A Manuel Rosemburgo
Foste vergado ao peso da degraça
Que sobre ti se abateu um dia
Sofreste um golpe rude em demasia
Para uma vida outrora já sem jaça
Eras feliz com tua filha amada
Que a ti dava tudo que querias
Amor, conforto, doces loucanias
E, de repente, tudo virou nada...
Vives agora da dor, em agonia
Que te maltrata sempre todo dia
Como se Deus tivesse esquecido...
Tem paciência e Fé, segue adiante
O teu risonho Céu não está distante
Deus recompensa o coração sofrido...
Dezembro. 1978
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