domingo, 30 de maio de 2010

Dualidade

Ao labutar diário segue-se o repouso
Após a tempestade instala-se a bonança
Da escuridão da noite: o sol radioso
Do ventre que esperou, sofreu, nasce a criança

Do que fora o carvão se opera o diamante
Da áspera lagarta nasce a borboleta
Do estrume pelo chão virá a violeta
No firmamento escuro. a estrela cintilante

Se comedido o mal, após dá-se o remorso
Ante a dificuldade mesmo é que me esforço
Se a dúvida me assalta é que busco a verdade

Por isso é que me rendo ás coisas dessa vida,
Buscando a conciência clara e definida
De que após a morte surge a Eternidade


04/02/1984

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