Quando será a data do desfecho
Dessa existência que vivo agora
Em que o mundo há mandar-me embora
Chegando a morte em derradeiro fecho...
Por que razão agora e de repente
Quando eu dormia, à noite, e nem vivia
Fui despertando em dúvidas tão fria
Por algo tão fatal e indiferente?...
Reflito bem comigo e, no entanto,
Apenas me preocupo pelo pranto
Daqueles a quem amo e a saudade
De resto, não me importo pelo dia
Aguardo com tranqüila simpatia
Sair da vida para a eternidade...
30, 06,1980
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