sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DESCANSO ETERNO

Quando a luz do grande sol descansa
E a escuridão da noite chega imensa
Recolhe o homem como recompensa
A hora do repouso e da esperança

Os sonhos do porvir acalentados
Em instantes de meditação na vida
São bálsamo sereno à dor sentida
Pelos embates que foram sustentados

E creio que no dia derradeiro
Em que o sol da vida por inteiro
Se apagar na escuridão, tal sorte

Nos propiciará nosso repouso
Em recompensa tão grande que eu já ouso
Dizer que é bem maior que a própria morte...


Março,19. 1983

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