Douraram-se os trigais pelas campinas
Surgiram pássaros nas cercanias
A natureza emerge em melodias
Em acordes de beleza cristalina
O riso das cascatas em seqüência
Se despedaça em cores do arco-iris
E de repente sem o pressentires
Esplende dentro d'alma uma conciência
De algo que traduz a quintessência
Da tal beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida...
Eu me pergunto, então, estarei certo?
Quando concluo que este céu aberto
Que existe solto pelo firmamento
Regido pelo sol, pelas estrelas
A gloriosa sensação de vê-las
O ruido das folhas pelo vento
O cântico dos pássaros felizes
A delicadeza das flores, os matizes,
As frondosas árvores, as raízes
Não consubstaciam um sentimento?
De certo então direi, e a verdade
Que ora se revela em claridade
Na conclusão final de uma certeza
É que a beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida
Está dentro de tua alma realmente
Porquanto é nela verdadeiramente
Que ocorre toda a exitência havida...
Setembro,3 . 1981
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