Noite vazia, insone desmedida
Silêncio indefinido, solidão
E vai batendo alheio o coração
Numa cadência inospita de vida
O tempo passa, indiferente, frio
Pelo vazio das horas de ninguém
Há que falar, dizer-se, mas, a quem?
Se na expressão tudo é vazio...
A alma então reflete algo profundo
Que na meditação traz lá do fundo
Nas horas de temor e ansiedade
Afasta teu espírito das trevas
Procura a Luz na vida que tu levas
Pois teu caminho é pela eternidade...
Junho, 30. 1981
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