro da gente
Cheio de vida, amor e paz...
Se eu conseguir este milagre lindo
Garanto que Deus já me estará sorrindo
E não volto pra terra nunca mais...
22/12/1971
Que envolve a noite de beleza infinita
A ver-nos reunidos pelo amor
Sou eu, minha mulher e meus filhos
Eu vejo, nos seus olhos os seus brilhos
De afeição ternura e calor...
Que bom que a nossa vida fosse sempre
Um permanente Natal dentro da gente
Cheio de vida, amor e paz...
Se eu conseguir este milagre lindo
Garanto que Deus já me estará sorrindo
E não volto pra terra nunca mais...
22/12/1971
Prece
A Otavio meu sobrinho
Sabemos todos nós de tua luta
Por uma vida linda que voce merece
A cada instante seu, há uma prece
Um cântico de Fé, que Deus escuta...
Nos minutos da vida e esperança
Que acalentam as horas do teu leito
Eu sinto a vida dentro do meu peito
Como um hausto de bem aventurança...
Estou certo que Deus está presente
E que há de dar-lhe luz, num certo dia
Se permitido me fosse, eu pediria
Não o fizesse, quando eu fosse ausente,
Pois peço tanto pela sua vida
Que espero ter a graça imerecida
De conseguir-lhe algo, que eu preciso:
- A ventura suprema da alegria...
Quando chegar o verdadeiro dia...
De merecer também o teu sorriso...
10/03/1972
Sabemos todos nós de tua luta
Por uma vida linda que voce merece
A cada instante seu, há uma prece
Um cântico de Fé, que Deus escuta...
Nos minutos da vida e esperança
Que acalentam as horas do teu leito
Eu sinto a vida dentro do meu peito
Como um hausto de bem aventurança...
Estou certo que Deus está presente
E que há de dar-lhe luz, num certo dia
Se permitido me fosse, eu pediria
Não o fizesse, quando eu fosse ausente,
Pois peço tanto pela sua vida
Que espero ter a graça imerecida
De conseguir-lhe algo, que eu preciso:
- A ventura suprema da alegria...
Quando chegar o verdadeiro dia...
De merecer também o teu sorriso...
10/03/1972
Ode a Pelé
Olé Pelé! Ó Deus de nosso estádio
De meu filho, minha Mãe meu irmão
Olé um grito de alegria!
De entusiamsmo viril do coração!...
Olé Pelé!, eu canto teu estilo,
A ginga , o equlilibrio a concisão
O desconcerto de tuas jogadas
Arrasta à loucura a multidão...
Pelé! Um grito de Brasil no mundo...
Saúdam-te os reis em inflexão
A imprensa de outras terras te venera
Na mais consagradora exaltação.
Olé Pelé! Inteligência e arte
Em sábia e feliz composição
Padrão de atleta, pleno de carater,
És ética e nobreza em cidadão
Mas o que de mais puro te acrisola
E que me inspira a adimiração
E saber se que fazes da glória
Motivo de humildade e contrição
Quanto mais alto impera tua fama
Mais simples te apresentas, mais cristão,
Modéstia que te faz numa grandeza
Grandeza em forma de sublimação
Olympia teve heróis, que bardos gregos
Em hinos de louvores exaltou
Maracanã exalta tua imagem
Que o povo do Brasil já consagrou...
Por isso eu canto tua majestade
A glória da humildade posta em pé
Olé Pelé! O Deus do nosso estádio!
Olé Pelé! Olé Pelé! Olé!.......
De meu filho, minha Mãe meu irmão
Olé um grito de alegria!
De entusiamsmo viril do coração!...
Olé Pelé!, eu canto teu estilo,
A ginga , o equlilibrio a concisão
O desconcerto de tuas jogadas
Arrasta à loucura a multidão...
Pelé! Um grito de Brasil no mundo...
Saúdam-te os reis em inflexão
A imprensa de outras terras te venera
Na mais consagradora exaltação.
Olé Pelé! Inteligência e arte
Em sábia e feliz composição
Padrão de atleta, pleno de carater,
És ética e nobreza em cidadão
Mas o que de mais puro te acrisola
E que me inspira a adimiração
E saber se que fazes da glória
Motivo de humildade e contrição
Quanto mais alto impera tua fama
Mais simples te apresentas, mais cristão,
Modéstia que te faz numa grandeza
Grandeza em forma de sublimação
Olympia teve heróis, que bardos gregos
Em hinos de louvores exaltou
Maracanã exalta tua imagem
Que o povo do Brasil já consagrou...
Por isso eu canto tua majestade
A glória da humildade posta em pé
Olé Pelé! O Deus do nosso estádio!
Olé Pelé! Olé Pelé! Olé!.......
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