A mão de Deus por certo foi autora
Dessa belíssima reposição,
Que pelas cordas febris de um violão
Conta uma história sutil e imorredoura
Os acordes tristonhos da saudade,
Que inundam nossos olhos de tristeza,
Revestem todo o triste de beleza,
Fazem nascer da dor, a felicidade.
Talvez, por isso, a criação na arte
Que o homem tem, mas com Deus reparte
Pelo divino de sua tessitura
Uma lição profunda nos revela
Fazendo-nos sentir mesmo por ela
Que o prémio vem da própria desventura
18/12/1983
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