segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ADEUS, AMIGO

A Carlos de Vicenzi.

Adeus Carlos amigo, foste embora
Tu vais cedo e já viveste tanto!...
Há um alegria incontida neste pranto
Quando me lembro o que foste outrora...

Eras um passaro-pai na primavera...
Estuante de amor e de bondade
Teu filho e tu tiveram e mesma idade
Numa composição feliz que nem quimera...

Partes de vez, a gente parte um dia
Deixando atraz amigos e saudades
levas a Deus a tua simpatia
Deixas conosco a tua mocidade!...

Adeus, Carlos amigo, vai-te embora
Não há o que fazer - foi o Destino
O teu ultimo desejo já sabemos
É que cuidemos bem do teu menino...

Pois olha Carlos, eu te digo logo
O teu menino agora é como nós
Cresceu também contigo na na idade
E há de resistir à dor atroz

Parte tranqüilo, pois fizeste um homem
Que há-de confortar - é bem verade
À tua esposa e à tua filha
Nesta terrível e cruel saudade!...

Adeus, Carlos amigo, vai-te embora
Infelizmente temos que esperar
Mas não faz mal vamos batendo bola
lembrando-nos de ti no Itanhangá...

Quem sabe, lá no Céu há um Gávea...
Onde se joga todo dia o par...
A honra é tua, Carlos, vai-te embora...
Outras partidas nós vamos jogar!...

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