quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CONFISSÃO

(Acróstico)


No rosto tem o virginal das flores
Esbelto o porte altivo e juvenil
Linda no olhar de expressão serena
Inspiração que prende e que condena
Ao mais sublime amor de meus amores

Dedicação sincera que comove
Até se nada diz, basta-me o olhar
Não hei de encontrar jamais quem prove
Tanto de amor pelo que sabe amar
Amo-a na paixão que em demove
Se pouco sou ela me sabe amar...

Cingido pois o coração que vive
A este terno amor que me cativa
Muito desejo eu que ele viva
Perdendo no passado o que já tive
Espero em Deus somente que de agora
Lembrando o que o Poeta disse outrora
Ligue-me o Destino ao sonho dela
Ou faça-me partir da vida embora...



23 maio. 1951

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