Quando alguém a quem se ama nos magoa
E nos deixa o coração entristecido
Melhor seria não ter vivido
Pois voz do pranto no peio não reboa...
São sons tristes de choro e de saudade
Que brotam como lágrimas de amor
Banhando os sentimentos de verdade
Embalsamando essa indivizível dor...
Assalto-nos então uma incerteza
Pelo sofrer cruel da aspereza
A cruciar a dor naquela mágoa...
Como é possivel ferir a quem se ama
O ódio e o amor que se proclama
São como labareda e como água..
1978
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