domingo, 23 de maio de 2010

Minuto Eterno

Deslisa a vida pela noite escura
No majestoso silêncio do descanso
O ritmo de tudo escorre manso
Em vibração serena de ternura

Dormem os pássaros pela cercania
O mar se espraia doce nas areias
O sangue flui tranqüilo em nossas veias
A brisa fresca nos acaricia

Parece que o mundo inteiro dorme
A voz do nada emite o seu informe:
Há sensação de paz, tranqüilidade

E eu aqui, sereno, vou sentindo
Que este silêncio, grande, enorme, lindo,
É um uminuto sutil de Eternidade...

20/12/1983

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