(Síntese da Vida)
Ao prof. Egídio Vecchi
Em uma magistral polaridade
Em que se destruiu prá construir
Alguém se houve bem por definir
A arte de sentir felicidade
Caminhos tortuosos foram abertos
Trevas de alma se fizeram luz
Uma mensagem nova nos conduz
A novos horizontes descobertos
E a mente ora perplexa e estarecida
Pela sublime palavra recebida
Ouviu do coração uma verdade:
Somos ninguém em permamente encanto
De nada ser por isso somos tanto
Moramos dentro da Eternidade...
Abril, 5 - 1981
domingo, 31 de outubro de 2010
ALMA SOLARIS
Douraram-se os trigais pelas campinas
Surgiram pássaros nas cercanias
A natureza emerge em melodias
Em acordes de beleza cristalina
O riso das cascatas em seqüência
Se despedaça em cores do arco-iris
E de repente sem o pressentires
Esplende dentro d'alma uma conciência
De algo que traduz a quintessência
Da tal beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida...
Eu me pergunto, então, estarei certo?
Quando concluo que este céu aberto
Que existe solto pelo firmamento
Regido pelo sol, pelas estrelas
A gloriosa sensação de vê-las
O ruido das folhas pelo vento
O cântico dos pássaros felizes
A delicadeza das flores, os matizes,
As frondosas árvores, as raízes
Não consubstaciam um sentimento?
De certo então direi, e a verdade
Que ora se revela em claridade
Na conclusão final de uma certeza
É que a beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida
Está dentro de tua alma realmente
Porquanto é nela verdadeiramente
Que ocorre toda a exitência havida...
Setembro,3 . 1981
Surgiram pássaros nas cercanias
A natureza emerge em melodias
Em acordes de beleza cristalina
O riso das cascatas em seqüência
Se despedaça em cores do arco-iris
E de repente sem o pressentires
Esplende dentro d'alma uma conciência
De algo que traduz a quintessência
Da tal beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida...
Eu me pergunto, então, estarei certo?
Quando concluo que este céu aberto
Que existe solto pelo firmamento
Regido pelo sol, pelas estrelas
A gloriosa sensação de vê-las
O ruido das folhas pelo vento
O cântico dos pássaros felizes
A delicadeza das flores, os matizes,
As frondosas árvores, as raízes
Não consubstaciam um sentimento?
De certo então direi, e a verdade
Que ora se revela em claridade
Na conclusão final de uma certeza
É que a beleza eterna e indefinida
Que te acompanha em magistral cadência
Nos compassos felizes desta vida
Está dentro de tua alma realmente
Porquanto é nela verdadeiramente
Que ocorre toda a exitência havida...
Setembro,3 . 1981
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
FUGA
Embevecido o homem de cultura
Contempla airoso a sua inteligência
O mundo em que se vive é conseqüencia
Do que ele cria, molda e estrutura
Belos lauréis já alcançou a ciência
Obras ciclópicas vêm da engenharia
Nações já se disputam a primazia
Da grande sideral experiência
E o homem vai erguendo seus olhares
Pensando já nas buscas estelares
Como se decidisse a própria sorte
Ó trêfega ilusão com que te enlevas
Tu queres te lançar no rumo às trevas
Que tu só vencerás com tua morte...
Setembro 9, 1981
Contempla airoso a sua inteligência
O mundo em que se vive é conseqüencia
Do que ele cria, molda e estrutura
Belos lauréis já alcançou a ciência
Obras ciclópicas vêm da engenharia
Nações já se disputam a primazia
Da grande sideral experiência
E o homem vai erguendo seus olhares
Pensando já nas buscas estelares
Como se decidisse a própria sorte
Ó trêfega ilusão com que te enlevas
Tu queres te lançar no rumo às trevas
Que tu só vencerás com tua morte...
Setembro 9, 1981
POEMA AO TEMPO
Chegou enfim o desejado filho
Uma mimosa e linda criatura
A Mãe ganhou uma expressão mais pura
Nos olhares do pai, há um novo brilho
Na casa tudo é Deus, é alegria,
Há um reinado de amor em cada canto
Ao pequenino ser, com seu encanto,
Voltam-se olhares, sempre em loucania
Chega, mais tarde, o tempo indiferente
Vem, depois, mais um e outro rebento
Aqueles pais, sempre em contentamento
Viviam venturosos seu presente
Prossegue o tempo pontual, constante,
Em cada um, marcado nova idade
E há sempre aquela doce ansiedade
De ver-se filho moço, exuberante
Os planos da jornada são traçados
Que sonhos se acalentam no porvir!
Em cada coração há um fremir
Pelos momentos que serão chegados
Caminha o tempo pelo sua estrada
Marcando uma jornada pela idade
Aqueles que já foram mocidade,
Hoje são têmpera, que foi formada
Naqueles pais que o trouxeram à vida
Há uma satisfação, um encantamento
É sempre bom aquele bom momento
De ter-se uma familia reunida
O tempo, no entanto, é quem pressente
Que dentro do olhar daqueles pais
Há algo que os faz sofrer demais,
Para ser visto por aquela gente
E o passado, atrás, já bem distante...
Vai repassando a dor de uma saudade,
Marcando a cor serena da verdade,
Que o destino tem ao seu talante.
A fortuna maior de uma velhice
É recordar-se a própria mocidade...
Maio 26, 1954
Uma mimosa e linda criatura
A Mãe ganhou uma expressão mais pura
Nos olhares do pai, há um novo brilho
Na casa tudo é Deus, é alegria,
Há um reinado de amor em cada canto
Ao pequenino ser, com seu encanto,
Voltam-se olhares, sempre em loucania
Chega, mais tarde, o tempo indiferente
Vem, depois, mais um e outro rebento
Aqueles pais, sempre em contentamento
Viviam venturosos seu presente
Prossegue o tempo pontual, constante,
Em cada um, marcado nova idade
E há sempre aquela doce ansiedade
De ver-se filho moço, exuberante
Os planos da jornada são traçados
Que sonhos se acalentam no porvir!
Em cada coração há um fremir
Pelos momentos que serão chegados
Caminha o tempo pelo sua estrada
Marcando uma jornada pela idade
Aqueles que já foram mocidade,
Hoje são têmpera, que foi formada
Naqueles pais que o trouxeram à vida
Há uma satisfação, um encantamento
É sempre bom aquele bom momento
De ter-se uma familia reunida
O tempo, no entanto, é quem pressente
Que dentro do olhar daqueles pais
Há algo que os faz sofrer demais,
Para ser visto por aquela gente
E o passado, atrás, já bem distante...
Vai repassando a dor de uma saudade,
Marcando a cor serena da verdade,
Que o destino tem ao seu talante.
A fortuna maior de uma velhice
É recordar-se a própria mocidade...
Maio 26, 1954
O LUGAR DE BRASILEIROS É NO BRASIL
(Talvez o poema de um exilado)
O ser-se ufanista ou patriota
É algo que a muitos desadrada
Parece que o gesto a alguns degrada
E que preferem as cores da derrota
Eu sinto no meu peito um grande alento
Pelo amor que tenho ao meu Brasil
Adoro o "chavão" do céu de anil
Que nutro com terno sentimento...
Se alguém quiser saber de uma verdade
Que digo sempre com sinceridade
No último dos versos se encerra
Numa certeza viril e verdadeira
Aqui eu solto a frase derradeira
Morro de orgulho pela minha terra!...
Setembro, 1979
O ser-se ufanista ou patriota
É algo que a muitos desadrada
Parece que o gesto a alguns degrada
E que preferem as cores da derrota
Eu sinto no meu peito um grande alento
Pelo amor que tenho ao meu Brasil
Adoro o "chavão" do céu de anil
Que nutro com terno sentimento...
Se alguém quiser saber de uma verdade
Que digo sempre com sinceridade
No último dos versos se encerra
Numa certeza viril e verdadeira
Aqui eu solto a frase derradeira
Morro de orgulho pela minha terra!...
Setembro, 1979
PIEDADE
Jamais imaginei que tua vida
Fosse durar tão pouco, Piedade,
Quem como eu te viu na flor da idade
Qual primavera doce e colorida
Às vezes interrogo que destino
Reserva Deus às criaturas novas
Quando as coloca sob duras provas
Sequer lhes permitindo o desatino
Foste uma intérprete de cruel seqüência
Que te martirizou a exitência
Que suportaste calma e confiante
Deixaste muito cedo a tua estrada
Mas tu já estavas bem predestinada
Porque era de um anjo o teu semblante...
Setembro 11, 1980
Fosse durar tão pouco, Piedade,
Quem como eu te viu na flor da idade
Qual primavera doce e colorida
Às vezes interrogo que destino
Reserva Deus às criaturas novas
Quando as coloca sob duras provas
Sequer lhes permitindo o desatino
Foste uma intérprete de cruel seqüência
Que te martirizou a exitência
Que suportaste calma e confiante
Deixaste muito cedo a tua estrada
Mas tu já estavas bem predestinada
Porque era de um anjo o teu semblante...
Setembro 11, 1980
À MARIA HELENA
Acróstico
Mulher bonita e de gestos nobres
Amante da vida como sabe ser
Risonha, viva, cheia de saber
Inda que solitária, jamais fica só
Á prole linda ama com ternura...
Hoje e amanhã tudo lhe é candura...
Eleita pela sorte de sua simpatia
Lhena no trato com o mundo todo dia
É muito amiga de alguém a quem adoro
Numa amizade que jamais deploro
Aí está o seu acróstico: cândido sonoro...
Setembro 4 , 1979
Mulher bonita e de gestos nobres
Amante da vida como sabe ser
Risonha, viva, cheia de saber
Inda que solitária, jamais fica só
Á prole linda ama com ternura...
Hoje e amanhã tudo lhe é candura...
Eleita pela sorte de sua simpatia
Lhena no trato com o mundo todo dia
É muito amiga de alguém a quem adoro
Numa amizade que jamais deploro
Aí está o seu acróstico: cândido sonoro...
Setembro 4 , 1979
AMO-TE MUITO
Amo-te muito, meu amor, a vida
Só quero tê-la se tu fores minha
Tem pena dessa alma tão perdida
Tu vês como tristonha ela caminha
Amo-te muito, meu amor, e as dores
Que sinto quando estás longe de mim
São tristes penas destes meus amores
São frases lindas que não têm fim.
Amo-te muito, meu amor, os versos
Que te dedico são inspiração
De tão sinceros eles são imersos
Nas águas tristes de meu coração
Amo-te muito, meu amor, as frases
Que nas carícias que faço eu crio
São as serenas brisas tão falazes
Que afagam as flores virginais do Estio
Amo-te muito, meu amor, as juras
Que este meu coração dedicou
São na verdade, aa expressões mais puras
De quantas a verdade entronizou
Amo-te muito, meu amor, os fatos
Que se quizeres ora relembrar
Hão de sr vivos, pontuais, exatos
Hão de dizer-te sobre o meu amar
Amo-te muito, meu amor, mais juro
Que esta minha alma já te maltratou
Ao magoar o teu amor tão puro
Em horas que a paixão atraiçoou
Amo te muito, meu amor, e agora
Eu sei que teu amor é imaculado
Este meu coração por ter pecado
Há-de pedir perdão a vida afora
Amo-te muito, meu amor, e amado
Não vi força do amores teus
Este teu coração apaixonado
Não me perence, só pertence a Deus!
Nov. 1951
Só quero tê-la se tu fores minha
Tem pena dessa alma tão perdida
Tu vês como tristonha ela caminha
Amo-te muito, meu amor, e as dores
Que sinto quando estás longe de mim
São tristes penas destes meus amores
São frases lindas que não têm fim.
Amo-te muito, meu amor, os versos
Que te dedico são inspiração
De tão sinceros eles são imersos
Nas águas tristes de meu coração
Amo-te muito, meu amor, as frases
Que nas carícias que faço eu crio
São as serenas brisas tão falazes
Que afagam as flores virginais do Estio
Amo-te muito, meu amor, as juras
Que este meu coração dedicou
São na verdade, aa expressões mais puras
De quantas a verdade entronizou
Amo-te muito, meu amor, os fatos
Que se quizeres ora relembrar
Hão de sr vivos, pontuais, exatos
Hão de dizer-te sobre o meu amar
Amo-te muito, meu amor, mais juro
Que esta minha alma já te maltratou
Ao magoar o teu amor tão puro
Em horas que a paixão atraiçoou
Amo te muito, meu amor, e agora
Eu sei que teu amor é imaculado
Este meu coração por ter pecado
Há-de pedir perdão a vida afora
Amo-te muito, meu amor, e amado
Não vi força do amores teus
Este teu coração apaixonado
Não me perence, só pertence a Deus!
Nov. 1951
GRANDEZA (Amor)
À Nélia
Tenho sentido, amor, sem o notares
Que vens querendo algo descobrir
Há uma doce angústia em teus olhares
Há uma srena busca em teu sentir
Parece-me que queres de minha alma
O âmago profundo do meu ser
Quando me fitas tão serena e calma
Quantas perguntas sabes me fazer
Não é preciso, amor, que tu me digas
Que queres discernir minha afeição
As tuas próprias confissões amigas
Muito me falam do teu coração
Como é tão lindo o amor que tu cultivas
Na dúvida gentil com que me amas
Sabendo-se tão teu, inda reclamas
Do meu amor nas expressões mais vivas
Pois vou te dar, amor de minha vida,
Mais uma expressão do meu afeto
O coração que é teu, sendo inquieto
Revela uma expresssão enternecida
O meu amor por ti é como o tempo
É grande, insuperável, verdadeiro
Não há momento final na própria vida
Nem a própria morte torna derradeiro
O meu amor por ti é a própria vida
É tudo prá mim, minha querida
É tudo que tu és e sabes ser
Se algum dia o meu amor morrer
Não acredites no mundo, nem na vida,
Nem no próprio tempo podes crer
Pois ele é tão real dentro em meu ser
Que eu não creio em ilusão perdida
Se algum dia o meu amor morrer
Tudo que é luz na terra é despedida
Tudo que é vida já se fez viver...
Tenho sentido, amor, sem o notares
Que vens querendo algo descobrir
Há uma doce angústia em teus olhares
Há uma srena busca em teu sentir
Parece-me que queres de minha alma
O âmago profundo do meu ser
Quando me fitas tão serena e calma
Quantas perguntas sabes me fazer
Não é preciso, amor, que tu me digas
Que queres discernir minha afeição
As tuas próprias confissões amigas
Muito me falam do teu coração
Como é tão lindo o amor que tu cultivas
Na dúvida gentil com que me amas
Sabendo-se tão teu, inda reclamas
Do meu amor nas expressões mais vivas
Pois vou te dar, amor de minha vida,
Mais uma expressão do meu afeto
O coração que é teu, sendo inquieto
Revela uma expresssão enternecida
O meu amor por ti é como o tempo
É grande, insuperável, verdadeiro
Não há momento final na própria vida
Nem a própria morte torna derradeiro
O meu amor por ti é a própria vida
É tudo prá mim, minha querida
É tudo que tu és e sabes ser
Se algum dia o meu amor morrer
Não acredites no mundo, nem na vida,
Nem no próprio tempo podes crer
Pois ele é tão real dentro em meu ser
Que eu não creio em ilusão perdida
Se algum dia o meu amor morrer
Tudo que é luz na terra é despedida
Tudo que é vida já se fez viver...
DESENLACE
Ao meu tio Fernando Falcão
Quão brutalmente crua a morte se apresenta
Quando o véu negro da noite ela descerra
Com que estranha angústia ela, sedenta,
Espalha as suas sombras sobre a terra.
É dolorosa a noite quando a morte
Penetra no receio da família
Com que frieza inunda a triste sorte
Daqueles que soluçam na vigília...
E para aquele que olhar alteia
Ao vislumbrar que a madrugada é dia
Como é duro e cruel o desencanto
Sentir que a vida já se fez alheia
E que prossegue indiferente e fria
Sem escutar sequer aquele pranto...
Quão brutalmente crua a morte se apresenta
Quando o véu negro da noite ela descerra
Com que estranha angústia ela, sedenta,
Espalha as suas sombras sobre a terra.
É dolorosa a noite quando a morte
Penetra no receio da família
Com que frieza inunda a triste sorte
Daqueles que soluçam na vigília...
E para aquele que olhar alteia
Ao vislumbrar que a madrugada é dia
Como é duro e cruel o desencanto
Sentir que a vida já se fez alheia
E que prossegue indiferente e fria
Sem escutar sequer aquele pranto...
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
DECEPÇÃO
Como são raras as almas verdadeiras
Nas quais confiaria um coração
Percebo, hoje em dia, com emoção
Em sentença final e derradeira
Que muito me magoa o coração
Uma verdade certa e traiçoeira
Que por muito tempo eu não percebera
Mas que hoje me desperta com razão
Por quantas vezes havia-me contrito
Ao acreditar em todos, cada um
Jamais tivera em mim motivo algum
Qualquer suspeita, qualquer gesto aflito
Hoje, contudo, eu me penitencio
Por uma boa-fé que sempre tive
Em amargas ilusões eu me detive
Porque cri demais, em demasia
O fato é que agora sou astuto
Esse meu coração ficou arguto
E não pretende mais desilusão
Não me embalarei mais docemente
Por falsas amizades envolventes
Que queiram conquistar meu coração.
Eu doravante seguirei em frente
E não mais olharei tão facilmente
Para o que tenta apertar-me a mão
Uma verdade só, eu tenho em mente
É que nem todo ser infelizemente
Posso considerar um meu irmão...
Janeiro 10, 1981
Nas quais confiaria um coração
Percebo, hoje em dia, com emoção
Em sentença final e derradeira
Que muito me magoa o coração
Uma verdade certa e traiçoeira
Que por muito tempo eu não percebera
Mas que hoje me desperta com razão
Por quantas vezes havia-me contrito
Ao acreditar em todos, cada um
Jamais tivera em mim motivo algum
Qualquer suspeita, qualquer gesto aflito
Hoje, contudo, eu me penitencio
Por uma boa-fé que sempre tive
Em amargas ilusões eu me detive
Porque cri demais, em demasia
O fato é que agora sou astuto
Esse meu coração ficou arguto
E não pretende mais desilusão
Não me embalarei mais docemente
Por falsas amizades envolventes
Que queiram conquistar meu coração.
Eu doravante seguirei em frente
E não mais olharei tão facilmente
Para o que tenta apertar-me a mão
Uma verdade só, eu tenho em mente
É que nem todo ser infelizemente
Posso considerar um meu irmão...
Janeiro 10, 1981
A IMPONÊNCIA DO AMOR CRISTÃO
( Cerimônia-sonho-musical de luz e vida)
À Renata e Emilinho Salgado
Foi um momento de enlevo tão bonito
A abençoar uma união sagrada
Na imponência da igreja iluminada
De luzes que provinham do infinito...
Um rosário de flores muito puras
A embelezar os cânticos tocantes
Com um coral uníssono e sonante
Resplandecendo em vozes de venturas
......................................................................
Foi quando lá do alto de repente
Uma mensagem linda de harmonia
Surgiu por sobre o templo em loucania
Banhando de emoção a alma da gente...
E eis que Renata olha para Emílio...
- Nos olhares de ambos nasce um brilho
A entressentir a imagem do hino à Vida...
E o coral vibrante e comovente...
Alçando aos Céus cantava predizente:
" Eu sei que vou te amar por toda minha vida"...
Abril.7, 1984
À Renata e Emilinho Salgado
Foi um momento de enlevo tão bonito
A abençoar uma união sagrada
Na imponência da igreja iluminada
De luzes que provinham do infinito...
Um rosário de flores muito puras
A embelezar os cânticos tocantes
Com um coral uníssono e sonante
Resplandecendo em vozes de venturas
......................................................................
Foi quando lá do alto de repente
Uma mensagem linda de harmonia
Surgiu por sobre o templo em loucania
Banhando de emoção a alma da gente...
E eis que Renata olha para Emílio...
- Nos olhares de ambos nasce um brilho
A entressentir a imagem do hino à Vida...
E o coral vibrante e comovente...
Alçando aos Céus cantava predizente:
" Eu sei que vou te amar por toda minha vida"...
Abril.7, 1984
CONFISSÃO
(Acróstico)
No rosto tem o virginal das flores
Esbelto o porte altivo e juvenil
Linda no olhar de expressão serena
Inspiração que prende e que condena
Ao mais sublime amor de meus amores
Dedicação sincera que comove
Até se nada diz, basta-me o olhar
Não hei de encontrar jamais quem prove
Tanto de amor pelo que sabe amar
Amo-a na paixão que em demove
Se pouco sou ela me sabe amar...
Cingido pois o coração que vive
A este terno amor que me cativa
Muito desejo eu que ele viva
Perdendo no passado o que já tive
Espero em Deus somente que de agora
Lembrando o que o Poeta disse outrora
Ligue-me o Destino ao sonho dela
Ou faça-me partir da vida embora...
23 maio. 1951
No rosto tem o virginal das flores
Esbelto o porte altivo e juvenil
Linda no olhar de expressão serena
Inspiração que prende e que condena
Ao mais sublime amor de meus amores
Dedicação sincera que comove
Até se nada diz, basta-me o olhar
Não hei de encontrar jamais quem prove
Tanto de amor pelo que sabe amar
Amo-a na paixão que em demove
Se pouco sou ela me sabe amar...
Cingido pois o coração que vive
A este terno amor que me cativa
Muito desejo eu que ele viva
Perdendo no passado o que já tive
Espero em Deus somente que de agora
Lembrando o que o Poeta disse outrora
Ligue-me o Destino ao sonho dela
Ou faça-me partir da vida embora...
23 maio. 1951
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
REFLEXÃO DOCE
Há cantos, cantinhos, caminhos, paisagens
Que a gente descobre e adora encontrar
É uma espécie de pausa repleta de aragem
Quentinha de afetos, banhada em luar...
São tantas pessoas que passam na estrada
Com sede, com fome sedentas que vêm
Não sabem, às vezes, aquilo que têm
Se é falta de pão ou carência de água
Se é frio ou cansaço, se é falta de alguém...
Que a gente descobre e adora encontrar
É uma espécie de pausa repleta de aragem
Quentinha de afetos, banhada em luar...
São tantas pessoas que passam na estrada
Com sede, com fome sedentas que vêm
Não sabem, às vezes, aquilo que têm
Se é falta de pão ou carência de água
Se é frio ou cansaço, se é falta de alguém...
ARREPENDIMENTO
Quando algum pobre coração que ama
Ama demais para poder dizer
Tem algo que deseja fazer crer
Mas que a própria palavra não declama
O coração que é seu e ao meu conhece
Sabe quando sofre o meu amor
Quando uma coisa dessas acontece
Eu passo de amante a sofredor
Quando em teus lindos olhos de princesa
Se refletir a dor de uma tristeza
Por algo que eu te fiz sem o querer
Eu peço, meu amor, que tu repares
Que as lágrimas que estão nos meus olhares
É o que o meu coração te quer dizer...
Ama demais para poder dizer
Tem algo que deseja fazer crer
Mas que a própria palavra não declama
O coração que é seu e ao meu conhece
Sabe quando sofre o meu amor
Quando uma coisa dessas acontece
Eu passo de amante a sofredor
Quando em teus lindos olhos de princesa
Se refletir a dor de uma tristeza
Por algo que eu te fiz sem o querer
Eu peço, meu amor, que tu repares
Que as lágrimas que estão nos meus olhares
É o que o meu coração te quer dizer...
NINHO NOVO
A Marcelo e Cristina
Ungida pelo destemido
Essa morada nova lhes pertence
E mais uma batalha você vence
A repartir com seu amor querido
No ninho novo - nova vida em frente
Para um futuro vivo à luz da luta
A atmosfera é fresca e impoluta
E o cenário é verde e condizente
Que vibrações serenas de harmonia
Tragam-lhe mil momentos de alegria
A par de seu sucesso na carreira
E que o amor derrame docemente
Aquela bênção sutil que a gente sente
Quando a felicidade é verdadeira...
Set. 1982
Ungida pelo destemido
Essa morada nova lhes pertence
E mais uma batalha você vence
A repartir com seu amor querido
No ninho novo - nova vida em frente
Para um futuro vivo à luz da luta
A atmosfera é fresca e impoluta
E o cenário é verde e condizente
Que vibrações serenas de harmonia
Tragam-lhe mil momentos de alegria
A par de seu sucesso na carreira
E que o amor derrame docemente
Aquela bênção sutil que a gente sente
Quando a felicidade é verdadeira...
Set. 1982
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
CANTO ENCANTADO
Mombaça - Angra dos Reis
Há nesta casa este lugar de flores
Que pouca gente ainda descobriu
Ele retrata todos os amores
Que a natureza por aí pariu
Há um buquê de rosas atrevidas
Ao lado de um gramado - oh! visual!
Um verde fofo, lindo sem igual!
Que anima as almas acaso entristecidas
Uma amendoeira linda está crescendo
vai dar sombra fresca matinal
Há quietude e há privacidade
Neste lugarzinho genial
Eu o descobri em uma manhãzinha
Enquanto turma toda ressoava
A Natureza em peso despertava
Enquanto eu já pulava da caminha...
E olhem como valeu a madrugada
Com sol, com passarinhos, flor e céu
O dia vinha doce como mel
E a minha alma inteira extasiava
Há neste canto um lugarzinho jóia
Que eu descobri sozinho de manhã
E como desta casa sou um afã
Eu vou fazer um verso de tramoia
Pois sei qua há na casa quem me apoia
Pois ela é responsável e a rainha
De todos os encantos da "Vidinha"
Eu sinto que esta casa é um pouco minha
Porque ela me dá muita emoção
Quem acordar bem cedo - manhãzinha
E se quizer curtir uma boa de montão
É só vir aqui neste cantinho
E abrir no peito toda a sensação
Cheirar as flores, escutar os pássaros
Caramba, que beleza de paixão!
Essa natureza da "Vidinha"
Veste pijama no meu coração...
Há nesta casa este lugar de flores
Que pouca gente ainda descobriu
Ele retrata todos os amores
Que a natureza por aí pariu
Há um buquê de rosas atrevidas
Ao lado de um gramado - oh! visual!
Um verde fofo, lindo sem igual!
Que anima as almas acaso entristecidas
Uma amendoeira linda está crescendo
vai dar sombra fresca matinal
Há quietude e há privacidade
Neste lugarzinho genial
Eu o descobri em uma manhãzinha
Enquanto turma toda ressoava
A Natureza em peso despertava
Enquanto eu já pulava da caminha...
E olhem como valeu a madrugada
Com sol, com passarinhos, flor e céu
O dia vinha doce como mel
E a minha alma inteira extasiava
Há neste canto um lugarzinho jóia
Que eu descobri sozinho de manhã
E como desta casa sou um afã
Eu vou fazer um verso de tramoia
Pois sei qua há na casa quem me apoia
Pois ela é responsável e a rainha
De todos os encantos da "Vidinha"
Eu sinto que esta casa é um pouco minha
Porque ela me dá muita emoção
Quem acordar bem cedo - manhãzinha
E se quizer curtir uma boa de montão
É só vir aqui neste cantinho
E abrir no peito toda a sensação
Cheirar as flores, escutar os pássaros
Caramba, que beleza de paixão!
Essa natureza da "Vidinha"
Veste pijama no meu coração...
MENSAGEM DE LOURDES
À Maria Lúcia Braga Nabuco
Algum pedaço de treva que encobria
O teu coraçãozinho de criança
Toldou-te a alma de desesperança...
De um amor de mãe que tanto merecias...
Talvez errando na experiência
Da vida que tão pouco conhecias
Julgavas, quando moça, que sabias
Ser orfã de mãe, sem existência...
Carente de afeto e de carinho
Não vias a verdade tão silente
Que a tua mãe guardava docemente
Desde o primeiro dia do teu ninho...
Depois de muitos anos, quis a vida
Que fosse eu o imerecido arcanjo
A te dizer - e a isto me constranjo
Que estavas totalmente empedernida
Pois a oração que eu li no santuário
Gravada com amor e piedade
É uma prece que tem tua idade
E está pousada perto do sacrário...
.................................................................
Recebe, pois Maria Lúcia, filha
A luz que vem de tua mãe querida
A reabrir-te o coração e a vida
Por uma nova e iluminada trilha...
Fica sabendo pela Mãe Divina
Uma verdade certa e cristalina
Que pelo mundo deve ser cantada:
Todas a s mães da gente são Marias
Numa douçura de amor de tantos dias
Que a própria Fé as faz eternizadas...
Algumas são amadas ou havidas...
Há até aquelas, que são esquecidas...
Mas nenhuma deixou de ser sagrada...
Fevereiro. 1979
Algum pedaço de treva que encobria
O teu coraçãozinho de criança
Toldou-te a alma de desesperança...
De um amor de mãe que tanto merecias...
Talvez errando na experiência
Da vida que tão pouco conhecias
Julgavas, quando moça, que sabias
Ser orfã de mãe, sem existência...
Carente de afeto e de carinho
Não vias a verdade tão silente
Que a tua mãe guardava docemente
Desde o primeiro dia do teu ninho...
Depois de muitos anos, quis a vida
Que fosse eu o imerecido arcanjo
A te dizer - e a isto me constranjo
Que estavas totalmente empedernida
Pois a oração que eu li no santuário
Gravada com amor e piedade
É uma prece que tem tua idade
E está pousada perto do sacrário...
.................................................................
Recebe, pois Maria Lúcia, filha
A luz que vem de tua mãe querida
A reabrir-te o coração e a vida
Por uma nova e iluminada trilha...
Fica sabendo pela Mãe Divina
Uma verdade certa e cristalina
Que pelo mundo deve ser cantada:
Todas a s mães da gente são Marias
Numa douçura de amor de tantos dias
Que a própria Fé as faz eternizadas...
Algumas são amadas ou havidas...
Há até aquelas, que são esquecidas...
Mas nenhuma deixou de ser sagrada...
Fevereiro. 1979
ESPERANÇA DE CÉU
A Manuel Rosemburgo
Foste vergado ao peso da degraça
Que sobre ti se abateu um dia
Sofreste um golpe rude em demasia
Para uma vida outrora já sem jaça
Eras feliz com tua filha amada
Que a ti dava tudo que querias
Amor, conforto, doces loucanias
E, de repente, tudo virou nada...
Vives agora da dor, em agonia
Que te maltrata sempre todo dia
Como se Deus tivesse esquecido...
Tem paciência e Fé, segue adiante
O teu risonho Céu não está distante
Deus recompensa o coração sofrido...
Dezembro. 1978
Foste vergado ao peso da degraça
Que sobre ti se abateu um dia
Sofreste um golpe rude em demasia
Para uma vida outrora já sem jaça
Eras feliz com tua filha amada
Que a ti dava tudo que querias
Amor, conforto, doces loucanias
E, de repente, tudo virou nada...
Vives agora da dor, em agonia
Que te maltrata sempre todo dia
Como se Deus tivesse esquecido...
Tem paciência e Fé, segue adiante
O teu risonho Céu não está distante
Deus recompensa o coração sofrido...
Dezembro. 1978
PÁSARRO - ADEUS
A Waldemar, meu filho.
Vai revoar um pássaro do ninho
Em busca de horizontes mais azuis
Que a mão deste destino que o conduz
O ajude a iluminar o seu caminho...
A luz da vida dentro dos olhares
Dos jovens cheios de esperança e fé
Há-de levar-te na estrada até
O umbral dos feitos que tu conquistares
Que vás com Deus, ó pássaro aguerrido,
Que alcances o teu sonho pretendido
Que a tua vocação seja o penhor...
Ficam aqui oa que te são queridos
E embora te deixemos ter partido
Não te esqueças jamais de nosso amor...
Vai revoar um pássaro do ninho
Em busca de horizontes mais azuis
Que a mão deste destino que o conduz
O ajude a iluminar o seu caminho...
A luz da vida dentro dos olhares
Dos jovens cheios de esperança e fé
Há-de levar-te na estrada até
O umbral dos feitos que tu conquistares
Que vás com Deus, ó pássaro aguerrido,
Que alcances o teu sonho pretendido
Que a tua vocação seja o penhor...
Ficam aqui oa que te são queridos
E embora te deixemos ter partido
Não te esqueças jamais de nosso amor...
domingo, 17 de outubro de 2010
INVENTÁRIO DA VIDA
A Fernando Faria
A tua vida era um acervo pleno
De bens morais e espirituais
O teu cavalheirismo em tom ameno
Fazia-te querido entre os demais
Fizeste da existência o teu processo
Igual aos teus de profissional
Um inventário de vida sem igual
Ao qual muitos puderam ter acesso
Herdeiros de teus bens de qualidade
Além de teus três filhos tão amados
Queremos ser também os contemplados
Nessa partilha de afeto e de saudade
É que na fase de encerramento
Quando fazias tuas quitações
Tão limpas eram suas certdões
Que sobrevejo logo o julgamento
E o Magistrado Supremo da existência
Ao interpretar a nossa anuência
Fruto do amor e de sinceridade
Levando em conta todo o processado
Homologou-o com transito em julgado
Adjudicando a ti a Eternidade...
Agosto,15. 1980
A tua vida era um acervo pleno
De bens morais e espirituais
O teu cavalheirismo em tom ameno
Fazia-te querido entre os demais
Fizeste da existência o teu processo
Igual aos teus de profissional
Um inventário de vida sem igual
Ao qual muitos puderam ter acesso
Herdeiros de teus bens de qualidade
Além de teus três filhos tão amados
Queremos ser também os contemplados
Nessa partilha de afeto e de saudade
É que na fase de encerramento
Quando fazias tuas quitações
Tão limpas eram suas certdões
Que sobrevejo logo o julgamento
E o Magistrado Supremo da existência
Ao interpretar a nossa anuência
Fruto do amor e de sinceridade
Levando em conta todo o processado
Homologou-o com transito em julgado
Adjudicando a ti a Eternidade...
Agosto,15. 1980
A MINHA MÃE AOS 78 ANOS
Como é bonito o acaso que perdura...
Em dia que termina e não anoitece...
Na sua vida a tarde resplandece
Em permanente crepúsculo de ventura
A minha mãe é assim a cada ano
Que passa, para nós fica mais bela
Arrisco-me a dizer - se não me engano
Há alguma eternidade dentro dela...
"Alguém" impaciente com a demora...
Desceu aqui por causa da saudade
E trouxe junto de dele a Eternidade
Até o dia em que eles forem embora...
Em dia que termina e não anoitece...
Na sua vida a tarde resplandece
Em permanente crepúsculo de ventura
A minha mãe é assim a cada ano
Que passa, para nós fica mais bela
Arrisco-me a dizer - se não me engano
Há alguma eternidade dentro dela...
"Alguém" impaciente com a demora...
Desceu aqui por causa da saudade
E trouxe junto de dele a Eternidade
Até o dia em que eles forem embora...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
CAOS - CÉU
Venha a profundidade do Universo
Resgue-se a treva escura nos espaços
Alterem-se os ritmos nos compassos
Que envolvem o mistério eterno, imenso
Venha o momento perpétuo da verdade,
Quando cintilar a luz da vida
Egressa da matéria empedernida,
Dilacerada em eterna claridade.
Da treva funda, escura, indevassada,
A energia etérea apercebida
Emergirá em luz incandecida
No dealbar da límpida alvorada...
Verá então o mundo estarrecido
A outra dimensão no despedaço
Da matéria tragada pelo espaço
E pelo tempo eterno e desmedido
Do mundo que era então desconhecido!...
Dez. 1980
Resgue-se a treva escura nos espaços
Alterem-se os ritmos nos compassos
Que envolvem o mistério eterno, imenso
Venha o momento perpétuo da verdade,
Quando cintilar a luz da vida
Egressa da matéria empedernida,
Dilacerada em eterna claridade.
Da treva funda, escura, indevassada,
A energia etérea apercebida
Emergirá em luz incandecida
No dealbar da límpida alvorada...
Verá então o mundo estarrecido
A outra dimensão no despedaço
Da matéria tragada pelo espaço
E pelo tempo eterno e desmedido
Do mundo que era então desconhecido!...
Dez. 1980
APOCALIPSE
A Herman Hesse
A Humanidade de forma inconsiente
Prepara lentamente o seu Destino
Entre a serenidade e o desatino
Entre o insensível e o comovente
É o tempo certo da semeadura
Daqueles que ao arbítrio da vontade
Lançam na terra o germe da verdade
Que o sábio aceita e o trêfego abjura
Em passos certos, largos, veementes
A multidão caminha indiferente
Entre a confiança e o inconformismo
Entre o espiritualismo e a matéria
E na metamorfose deletéria
A grande massa há-de morrer no abismo
Os poucos que ungiam suas vidas
Na crença da verdade e no amor
Receberão as graças do Senhor
E viverão as glórias merecidas...
Dez.. 1980
A Humanidade de forma inconsiente
Prepara lentamente o seu Destino
Entre a serenidade e o desatino
Entre o insensível e o comovente
É o tempo certo da semeadura
Daqueles que ao arbítrio da vontade
Lançam na terra o germe da verdade
Que o sábio aceita e o trêfego abjura
Em passos certos, largos, veementes
A multidão caminha indiferente
Entre a confiança e o inconformismo
Entre o espiritualismo e a matéria
E na metamorfose deletéria
A grande massa há-de morrer no abismo
Os poucos que ungiam suas vidas
Na crença da verdade e no amor
Receberão as graças do Senhor
E viverão as glórias merecidas...
Dez.. 1980
AUGÚRIO
Talvez simples soneto te pareça
Este que faço, meu amor
O que me aconteceu quero que aconteça
Nesse teu coração encantador
Por isso agora à noite quando penso
Nas alegrias de nosso futuro
O nosso afeto é tão sincero e puro
Nosso castelo de amor tão grande, imenso
Portanto, meu amor, quem fala agora
É este apaixonado que te adora
E que pelo Destino se encantou
Desejo que comigo em tua vida
Tu sejas tão feliz com minha querida
Quanto feliz contigo agora sou
30/11/1951
Este que faço, meu amor
O que me aconteceu quero que aconteça
Nesse teu coração encantador
Por isso agora à noite quando penso
Nas alegrias de nosso futuro
O nosso afeto é tão sincero e puro
Nosso castelo de amor tão grande, imenso
Portanto, meu amor, quem fala agora
É este apaixonado que te adora
E que pelo Destino se encantou
Desejo que comigo em tua vida
Tu sejas tão feliz com minha querida
Quanto feliz contigo agora sou
30/11/1951
ARAGEM
Ô brisas que soprais por esse mundos
Afagando os trigais ensolarados
Ô brisas que soprais por áureos prados
Vales cobertos de trigais fecundos
Ô Vós que baloiças louras campinas
Susssurando nos capões dourados
Percorrendo os trigais naqueles prados
E sibilando no alto das colinas...
E ao soprardes neves rutilantes
Por sobre os alvos picos das montanhas
Contrastais o verde das campanas
Com a alvura dos píncaros distantes...
Ah quem me dera, ó brisas desses montes,
Sentir-vos a aragem vespertina
Nas doces horas em que o Sol declina
Pintando de escarlate so horizontes...
Afagando os trigais ensolarados
Ô brisas que soprais por áureos prados
Vales cobertos de trigais fecundos
Ô Vós que baloiças louras campinas
Susssurando nos capões dourados
Percorrendo os trigais naqueles prados
E sibilando no alto das colinas...
E ao soprardes neves rutilantes
Por sobre os alvos picos das montanhas
Contrastais o verde das campanas
Com a alvura dos píncaros distantes...
Ah quem me dera, ó brisas desses montes,
Sentir-vos a aragem vespertina
Nas doces horas em que o Sol declina
Pintando de escarlate so horizontes...
PARTIDA
Dor cruel que este meu peito sente
Na hora de partir de minha terra
É dor que ao próprio coração desterra
Nem mesmo tendo o coração presente
Eu sinto sucumbir de sofrimento
Na vazia tristeza da partida
Nada vejo na minha despedida
Que sombras de saudade e de tormento
Mas na tristeza dessa nostalgia
Que torna a despedida tão sombria
Doce consolo o coração encerra:
- É que n'alma daquela que está ausente
Quanto mais longe o coração se sente
Maior é seu amor por sua terra.
maio/1946
Na hora de partir de minha terra
É dor que ao próprio coração desterra
Nem mesmo tendo o coração presente
Eu sinto sucumbir de sofrimento
Na vazia tristeza da partida
Nada vejo na minha despedida
Que sombras de saudade e de tormento
Mas na tristeza dessa nostalgia
Que torna a despedida tão sombria
Doce consolo o coração encerra:
- É que n'alma daquela que está ausente
Quanto mais longe o coração se sente
Maior é seu amor por sua terra.
maio/1946
LETÍCIA OMNIBUS
Eu quero que toda humanidade
Seja feliz como eu sou agora
Eu quero que as bençãos de paz e concórdia
Se derramem nesta hora
Sobre todos os homens e mulheres do mundo
Que todo o amor seja profundo
Que todo mundo ame todo mundo
Que só o bem e o amor
Sejam as flores que brotam no jardim da vida
Que não haja adeus
Nem haja despedida
Mas só renovação, afeição,
Por toda vida
E que, quando o Sol nascer,
Rompendo novo dia
Só haja alegria, alegria, alegria!...
Seja a verdade, a vontade, a loucania...
Amemo-nos uns aos outros
Sob o Céu azul da felicidade
Da realidade e da fantasia...
Obrigado aos Céus, a Deus e a Maria...
24/25 março 1980
Seja feliz como eu sou agora
Eu quero que as bençãos de paz e concórdia
Se derramem nesta hora
Sobre todos os homens e mulheres do mundo
Que todo o amor seja profundo
Que todo mundo ame todo mundo
Que só o bem e o amor
Sejam as flores que brotam no jardim da vida
Que não haja adeus
Nem haja despedida
Mas só renovação, afeição,
Por toda vida
E que, quando o Sol nascer,
Rompendo novo dia
Só haja alegria, alegria, alegria!...
Seja a verdade, a vontade, a loucania...
Amemo-nos uns aos outros
Sob o Céu azul da felicidade
Da realidade e da fantasia...
Obrigado aos Céus, a Deus e a Maria...
24/25 março 1980
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
COMPATIBILIDADE ETERNA
Ao Waldermarzinho
Parece, filho meu, que tua eleita
Está a partir em última jornada
Apartam-se os caminhos da estrada
E tua alma está só e contrafeita...
Mas não te martirizes, filho amado,
O Criador bem sabe o que projeta
Talvez aquele carma tenha a meta
Do que, lá pelos Céus, estava traçado...
Eleva para os deuses tua prece
Amor sucumbe, mas jamais perece
Ela há-de te esperar serena e pura...
Daqui a muitos anos os amantes
Reviverão eternos os instantes
Num mundo novo e cheio de venturas...
Agosto, 29. 1979
Parece, filho meu, que tua eleita
Está a partir em última jornada
Apartam-se os caminhos da estrada
E tua alma está só e contrafeita...
Mas não te martirizes, filho amado,
O Criador bem sabe o que projeta
Talvez aquele carma tenha a meta
Do que, lá pelos Céus, estava traçado...
Eleva para os deuses tua prece
Amor sucumbe, mas jamais perece
Ela há-de te esperar serena e pura...
Daqui a muitos anos os amantes
Reviverão eternos os instantes
Num mundo novo e cheio de venturas...
Agosto, 29. 1979
IMAGEM ETERNA
À Sandra Thereza
Adeus menina dos olhos tristonhos
Os santos meninos vieram te buscar
Infelizmente tens que nos deixar
Desvanecendo todos os nossos sonhos...
Mas não faz mal a escolha foi divina
É a vontade de Deus que prevalece
Aquele que em Suas mãos falece
De novo viverá santa menina...
Que só de flores seja teu caminho
Agora que deixaste aquele ninho
Que com meu filho dividiste então
Aqui ficamos nós só com saudade
A tua imagem fica, na verdade,
Morando sempre em nosso coração...
Adeus menina dos olhos tristonhos
Os santos meninos vieram te buscar
Infelizmente tens que nos deixar
Desvanecendo todos os nossos sonhos...
Mas não faz mal a escolha foi divina
É a vontade de Deus que prevalece
Aquele que em Suas mãos falece
De novo viverá santa menina...
Que só de flores seja teu caminho
Agora que deixaste aquele ninho
Que com meu filho dividiste então
Aqui ficamos nós só com saudade
A tua imagem fica, na verdade,
Morando sempre em nosso coração...
MORTE E A VIDA
A vida tem mistérios infindáveis
Que nos tornam, as vezes, pequeninos
Vejo alegria no rostos dos meninos
E morte infexíveis, insondáveis...
A vontade de Deus é um mistério
Que respeito, acato e não duvido
Mas meu coração fica sentido
Pois seu conteúdo é triste e sério
Estou ouvindo os pássaros cantando
Mas sei que hoje alguém, chorando
Pois sua alma, em breve, vai partir
Vejam o mistério a que me refiro
Parece morte, mas então suspiro
Somente a voz de Deus vai definir...
Set, 14 ás 5 da manhã
Que nos tornam, as vezes, pequeninos
Vejo alegria no rostos dos meninos
E morte infexíveis, insondáveis...
A vontade de Deus é um mistério
Que respeito, acato e não duvido
Mas meu coração fica sentido
Pois seu conteúdo é triste e sério
Estou ouvindo os pássaros cantando
Mas sei que hoje alguém, chorando
Pois sua alma, em breve, vai partir
Vejam o mistério a que me refiro
Parece morte, mas então suspiro
Somente a voz de Deus vai definir...
Set, 14 ás 5 da manhã
À SANDRA THEREZA
Menina dos olhos tristes , tão distantes
Que houve com tua alma enamorada
Achaste um anjo belo e radiante
Que veio entrecruzar a tua estrada...
E agora que a vida presenteia
Este teu sentimento enobrecido
Com algo bonito e colorido
Ficas soturna, quieta, ensimemsmada...
Deus sabe o que faz minha querida,
O filho que te dou, que Ele me deu,
É algo que o Destino te escolheu
Para tornar feliz a tua vida...
Esqueces os dissabores sentimentos,
Afasta os teus temores, vai viver...
Se ahas que, talvez, tua jornada
Não se prolongue muito, podes crer
Este teu temor é infundado
Somente o Criador vai resolver...
...................................................................
Abraça o anjo amigo do teu lado
Partilha bem com ele a s alegrias
Com amor e sentimentos tão bonitos
Não há razão de coração aflitos
Se o Destino por Deus já está traçado...
Foi Cristo que já disse, na verdade,
Que não se deve pensar no amanhã
Repara bem o lírio nas campinas
E no gorjeio dos pássaros de manhã
A loucura feliz da liberdade...
Como é maravilhoso o seu afã...
Não há razão para desesperança
Na vida que é vivida com amor...
Ganhaste um belo anjo protetor
Que viverá contigo em esperança...
E, se acaso, alguém em teu caminho
Disser-te algo que te for mesquinho
Alteia o teu olhar e segue em frente
Abraça o teu anjo docemente...
Pois foi o Criador que te enviou
Ele te quer feliz todo momento
Abafa no amor o teu tormento
Que tudo em ti irá se transfromar...
Pois que da vida o que, talvez, se leve
É a própria vida que se quis levar...
Que houve com tua alma enamorada
Achaste um anjo belo e radiante
Que veio entrecruzar a tua estrada...
E agora que a vida presenteia
Este teu sentimento enobrecido
Com algo bonito e colorido
Ficas soturna, quieta, ensimemsmada...
Deus sabe o que faz minha querida,
O filho que te dou, que Ele me deu,
É algo que o Destino te escolheu
Para tornar feliz a tua vida...
Esqueces os dissabores sentimentos,
Afasta os teus temores, vai viver...
Se ahas que, talvez, tua jornada
Não se prolongue muito, podes crer
Este teu temor é infundado
Somente o Criador vai resolver...
...................................................................
Abraça o anjo amigo do teu lado
Partilha bem com ele a s alegrias
Com amor e sentimentos tão bonitos
Não há razão de coração aflitos
Se o Destino por Deus já está traçado...
Foi Cristo que já disse, na verdade,
Que não se deve pensar no amanhã
Repara bem o lírio nas campinas
E no gorjeio dos pássaros de manhã
A loucura feliz da liberdade...
Como é maravilhoso o seu afã...
Não há razão para desesperança
Na vida que é vivida com amor...
Ganhaste um belo anjo protetor
Que viverá contigo em esperança...
E, se acaso, alguém em teu caminho
Disser-te algo que te for mesquinho
Alteia o teu olhar e segue em frente
Abraça o teu anjo docemente...
Pois foi o Criador que te enviou
Ele te quer feliz todo momento
Abafa no amor o teu tormento
Que tudo em ti irá se transfromar...
Pois que da vida o que, talvez, se leve
É a própria vida que se quis levar...
domingo, 10 de outubro de 2010
VULTO DE ESCOL
À Roberto Marinho
Quem for pequeno atire-me a peçonha
De ser bajulador e oportunista
Conheço-o de longe e só de vista
Nunca lhe fiz pedidos ou barganha
Apenas sei que do meu pai saudoso
Fôra sincero amigo em tempos idos
E deste canto anônimo eu tenho sido
Um adminrador discreto e orgulhoso
Por sua retidão e seu desvelo
Em nobres causas, gestos e apelos
Eu canto sem receio a sua glória
Bem certo que o Brasil, grato já sente
Que esta figura preclara e tão presente
Há-de eternizar-se em sua História...
Dez. 1981
Quem for pequeno atire-me a peçonha
De ser bajulador e oportunista
Conheço-o de longe e só de vista
Nunca lhe fiz pedidos ou barganha
Apenas sei que do meu pai saudoso
Fôra sincero amigo em tempos idos
E deste canto anônimo eu tenho sido
Um adminrador discreto e orgulhoso
Por sua retidão e seu desvelo
Em nobres causas, gestos e apelos
Eu canto sem receio a sua glória
Bem certo que o Brasil, grato já sente
Que esta figura preclara e tão presente
Há-de eternizar-se em sua História...
Dez. 1981
COMPENSAÇÃO
A Milton de Vicq
Adeus amigo meu, já vais embora
Eu sei que presentiste a despedida
Estás tranqüilo, conheceste a vida
Chegou-te então a derradeira hora.
Fui testemunha de teu sofrimento
Compreendi a dor por que passaste
E no entanto não desesperaste
E deste à vida calmo seguimento
De alguém perdeste o amor, mas a amizade
Restou ´rá sempre como um sentimento
Dos filhos teus jamais faltou alento
Do amor e da solidadriedade
De mim tens a palavra do amigo
Que quer particpar do fim contigo
Para te segredar uma verdade:
Não deve haver desilusão na vida
Pois Deus dá a cicatriz para a ferida
Que transforma em flor na eternidade...
Adeus amigo meu, já vais embora
Eu sei que presentiste a despedida
Estás tranqüilo, conheceste a vida
Chegou-te então a derradeira hora.
Fui testemunha de teu sofrimento
Compreendi a dor por que passaste
E no entanto não desesperaste
E deste à vida calmo seguimento
De alguém perdeste o amor, mas a amizade
Restou ´rá sempre como um sentimento
Dos filhos teus jamais faltou alento
Do amor e da solidadriedade
De mim tens a palavra do amigo
Que quer particpar do fim contigo
Para te segredar uma verdade:
Não deve haver desilusão na vida
Pois Deus dá a cicatriz para a ferida
Que transforma em flor na eternidade...
A UM FILHO PARALÍTICO DE DEUS
A Jorge Harduin
Sei que estás passando uma dor terrível
Mas pára. Olha. Como o mundo é bom
Há uma gota de amor em cada coração sensível
Tentando dar-te algo, paz, amor e som...
Nós somos representantes de Deus
Numa missão divina
Que é benção da esperança eterna
Somente Deus preside a tudo que se alcança
Desde o primeiro pão à gota cristalina
Que toca renitente dentro da caverna
Não creias que no mundo, ou mesmo no outro mundo,
Exista a labareda eterna do inferno
O que importa a nós é cerermos no profundo
Amor poe Ele e a Fé que nós tivemos
Prossegue o teu caminho com serenidade
Aguarda bem tranquilo a hora da verdade
Oferta a Ele o sofrimento teu
O pouco que te dou nesta cruel desdita
É uma palavra de Fé muito contrita
Que o próprio Criador me concedeu...
Sei que estás passando uma dor terrível
Mas pára. Olha. Como o mundo é bom
Há uma gota de amor em cada coração sensível
Tentando dar-te algo, paz, amor e som...
Nós somos representantes de Deus
Numa missão divina
Que é benção da esperança eterna
Somente Deus preside a tudo que se alcança
Desde o primeiro pão à gota cristalina
Que toca renitente dentro da caverna
Não creias que no mundo, ou mesmo no outro mundo,
Exista a labareda eterna do inferno
O que importa a nós é cerermos no profundo
Amor poe Ele e a Fé que nós tivemos
Prossegue o teu caminho com serenidade
Aguarda bem tranquilo a hora da verdade
Oferta a Ele o sofrimento teu
O pouco que te dou nesta cruel desdita
É uma palavra de Fé muito contrita
Que o próprio Criador me concedeu...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
ADEUS SOL
À Vera
Apagou-te um Sol na tua vida
Desce serena uma luz no horizonte
O destino talvez te desaponte
Por esta luta que se fez perdida
Mas eu te afirmo, minha irmã querida
Que a treva que te invade é provisória
A consternação em ti é ilusória
É apenas mais uma etapa perecorrida
Segue adiante pelo teu caminho
Esquece este crepúsculo mesquinho
A luz adormeceu prá Eternidade
Aguarda novas luzes pela frente
Povoa só de flores tua mente
Tens a memória da felicidade...
Apagou-te um Sol na tua vida
Desce serena uma luz no horizonte
O destino talvez te desaponte
Por esta luta que se fez perdida
Mas eu te afirmo, minha irmã querida
Que a treva que te invade é provisória
A consternação em ti é ilusória
É apenas mais uma etapa perecorrida
Segue adiante pelo teu caminho
Esquece este crepúsculo mesquinho
A luz adormeceu prá Eternidade
Aguarda novas luzes pela frente
Povoa só de flores tua mente
Tens a memória da felicidade...
REGRESSO
Ao Fernando, meu irmão.
Depois de longa caminhada ausente
Em que, longe dos teus, tu padecias
A solidão mais triste dos teus dias
Vens para nós definitivamente...
Sofremos nós também intensamente
A partilhar contigo as agonias
As dores de saudade que sentias
Também saudade e dor eram prá gente...
Agora que teus olhos novamente
Hão de mirar os nossos no presente
O nos olhares procurar abrigo
Atira fora o fardo das lembranças
Vem dividir conosco as esperanças
E retornar prá sempre ao ninho antigo...
14/04/1959
Depois de longa caminhada ausente
Em que, longe dos teus, tu padecias
A solidão mais triste dos teus dias
Vens para nós definitivamente...
Sofremos nós também intensamente
A partilhar contigo as agonias
As dores de saudade que sentias
Também saudade e dor eram prá gente...
Agora que teus olhos novamente
Hão de mirar os nossos no presente
O nos olhares procurar abrigo
Atira fora o fardo das lembranças
Vem dividir conosco as esperanças
E retornar prá sempre ao ninho antigo...
14/04/1959
ESPINHOS E FLORES
À Vera, minha irmã.
Sei que são muitas as cruéis agruras
Por que tu passas neste transe, agora
O silêncio na dor com que torturas
Este teu pobre coração, que chora...
Teu desespero de amor às criaturas
Às quais te dedicaste tanto outrora
Faz-nos pensar que tudo foi-se embora
E tu ficaste só na desventura...
Pensas que a vida terminou o caminho
Que te levaram as aves do teu ninho
É tudo que era teu, fez-se perder
Já crês até que as forças do teu sangue
Se transformaram em saudade exangue
Naquelas que teu ventre fez nascer...
Contudo, saibas que na tua trilha
A luz que agora quase não rebrilha
Guarda um calor intenso a te aquecer...
Jamais morreu num coração de filha
O amor que prende, o amor que maravilha
Que o próprio Criador fez florecer!...
1956
Sei que são muitas as cruéis agruras
Por que tu passas neste transe, agora
O silêncio na dor com que torturas
Este teu pobre coração, que chora...
Teu desespero de amor às criaturas
Às quais te dedicaste tanto outrora
Faz-nos pensar que tudo foi-se embora
E tu ficaste só na desventura...
Pensas que a vida terminou o caminho
Que te levaram as aves do teu ninho
É tudo que era teu, fez-se perder
Já crês até que as forças do teu sangue
Se transformaram em saudade exangue
Naquelas que teu ventre fez nascer...
Contudo, saibas que na tua trilha
A luz que agora quase não rebrilha
Guarda um calor intenso a te aquecer...
Jamais morreu num coração de filha
O amor que prende, o amor que maravilha
Que o próprio Criador fez florecer!...
1956
sábado, 2 de outubro de 2010
ENCANTO
À Nélia, minha mulher
Errei qual peregrino pela vida
No amor busquei viver o coração
Julguei viver, sentir inspiração
Mas o que vejo hoje é despedida...
Agora tenho algo dentro d'alma
Que é bem meu e que só meu será
A força do amor que Deus me dá
Há-de viver a conquistar a palma
E ao te declamar esta mensagem
Eu guardo dentro em mim a tua imagem
Pela sublime visão que ela encerra...
Tenho a ventura de amar-te tanto,
Que chamo o segredo deste encanto
Ganhar, dentro da vida, um Céu na Terra...
Fev. 1951
Errei qual peregrino pela vida
No amor busquei viver o coração
Julguei viver, sentir inspiração
Mas o que vejo hoje é despedida...
Agora tenho algo dentro d'alma
Que é bem meu e que só meu será
A força do amor que Deus me dá
Há-de viver a conquistar a palma
E ao te declamar esta mensagem
Eu guardo dentro em mim a tua imagem
Pela sublime visão que ela encerra...
Tenho a ventura de amar-te tanto,
Que chamo o segredo deste encanto
Ganhar, dentro da vida, um Céu na Terra...
Fev. 1951
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
INSÔNIA - LUZ
Noite vazia, insone desmedida
Silêncio indefinido, solidão
E vai batendo alheio o coração
Numa cadência inospita de vida
O tempo passa, indiferente, frio
Pelo vazio das horas de ninguém
Há que falar, dizer-se, mas, a quem?
Se na expressão tudo é vazio...
A alma então reflete algo profundo
Que na meditação traz lá do fundo
Nas horas de temor e ansiedade
Afasta teu espírito das trevas
Procura a Luz na vida que tu levas
Pois teu caminho é pela eternidade...
Junho, 30. 1981
Silêncio indefinido, solidão
E vai batendo alheio o coração
Numa cadência inospita de vida
O tempo passa, indiferente, frio
Pelo vazio das horas de ninguém
Há que falar, dizer-se, mas, a quem?
Se na expressão tudo é vazio...
A alma então reflete algo profundo
Que na meditação traz lá do fundo
Nas horas de temor e ansiedade
Afasta teu espírito das trevas
Procura a Luz na vida que tu levas
Pois teu caminho é pela eternidade...
Junho, 30. 1981
DESCANSO ETERNO
Quando a luz do grande sol descansa
E a escuridão da noite chega imensa
Recolhe o homem como recompensa
A hora do repouso e da esperança
Os sonhos do porvir acalentados
Em instantes de meditação na vida
São bálsamo sereno à dor sentida
Pelos embates que foram sustentados
E creio que no dia derradeiro
Em que o sol da vida por inteiro
Se apagar na escuridão, tal sorte
Nos propiciará nosso repouso
Em recompensa tão grande que eu já ouso
Dizer que é bem maior que a própria morte...
Março,19. 1983
E a escuridão da noite chega imensa
Recolhe o homem como recompensa
A hora do repouso e da esperança
Os sonhos do porvir acalentados
Em instantes de meditação na vida
São bálsamo sereno à dor sentida
Pelos embates que foram sustentados
E creio que no dia derradeiro
Em que o sol da vida por inteiro
Se apagar na escuridão, tal sorte
Nos propiciará nosso repouso
Em recompensa tão grande que eu já ouso
Dizer que é bem maior que a própria morte...
Março,19. 1983
CORES DA VIDA
Fiz envolver o teu olhar tão triste
Numa neblina azul que era saudade
E o reflexo da meia-claridade
Recrudesceu-me o amor que entreviste...
O teu olhar no meu, um só caminho
Lembrança, amor, silêncio, intimidade
Quebrando as margens, a realidade
De flores mortas onde restam espinhos
Fiz envolver o meu olhar sentido
Numa neblina rosa que era olvido
Visando a pintar tudo de cinzento
E eis a madrugada em colorido
Desperta a passarada em alarido
Mostrando o eterno sol no firmamento...
Março,15.1983
Numa neblina azul que era saudade
E o reflexo da meia-claridade
Recrudesceu-me o amor que entreviste...
O teu olhar no meu, um só caminho
Lembrança, amor, silêncio, intimidade
Quebrando as margens, a realidade
De flores mortas onde restam espinhos
Fiz envolver o meu olhar sentido
Numa neblina rosa que era olvido
Visando a pintar tudo de cinzento
E eis a madrugada em colorido
Desperta a passarada em alarido
Mostrando o eterno sol no firmamento...
Março,15.1983
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