A Herman Hesse
A Humanidade de forma inconsiente
Prepara lentamente o seu Destino
Entre a serenidade e o desatino
Entre o insensível e o comovente
É o tempo certo da semeadura
Daqueles que ao arbítrio da vontade
Lançam na terra o germe da verdade
Que o sábio aceita e o trêfego abjura
Em passos certos, largos, veementes
A multidão caminha indiferente
Entre a confiança e o inconformismo
Entre o espiritualismo e a matéria
E na metamorfose deletéria
A grande massa há-de morrer no abismo
Os poucos que ungiam suas vidas
Na crença da verdade e no amor
Receberão as graças do Senhor
E viverão as glórias merecidas...
Dez.. 1980
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