Deslisa a vida pela noite escura
No majestoso silêncio do descanso
O ritmo de tudo escorre manso
Em vibração serena de ternura
Dormem os pássaros pela cercania
O mar se espraia doce nas areias
O sangue flui tranqüilo em nossas veias
A brisa fresca nos acaricia
Parece que o mundo inteiro dorme
A voz do nada emite o seu informe:
Há sensação de paz, tranqüilidade
E eu aqui, sereno, vou sentindo
Que este silêncio, grande, enorme, lindo,
É um uminuto sutil de Eternidade...
20/12/1983
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