Ao meu tio Fernando Falcão
Quão brutalmente crua a morte se apresenta
Quando o véu negro da noite ela descerra
Com que estranha angústia ela, sedenta,
Espalha as suas sombras sobre a terra.
É dolorosa a noite quando a morte
Penetra no receio da família
Com que frieza inunda a triste sorte
Daqueles que soluçam na vigília...
E para aquele que olhar alteia
Ao vislumbrar que a madrugada é dia
Como é duro e cruel o desencanto
Sentir que a vida já se fez alheia
E que prossegue indiferente e fria
Sem escutar sequer aquele pranto...
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