A mão do sacerdote cuidadosa
Há de levar-te à boca a hostia santa
Num momento feliz que nos encanta
E que nos faz a vida venturosa
Dos cinco anjinhos tu és o primeiro
Que Deus recebe, ama e abençõa
Ensina aos outos como a vida é boa
Quando Jesus é nosso conselheiro
Dar-te um presente, ora que esperança!
Melhor fora pedir-te uma lembrança
És dono do melhor que a vida encerra
Oferta à tua mãe teu santo brilho
Recebe o teu Papai do Céu, meu filho,
E reza pelo teu papai da Terra...
sábado, 17 de julho de 2010
TEMPO E VIDA
Mais um ano que se passa em nossas vidas
De desdidas, de lutas e esperanças
Há quanto tempo que éramos crianças
Quantas lembranças foram-se, esquecidas...
A nossa vida é realmente breve
Repleta de alegria e ilusões
Buscamos sonhos para os corações
Julgando que o Destino é que nos deve...
É tanta a nossa ansia de existência
Que nós sequer sentimos a seqüência
Do tempo que se esvai em nossa frente
Melhor seria aproveitar a vida
Que cada hora fosse bem sentida
Neste destino que morre indiferente...
De desdidas, de lutas e esperanças
Há quanto tempo que éramos crianças
Quantas lembranças foram-se, esquecidas...
A nossa vida é realmente breve
Repleta de alegria e ilusões
Buscamos sonhos para os corações
Julgando que o Destino é que nos deve...
É tanta a nossa ansia de existência
Que nós sequer sentimos a seqüência
Do tempo que se esvai em nossa frente
Melhor seria aproveitar a vida
Que cada hora fosse bem sentida
Neste destino que morre indiferente...
HUMUS DEI
Bendito seja o dom da liberdade
Que Deus nos concedeu ao pensamento
Ele é tão belo e eterno como alento
Tão lúcido e real, quando verdade
É tão divina essa benemerência
Há tanta compaixão no seu efeito
Que Ele nos outorga inda o direito
De até vir a negar sua existência
Rendo-me, pois, qual sua criatura
Aos meandros sutis da tessitura
Que envolve a natureza do meu ser
Apenas planto a fé na conciência
Deito raízes como conseqüencia
E aguardo a Luz par o meu florecer...
Setembro,23, 1981
Que Deus nos concedeu ao pensamento
Ele é tão belo e eterno como alento
Tão lúcido e real, quando verdade
É tão divina essa benemerência
Há tanta compaixão no seu efeito
Que Ele nos outorga inda o direito
De até vir a negar sua existência
Rendo-me, pois, qual sua criatura
Aos meandros sutis da tessitura
Que envolve a natureza do meu ser
Apenas planto a fé na conciência
Deito raízes como conseqüencia
E aguardo a Luz par o meu florecer...
Setembro,23, 1981
REVERSO
É efêmero na vida a própria vida
Não há felicidade que perdure
E é portanto sábio que se apure
A busca pela causa mais querida
Mas de que vale um prêmio consquistado
Em lutas e idéias numa existência?
Se todos eles juntos em seqüência
Tornam-se um dia fatos do passado...
Somos trazidos para um chão de sonhos
Vivemos tão alegres, tão tristonhos,
Cientes de que tudo acaba um dia.
Talvez no Outro Lado é que a verdade
Exista eterna na realidade
Do que aqui se vive em fantasia...
Setembro,8,1981
Não há felicidade que perdure
E é portanto sábio que se apure
A busca pela causa mais querida
Mas de que vale um prêmio consquistado
Em lutas e idéias numa existência?
Se todos eles juntos em seqüência
Tornam-se um dia fatos do passado...
Somos trazidos para um chão de sonhos
Vivemos tão alegres, tão tristonhos,
Cientes de que tudo acaba um dia.
Talvez no Outro Lado é que a verdade
Exista eterna na realidade
Do que aqui se vive em fantasia...
Setembro,8,1981
sexta-feira, 16 de julho de 2010
QUANDO
Quando será a data do desfecho
Dessa existência que vivo agora
Em que o mundo há mandar-me embora
Chegando a morte em derradeiro fecho...
Por que razão agora e de repente
Quando eu dormia, à noite, e nem vivia
Fui despertando em dúvidas tão fria
Por algo tão fatal e indiferente?...
Reflito bem comigo e, no entanto,
Apenas me preocupo pelo pranto
Daqueles a quem amo e a saudade
De resto, não me importo pelo dia
Aguardo com tranqüila simpatia
Sair da vida para a eternidade...
30, 06,1980
Dessa existência que vivo agora
Em que o mundo há mandar-me embora
Chegando a morte em derradeiro fecho...
Por que razão agora e de repente
Quando eu dormia, à noite, e nem vivia
Fui despertando em dúvidas tão fria
Por algo tão fatal e indiferente?...
Reflito bem comigo e, no entanto,
Apenas me preocupo pelo pranto
Daqueles a quem amo e a saudade
De resto, não me importo pelo dia
Aguardo com tranqüila simpatia
Sair da vida para a eternidade...
30, 06,1980
JOÃO DE DEUS
Benvindo foste, João de Deus, amigo,
Tu me chegaste cheio de ternura
Foste de Deus tão bela criatura
E o meu País amou viver contigo...
Tua mensagem evangelizadora
Calou bem fundo na alma dessa gente
Que em certas regiões vivem carente
Com a alma pobre, triste, sofredora...
Mas, nesta tua bem-aventurança,
Sentiste a Luz da Fé de da Esperança
Na alma deste povo tão cristão
Quem ama a Deus até no sofrimento
Prefere a alegria ao desalento
Tem Cristo dentro de seu coração...
Julho, 10, 1980
Tu me chegaste cheio de ternura
Foste de Deus tão bela criatura
E o meu País amou viver contigo...
Tua mensagem evangelizadora
Calou bem fundo na alma dessa gente
Que em certas regiões vivem carente
Com a alma pobre, triste, sofredora...
Mas, nesta tua bem-aventurança,
Sentiste a Luz da Fé de da Esperança
Na alma deste povo tão cristão
Quem ama a Deus até no sofrimento
Prefere a alegria ao desalento
Tem Cristo dentro de seu coração...
Julho, 10, 1980
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O Infinito e o Infinitésimo
Abençoai-nos, Mãe Imaculada,
Cheia de graça, plena de esplendor
Dai o sagrado direito ao vosso Amor
Abri a luz divina à nossa estrada
Neste vale de lágrimas e dores
De alegrias e ilusões falazes
De muita ingratidão somos capazes
Rogai, por isso, pelos pecadores
E confiando na Mãe que abençôa
Na misericordia infinita que perdoa
Como atributo maior da divindade
No infinitésimo da insignificância
Que nos esmaga ao longe na distância
Emergiremos a Vós na Eternidade...
Cheia de graça, plena de esplendor
Dai o sagrado direito ao vosso Amor
Abri a luz divina à nossa estrada
Neste vale de lágrimas e dores
De alegrias e ilusões falazes
De muita ingratidão somos capazes
Rogai, por isso, pelos pecadores
E confiando na Mãe que abençôa
Na misericordia infinita que perdoa
Como atributo maior da divindade
No infinitésimo da insignificância
Que nos esmaga ao longe na distância
Emergiremos a Vós na Eternidade...
Lágrimas
A Arízio
Vibraste em mim, senti o teu afago,
Qual passaro cantante a esvoaçar
O teu perfume de flores a vibrar
Pelas alturas sutis por sobre um lago
Eras um passaro leve e saltitante,
Esvoaçavas bem perto, bem distante,
Num gracioso voo de colibri
Como é bonito o céu, mas como é lindo,
A mim foi dado esse sereno encanto,
A mim que só pensava mesmo em ti
Vôa sereno passaro da vida
Vai lá no Céu buscar tua guarida
Deixa o perfume das flores que senti
Deixaste a rosa, o jardim, as flores
És a lembrança viva dos amores
Dos teus amigos que ficaram aqui
Set.3.1983
Vibraste em mim, senti o teu afago,
Qual passaro cantante a esvoaçar
O teu perfume de flores a vibrar
Pelas alturas sutis por sobre um lago
Eras um passaro leve e saltitante,
Esvoaçavas bem perto, bem distante,
Num gracioso voo de colibri
Como é bonito o céu, mas como é lindo,
A mim foi dado esse sereno encanto,
A mim que só pensava mesmo em ti
Vôa sereno passaro da vida
Vai lá no Céu buscar tua guarida
Deixa o perfume das flores que senti
Deixaste a rosa, o jardim, as flores
És a lembrança viva dos amores
Dos teus amigos que ficaram aqui
Set.3.1983
Manhã do Amanhã
A Arizio Costa Ribeiro
Vi dia nascer meu amigo
Arízio já se foi prá não voltar...
Um passaro tristonho vem cantar
As lágrimas que agora estão comigo...
Mas, como é forte a dor de uma saudade,
Banhada de lembranças benfazejas,
É bem possivel Arízio, que tu sejas
A imagem viva da Eternidade
Segue feliz, amigo, em tua estrada
No rumo as estrelas encantadas
Leva contigo a minha nostlagia
Agora que pareces tão distante,
Estás bem perto e sempre vigilante
Eras meu Anjo da Guarda, e eu não sabia...
Set.2, 1983
Vi dia nascer meu amigo
Arízio já se foi prá não voltar...
Um passaro tristonho vem cantar
As lágrimas que agora estão comigo...
Mas, como é forte a dor de uma saudade,
Banhada de lembranças benfazejas,
É bem possivel Arízio, que tu sejas
A imagem viva da Eternidade
Segue feliz, amigo, em tua estrada
No rumo as estrelas encantadas
Leva contigo a minha nostlagia
Agora que pareces tão distante,
Estás bem perto e sempre vigilante
Eras meu Anjo da Guarda, e eu não sabia...
Set.2, 1983
segunda-feira, 12 de julho de 2010
AVE DOUÇURA
A Arizio Costa Ribeiro
Adeus ave-douçura, eterno amigo
Que os anjos te conduzam para o Céu
Levanta desta vida o denso véu
E leva o sol da vida só contigo
Não estamos tristes, pois já estás em glória
Em companhia de amor e de beleza
Que já habitas o Céu, tenho certeza
Pois linda e pura foi tua história
Sê nossos guia agora nas alturas
Procura ususfruir as mil venturas
Passárgada chegou-te com teu Rei
O rastro de saudades é o caminho
Que buscarei trilhar pois eu te alinho
Como maior amigo que encontrei
Set, 19. 1983
Adeus ave-douçura, eterno amigo
Que os anjos te conduzam para o Céu
Levanta desta vida o denso véu
E leva o sol da vida só contigo
Não estamos tristes, pois já estás em glória
Em companhia de amor e de beleza
Que já habitas o Céu, tenho certeza
Pois linda e pura foi tua história
Sê nossos guia agora nas alturas
Procura ususfruir as mil venturas
Passárgada chegou-te com teu Rei
O rastro de saudades é o caminho
Que buscarei trilhar pois eu te alinho
Como maior amigo que encontrei
Set, 19. 1983
PERPLEXUS
Como é tristonho recordar-se da vida
Que foi feliz e já se fez distante
A chama da saudade a cada instante
Revive a luz que estava adormecida.
As lembranças festivas de alegrias
Que nos brindaram os anos de existência
Revive-se em límpida seqüencia
De fatos que indulzem à nostalgia
Festas amores, juventude, risos
Inconseqüência, flores, emoções
Como eram jovem nossos corações
Esta verdade que ora realizo.
E divisando a noite tão serena
Que vai passando pela brisa amena
No seu silêncio de grandeza vã
Eu sinto que a vida é curta mesmo
Vamos vivendo a existência a esmo
O ontem já se foi - e o amanhã?...
Junho, 1983
Que foi feliz e já se fez distante
A chama da saudade a cada instante
Revive a luz que estava adormecida.
As lembranças festivas de alegrias
Que nos brindaram os anos de existência
Revive-se em límpida seqüencia
De fatos que indulzem à nostalgia
Festas amores, juventude, risos
Inconseqüência, flores, emoções
Como eram jovem nossos corações
Esta verdade que ora realizo.
E divisando a noite tão serena
Que vai passando pela brisa amena
No seu silêncio de grandeza vã
Eu sinto que a vida é curta mesmo
Vamos vivendo a existência a esmo
O ontem já se foi - e o amanhã?...
Junho, 1983
RESPOSTA
Temente da vida, das dificuldades
Buscara na noite silente uma questão
De como livrar-me das ansiedades,
Que duras soavam no meu coração
De Deus eu tentei obter resposta,
Que veio radiosa , num grande clarão
Senti que era algo que havia no peito
Deus estava bem dentro de meu coração...
Buscara na noite silente uma questão
De como livrar-me das ansiedades,
Que duras soavam no meu coração
De Deus eu tentei obter resposta,
Que veio radiosa , num grande clarão
Senti que era algo que havia no peito
Deus estava bem dentro de meu coração...
SALMOS
Serenamente soam símbolos sonantes
Sentiam só as sensações sombrias,
Sucedem-se serenas sinfonias,
Surpreendendo sábio semblantes
Sintonias sucessivas solitárias,
Sacramentando súbitas suspeitas,
Sugerem só sussuros sobre seitas,
Sujeitas a serviços nos sacrários.
Surge a solene sã sabedoria,
Saudando súditos surpreendidos,
Sôa a sentença sóbria e sustenida
Sobre a sagrada sede do saber
Somos somente seres sem subtância,
Surgidos da singela semelhança,
Sujeitos só a subserviência.
Superaremos santa servitude,
Sob a Sagrada e Super Sapiência
Set, 1984
Sentiam só as sensações sombrias,
Sucedem-se serenas sinfonias,
Surpreendendo sábio semblantes
Sintonias sucessivas solitárias,
Sacramentando súbitas suspeitas,
Sugerem só sussuros sobre seitas,
Sujeitas a serviços nos sacrários.
Surge a solene sã sabedoria,
Saudando súditos surpreendidos,
Sôa a sentença sóbria e sustenida
Sobre a sagrada sede do saber
Somos somente seres sem subtância,
Surgidos da singela semelhança,
Sujeitos só a subserviência.
Superaremos santa servitude,
Sob a Sagrada e Super Sapiência
Set, 1984
MANHÃ E AMANHÃ
Bebi a taça cristalina da alegria
Na manhã radiosa deste dia
Em que as flores desabrochavam
Risonhas e felizes
Em cores de muitos matizes.
Sorvi o gosto pela vida
De forma sutil e colorida
Ao brilho do sol, da luz matutina
Linda como uma menina
Alegre como o futebol
Cantei o som gorgeio
Dos passarinhos em seu passeio
Pelo Céu azul da manhã
As andorinhas brincando loucas
E não eram poucas
No seu afã...
Beijei o rosto cheiroso da mulher
Na visão sadia do amor
Puro e profano
Muito huamano, sem engano
Mas muito inspirador.
Lancei um olhar para o mundo
Tão fecundo
Profundo e cheio de verdade
Apesar da fantasia
Da vida que inebria
E me dá um desejo
Febril de eternidade
Que almejo e prevejo
Nesta fantasia da realidade...
Na manhã radiosa deste dia
Em que as flores desabrochavam
Risonhas e felizes
Em cores de muitos matizes.
Sorvi o gosto pela vida
De forma sutil e colorida
Ao brilho do sol, da luz matutina
Linda como uma menina
Alegre como o futebol
Cantei o som gorgeio
Dos passarinhos em seu passeio
Pelo Céu azul da manhã
As andorinhas brincando loucas
E não eram poucas
No seu afã...
Beijei o rosto cheiroso da mulher
Na visão sadia do amor
Puro e profano
Muito huamano, sem engano
Mas muito inspirador.
Lancei um olhar para o mundo
Tão fecundo
Profundo e cheio de verdade
Apesar da fantasia
Da vida que inebria
E me dá um desejo
Febril de eternidade
Que almejo e prevejo
Nesta fantasia da realidade...
domingo, 11 de julho de 2010
"O MANNI PAD ME HUM"
A cada centenário de existência
Uma multidão de seres acontece
Nasce,resiste,existe, e após falece
Em vã e milenar experiência
A quem se queda a meditar na vida
Não há-que negar, mergulha na carência
De uma palavra de grande consistência
Que lhe socorra a dúvida sentida -
Onde encontrar a fé que assegura
Toda razão de estranha tessitura
Urdida numa indecifrável lei?
Há os que dizem que saio desta vida
E a ela voltarei em nova lida
Até cumprir deveres que me dei
Outros afirmam que não mais regresso
E noutra dimensão então ingresso
Onde merecimentos colherei
Por fim há os que dizem que a existência
É algo sem final, sem conseqüencia
Que se transforma em pó e nada mais
De tudo me resulta uma verdade
A toda esta sutil ansiedade
Que ao mais cético que seja, alcalmará:
Um dia, não se tema, nem se importe
Uma força Maior muito mais forte
Sobre a verdade eterna falará...
E no silêncio da resposta fria
Da imensa multidão que se angustia
Por se sentir tão insegura assim...
Há-de emergir, porque não há saída,
A verdadeira prece para Vida:
"Oh grande Deus que estais dentro de mim!...
15 de março de 1983
Uma multidão de seres acontece
Nasce,resiste,existe, e após falece
Em vã e milenar experiência
A quem se queda a meditar na vida
Não há-que negar, mergulha na carência
De uma palavra de grande consistência
Que lhe socorra a dúvida sentida -
Onde encontrar a fé que assegura
Toda razão de estranha tessitura
Urdida numa indecifrável lei?
Há os que dizem que saio desta vida
E a ela voltarei em nova lida
Até cumprir deveres que me dei
Outros afirmam que não mais regresso
E noutra dimensão então ingresso
Onde merecimentos colherei
Por fim há os que dizem que a existência
É algo sem final, sem conseqüencia
Que se transforma em pó e nada mais
De tudo me resulta uma verdade
A toda esta sutil ansiedade
Que ao mais cético que seja, alcalmará:
Um dia, não se tema, nem se importe
Uma força Maior muito mais forte
Sobre a verdade eterna falará...
E no silêncio da resposta fria
Da imensa multidão que se angustia
Por se sentir tão insegura assim...
Há-de emergir, porque não há saída,
A verdadeira prece para Vida:
"Oh grande Deus que estais dentro de mim!...
15 de março de 1983
Manhã - Arrebol
O despertar do galo na distância...
Como a avisar-me que algo ia ocorrer
Abriu-me os olhos numa relutância
E na penumbra pouco pude ver...
Um novo canto, agora mais presente
Trouxe-me à mente a ideia de ouvir
E em lhe escutando foi-se o meu dormir
Num acordar atento e diferente...
Já eram, então, os passaros cantantes...
Que entoavam hinos de beleza
Saí do quarto - e vi a Natureza
A explodir em luzes faiscantes...
O firmamento em cores se espargia...
Em tintas que eu jamais pudera ver
Havia um só perfume e u'a magia
A embriagar-me totalmente o ser...
Deitei-me na varanda em devaneio
E, fitando o Céu,deixei viver...
Aquelas aves todas em chilreio
Cantavas loas ao amanhecer...
Não há na vida coisa mais tocante
Que aquela cena simples de beleza...
Em despertar sereno a Natureza
Enche de encantos todo aquele instante...
E, todavia, aquele encantamento
Ocorre todo dia, sempre lindo...
É um espetáculo de sabor infindo
Que delicia o nosso sentimento...
Eu, hoje,me entristeço num lamento
- E a Natureza inteira está sorrindo...
Pois todo dia ocorre esse momento...
E quase todo mundo está dormindo...
Como a avisar-me que algo ia ocorrer
Abriu-me os olhos numa relutância
E na penumbra pouco pude ver...
Um novo canto, agora mais presente
Trouxe-me à mente a ideia de ouvir
E em lhe escutando foi-se o meu dormir
Num acordar atento e diferente...
Já eram, então, os passaros cantantes...
Que entoavam hinos de beleza
Saí do quarto - e vi a Natureza
A explodir em luzes faiscantes...
O firmamento em cores se espargia...
Em tintas que eu jamais pudera ver
Havia um só perfume e u'a magia
A embriagar-me totalmente o ser...
Deitei-me na varanda em devaneio
E, fitando o Céu,deixei viver...
Aquelas aves todas em chilreio
Cantavas loas ao amanhecer...
Não há na vida coisa mais tocante
Que aquela cena simples de beleza...
Em despertar sereno a Natureza
Enche de encantos todo aquele instante...
E, todavia, aquele encantamento
Ocorre todo dia, sempre lindo...
É um espetáculo de sabor infindo
Que delicia o nosso sentimento...
Eu, hoje,me entristeço num lamento
- E a Natureza inteira está sorrindo...
Pois todo dia ocorre esse momento...
E quase todo mundo está dormindo...
Assinar:
Postagens (Atom)