segunda-feira, 12 de julho de 2010

PERPLEXUS

Como é tristonho recordar-se da vida
Que foi feliz e já se fez distante
A chama da saudade a cada instante
Revive a luz que estava adormecida.

As lembranças festivas de alegrias
Que nos brindaram os anos de existência
Revive-se em límpida seqüencia
De fatos que indulzem à nostalgia

Festas amores, juventude, risos
Inconseqüência, flores, emoções
Como eram jovem nossos corações
Esta verdade que ora realizo.

E divisando a noite tão serena
Que vai passando pela brisa amena
No seu silêncio de grandeza vã

Eu sinto que a vida é curta mesmo
Vamos vivendo a existência a esmo
O ontem já se foi - e o amanhã?...

Junho, 1983

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