Estou com 46 anos. Faço hoje.
Quarenta e seis não é pouco, mas está leve
Não sei se a vida vais ser longa
O que importa a mim, é que se serve...
Uma porção de vezes fui a fossa,
Não faz mal, já não me lembro delas
Prefiro recordar coisas belas
Pois uma porção de vezes fui a elas...
Olho prá traz e digo: foi bacana?
Pode até ser que não - mas eu gostei
Foi esse jeito de ser, que encontrei
O condicionamento pobre de ser rei...
Sigo o caminho além, no rumo a Morte
Que é a coisa mais fatal e verdadeira
Não há razão qualquer prá tremedeira
Se sou juiz de como me comporte
Há quem me diga que, talvez, a gente
Tenha alguns regressos novamente
A este vale de lágrimas azuis
Temos de cumprir, já está assente
O inarredável destino conseqüente
Que a Mão Sabia e Suprema nos conduz
Não temo,pois,irmãos,vamos em frente...
Regressos há? Não sei, mas a verdade
É que eu sinto uma necessidade
De acreditar que alguém estará presente,
Deitando absoluta Luz eu lhes confesso
Não só na morte, na vida ou no regresso
Mas na verdade de tudo eternamente...
13/04/1971
domingo, 30 de maio de 2010
Gandhi
Foste súdito de império poderoso
Que à tua terra impos ao seu comando
Sentiste a vilania do desmando
Sobre teu povo puro e dadivoso
Qual planta tenra havida em franca terra
Uniste aos teus irmãos teu sofrimento
Colheste os espinhos do tormento
Que com esta tua paz, levaste a guerra
Com as armas da Justiça e do Direito
Municiadas de amor e paciência
Ofereceste passiva resistência
Ao opressor cruel e contrafeito
Sereno e humilde como a natureza
Mostraste ao mundo a força da verdade:
Que há digno desempenho na humildade
E que, na pequenez, há uma grandeza
Em longa e pertinaz perseverança
Foste vencendo as lutas com o inimigo
E qual irmão, ou pai, ou como amigo
Ao povo teu levaste a esperança
Liberta a Pátria e admirado no mundo
Teu nome então tornou-se legendário
A fé no coração era um sacrário
De frases e princípios, tão fecundo
Um dia como sói a todo génio
Que tem uma eternidade como prémio
Veio o destino eterno se cumprir
Tiro cruel em ti foi disparado
O bom nome de Deus foi teu brado
E - "Grande Alma" - entraste em teu porvir...
14/04/1983
Que à tua terra impos ao seu comando
Sentiste a vilania do desmando
Sobre teu povo puro e dadivoso
Qual planta tenra havida em franca terra
Uniste aos teus irmãos teu sofrimento
Colheste os espinhos do tormento
Que com esta tua paz, levaste a guerra
Com as armas da Justiça e do Direito
Municiadas de amor e paciência
Ofereceste passiva resistência
Ao opressor cruel e contrafeito
Sereno e humilde como a natureza
Mostraste ao mundo a força da verdade:
Que há digno desempenho na humildade
E que, na pequenez, há uma grandeza
Em longa e pertinaz perseverança
Foste vencendo as lutas com o inimigo
E qual irmão, ou pai, ou como amigo
Ao povo teu levaste a esperança
Liberta a Pátria e admirado no mundo
Teu nome então tornou-se legendário
A fé no coração era um sacrário
De frases e princípios, tão fecundo
Um dia como sói a todo génio
Que tem uma eternidade como prémio
Veio o destino eterno se cumprir
Tiro cruel em ti foi disparado
O bom nome de Deus foi teu brado
E - "Grande Alma" - entraste em teu porvir...
14/04/1983
Arte Criação
A mão de Deus por certo foi autora
Dessa belíssima reposição,
Que pelas cordas febris de um violão
Conta uma história sutil e imorredoura
Os acordes tristonhos da saudade,
Que inundam nossos olhos de tristeza,
Revestem todo o triste de beleza,
Fazem nascer da dor, a felicidade.
Talvez, por isso, a criação na arte
Que o homem tem, mas com Deus reparte
Pelo divino de sua tessitura
Uma lição profunda nos revela
Fazendo-nos sentir mesmo por ela
Que o prémio vem da própria desventura
18/12/1983
Dessa belíssima reposição,
Que pelas cordas febris de um violão
Conta uma história sutil e imorredoura
Os acordes tristonhos da saudade,
Que inundam nossos olhos de tristeza,
Revestem todo o triste de beleza,
Fazem nascer da dor, a felicidade.
Talvez, por isso, a criação na arte
Que o homem tem, mas com Deus reparte
Pelo divino de sua tessitura
Uma lição profunda nos revela
Fazendo-nos sentir mesmo por ela
Que o prémio vem da própria desventura
18/12/1983
Dualidade
Ao labutar diário segue-se o repouso
Após a tempestade instala-se a bonança
Da escuridão da noite: o sol radioso
Do ventre que esperou, sofreu, nasce a criança
Do que fora o carvão se opera o diamante
Da áspera lagarta nasce a borboleta
Do estrume pelo chão virá a violeta
No firmamento escuro. a estrela cintilante
Se comedido o mal, após dá-se o remorso
Ante a dificuldade mesmo é que me esforço
Se a dúvida me assalta é que busco a verdade
Por isso é que me rendo ás coisas dessa vida,
Buscando a conciência clara e definida
De que após a morte surge a Eternidade
04/02/1984
Após a tempestade instala-se a bonança
Da escuridão da noite: o sol radioso
Do ventre que esperou, sofreu, nasce a criança
Do que fora o carvão se opera o diamante
Da áspera lagarta nasce a borboleta
Do estrume pelo chão virá a violeta
No firmamento escuro. a estrela cintilante
Se comedido o mal, após dá-se o remorso
Ante a dificuldade mesmo é que me esforço
Se a dúvida me assalta é que busco a verdade
Por isso é que me rendo ás coisas dessa vida,
Buscando a conciência clara e definida
De que após a morte surge a Eternidade
04/02/1984
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Natura Animae
Que coisa linda esses meus olhos vêem
Quando olham a natureza em seu redor
A grandiosa visão sabem de cor
A transcendência divina antevêem
Que sutil matéria constituiem
Os elementos que encantam meus olhares?
Que em energia esplendem pelos ares
E em vibrações constantes me possuem
O estado de contemplação tão puro
É algo tão forte eu asseguro,
Que escapa ao meu poder de descrição
A mente o realiza na memória,
O espírito o situa na história
Das coisas gratas ao meu coração...
Janeiro - 1984
Quando olham a natureza em seu redor
A grandiosa visão sabem de cor
A transcendência divina antevêem
Que sutil matéria constituiem
Os elementos que encantam meus olhares?
Que em energia esplendem pelos ares
E em vibrações constantes me possuem
O estado de contemplação tão puro
É algo tão forte eu asseguro,
Que escapa ao meu poder de descrição
A mente o realiza na memória,
O espírito o situa na história
Das coisas gratas ao meu coração...
Janeiro - 1984
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Anima Transcendentis
Estava o poeta a divagar distante
Em sonhos sobre a vida e a existência
Era-lhe grata aquela experiência
De devaneio incerto e intinerante
É a poesia arte dos sentidos
Que traça fina e hábil tessitura
Vivendo a loucania ou a desventura
Em cantos sútilmente percebidos
E o poeta de alma mensageira
Percebe então que transcendeu à vida
Alçou um vôo na área desmedida
Dá dimensão eterna e sem fronteira
Refluiu dentro do ser um estremeço
De dúvida espanto e ansiedade
É o absoluto? E a relatividade?
Esta visão tamanha, eu não conheço...
Esvai-se-lhe alma pelo espaço
Como a refurgiar-se da incerteza
A inopinada sensação é presa,
Que busca um ponto,um bálsamo,um regaço
E eis que então inopinadamente
Sua alma se aprofunda intensamente
Num mergulho de paz interior
Não há mais sensações nada mais sente
Tudo se transforma inteiramente
Em um silêncio imenso e acolhedor
Estranhamente para qualquer vida
Não há espaço ou tempo,nem medida
Não existe leste,oeste,sul ou norte
A vibração que existe é força nova
Que lhe chegou qual derradeira prova
De ser maior que a vida e a própria morte...
Março - 1985
Em sonhos sobre a vida e a existência
Era-lhe grata aquela experiência
De devaneio incerto e intinerante
É a poesia arte dos sentidos
Que traça fina e hábil tessitura
Vivendo a loucania ou a desventura
Em cantos sútilmente percebidos
E o poeta de alma mensageira
Percebe então que transcendeu à vida
Alçou um vôo na área desmedida
Dá dimensão eterna e sem fronteira
Refluiu dentro do ser um estremeço
De dúvida espanto e ansiedade
É o absoluto? E a relatividade?
Esta visão tamanha, eu não conheço...
Esvai-se-lhe alma pelo espaço
Como a refurgiar-se da incerteza
A inopinada sensação é presa,
Que busca um ponto,um bálsamo,um regaço
E eis que então inopinadamente
Sua alma se aprofunda intensamente
Num mergulho de paz interior
Não há mais sensações nada mais sente
Tudo se transforma inteiramente
Em um silêncio imenso e acolhedor
Estranhamente para qualquer vida
Não há espaço ou tempo,nem medida
Não existe leste,oeste,sul ou norte
A vibração que existe é força nova
Que lhe chegou qual derradeira prova
De ser maior que a vida e a própria morte...
Março - 1985
O Universo e o Pão
As atribulações da vida humana
Que se debate em busca de conquista
Parece renegar o fatalista
Que julga ser a luta inglória e insana
Quantos valores de vida são cantados
Quantas riquezas de fazem perseguidas
A Glória e o poder em tantas vidas
São prêmios e ideais arrebatados
Os jovens no acesso da existência
Na escalada ainda da disputa
Mal se apercebem que ao final da luta
Hão de colher efêrmera sequência
E nós que partiremos dentro em breve
Para um lugar que hoje se descreve
Como um espaço interno e sem fronteiras
Que providências tomar nesta viagem
Cujo passado é apenas a bagagem
Para o futuro da vida verdadeira?...
20/12/1983
Que se debate em busca de conquista
Parece renegar o fatalista
Que julga ser a luta inglória e insana
Quantos valores de vida são cantados
Quantas riquezas de fazem perseguidas
A Glória e o poder em tantas vidas
São prêmios e ideais arrebatados
Os jovens no acesso da existência
Na escalada ainda da disputa
Mal se apercebem que ao final da luta
Hão de colher efêrmera sequência
E nós que partiremos dentro em breve
Para um lugar que hoje se descreve
Como um espaço interno e sem fronteiras
Que providências tomar nesta viagem
Cujo passado é apenas a bagagem
Para o futuro da vida verdadeira?...
20/12/1983
Os Misteriosos Desígnios de Deus
À Tancredo Neves
Chamou-te a Pátria em gesto derradeiro
Para uma nobre missão que te cumpria
O povo brasileiro já antevia
Que assomavas líder verdadeiro
Lutaste muito em tua caminhada
Até o momento final de teu triunfo
Guardaste dentro d'alma aquele trunfo
De resistência sutil e obstinada
E quando o corpo combalido e tenso
Sofreu desgaste pertinaz, imenso
Devias ter sustado os teus caminhos
Mas a tua alma forte e grandiosa
Na ânsia de servir tornou-se rosa
E da beleza só restaram espinhos...
14/04/1985
Chamou-te a Pátria em gesto derradeiro
Para uma nobre missão que te cumpria
O povo brasileiro já antevia
Que assomavas líder verdadeiro
Lutaste muito em tua caminhada
Até o momento final de teu triunfo
Guardaste dentro d'alma aquele trunfo
De resistência sutil e obstinada
E quando o corpo combalido e tenso
Sofreu desgaste pertinaz, imenso
Devias ter sustado os teus caminhos
Mas a tua alma forte e grandiosa
Na ânsia de servir tornou-se rosa
E da beleza só restaram espinhos...
14/04/1985
domingo, 23 de maio de 2010
Balada Simples da Pobreza e da Caridade
(Episódio verídico)
Terezinha uma favelada, pobre e danada,
Que vive triste, de pé no chão, velhinha, meio aleijada
Perdeu o marido a pouco tempo
Tá com saudade, Está com fome, está sofrendo
No coração.
Mas Terezinha é fervorosa, é resignada
Ela mora na favela, mas perto dela
Tem um Centro Espírita, bem pobre e simples
Que cuida dela, com pouca ração
Ela sobe os sessenta degruas nas quartas feiras
E passa horas inteira pedindo ajuda e conforto
Que a "Vovó Maria Antonia" lhe dá de coração.
Quando ela vai sair, aguarda uma alma
Caridosa que lhe dê uma patacas
Pra comprar arroz e feijão
E aparece alguém sempre na hora certa
De saida dá-lhe um dinheirinho e
A leva pela mão, descendo as escadas sem corrimão.
Ouve-lhe a história triste de quem não tem nada
Leva uma vida saudosa, desgraçada
"Não come carne a um tempão"...
Aí a alma caridosa e cheia de júbilo
Lhe estende a mão. Leva a paciente de
Automovél até a favela. Cuida dela
Dá-lhe um bom dinheirinho .Um castelo
Mais um barão e meio. Pra carne, pro
Arroz e feijão..
A pessoa que lhe amparou, que carregou
Até a favela está jubilosa e feliz
Da vida, porque fez uma caridade com
Muita emoção.
Aí, na hora da despedida,
Terezinha feliz a vida, olha encabulada
E comenta meio calada, que está confortada
Mas"deu tanto trabalho àquele cidadão"...
Olha pro olhos dele e vê que o homem
Está chorando de alegria e satisfação
Terezinha, sem saber, deu uma felicidade
Enorme àquele cidadão...
E ele, baixinho, enxuga a lágrima
Cristalina ,que lhe desceu os olhos.
Agradece à Espiritualidade aquela ocasião...
Fazer o bem,a alguém tão pobrezinha
Tão humilde, tão quietinha
É algo tão belo que não tem descrição
E o homem feliz, volta a sua casa
Cheio de amor fé, e de esperança
E caridade
Porque naquela idade, naquela cidade
Encontrou uma oportunidade de
Praticar a caridade, com dinheiro e
Com o coração...
E agradeceu a Deus, sinceramente
Comovidamente, deseperadamente
Porque tinha precisão.
Estava de alma lavada. Terezinha
Fora amparada, ajudada e alimentada
Com toda razão
Obrigado, meu Deus, por esta
Alegria, por essa benção, por aquela
Emoção:
Não vai esquecer nunca, desta vez
Acertou em cheio.Não tem receio
O peito está cheio de satisfação
Terezinha vai dormir com os anjos
E ele também. tudo Bem!
Terezinha uma favelada, pobre e danada,
Que vive triste, de pé no chão, velhinha, meio aleijada
Perdeu o marido a pouco tempo
Tá com saudade, Está com fome, está sofrendo
No coração.
Mas Terezinha é fervorosa, é resignada
Ela mora na favela, mas perto dela
Tem um Centro Espírita, bem pobre e simples
Que cuida dela, com pouca ração
Ela sobe os sessenta degruas nas quartas feiras
E passa horas inteira pedindo ajuda e conforto
Que a "Vovó Maria Antonia" lhe dá de coração.
Quando ela vai sair, aguarda uma alma
Caridosa que lhe dê uma patacas
Pra comprar arroz e feijão
E aparece alguém sempre na hora certa
De saida dá-lhe um dinheirinho e
A leva pela mão, descendo as escadas sem corrimão.
Ouve-lhe a história triste de quem não tem nada
Leva uma vida saudosa, desgraçada
"Não come carne a um tempão"...
Aí a alma caridosa e cheia de júbilo
Lhe estende a mão. Leva a paciente de
Automovél até a favela. Cuida dela
Dá-lhe um bom dinheirinho .Um castelo
Mais um barão e meio. Pra carne, pro
Arroz e feijão..
A pessoa que lhe amparou, que carregou
Até a favela está jubilosa e feliz
Da vida, porque fez uma caridade com
Muita emoção.
Aí, na hora da despedida,
Terezinha feliz a vida, olha encabulada
E comenta meio calada, que está confortada
Mas"deu tanto trabalho àquele cidadão"...
Olha pro olhos dele e vê que o homem
Está chorando de alegria e satisfação
Terezinha, sem saber, deu uma felicidade
Enorme àquele cidadão...
E ele, baixinho, enxuga a lágrima
Cristalina ,que lhe desceu os olhos.
Agradece à Espiritualidade aquela ocasião...
Fazer o bem,a alguém tão pobrezinha
Tão humilde, tão quietinha
É algo tão belo que não tem descrição
E o homem feliz, volta a sua casa
Cheio de amor fé, e de esperança
E caridade
Porque naquela idade, naquela cidade
Encontrou uma oportunidade de
Praticar a caridade, com dinheiro e
Com o coração...
E agradeceu a Deus, sinceramente
Comovidamente, deseperadamente
Porque tinha precisão.
Estava de alma lavada. Terezinha
Fora amparada, ajudada e alimentada
Com toda razão
Obrigado, meu Deus, por esta
Alegria, por essa benção, por aquela
Emoção:
Não vai esquecer nunca, desta vez
Acertou em cheio.Não tem receio
O peito está cheio de satisfação
Terezinha vai dormir com os anjos
E ele também. tudo Bem!
"Matina Solaris"
Nasce a manhã tranquila e majestosa
Silente e tão serena esta beleza
Da existência divina é a certeza
Que envolve a terra doce e graciosa
O rosa e o azul alegram o firmamento
Num penetrante clarão de alegria
Que bem aventurança é a primazia
De ver-se a madrugada, este, momento
Seria bom dizer-se ao homem triste,
Que nem mais crê que o Criador existe
E vive mergulhado na escuridão:
- Levanta teu olhar na madrugada
Tua alma inteira fica renovada
E o sol vai iluminar-te o coração!
Silente e tão serena esta beleza
Da existência divina é a certeza
Que envolve a terra doce e graciosa
O rosa e o azul alegram o firmamento
Num penetrante clarão de alegria
Que bem aventurança é a primazia
De ver-se a madrugada, este, momento
Seria bom dizer-se ao homem triste,
Que nem mais crê que o Criador existe
E vive mergulhado na escuridão:
- Levanta teu olhar na madrugada
Tua alma inteira fica renovada
E o sol vai iluminar-te o coração!
Cosmos Ratio
Analizando bem, eis que me sinto
Um ser que existe, vive e que palpita
Ao magoar-se a carne, impreca e grita
Se o mal me defrontra, não consinto
Elevo meu olhar, quando a beleza
Inunda de prazer os meus sentidos
Todos os meus atos são sempre cometidos
Em dimensões que buscam uma grandeza
O espírito e a matéria estão ligados
Numa harmonia sutil e progressiva
Não pode haver razão mais conclusiva
A me julgar um bem-aquinhoado
Se o sofrimento abate-me a jornada
Lições eu colho pelo meu caminho
Em experiências tidas eu alinho
Explicações à morte atormentada
Enquanto a vida educa a inteligência
Dando-me ainda fados bem felizes
Sinto em meus pés a força das raízes
Nos sonhos, o aroma das essências
Não possso, pois,ser justo se aceito
A tese dos que habitam contarfeitos
Um vale só em lágrimas imerso
Pois em que pese a efêmera existência
De males e de bens por incumbência
Nós somos a centelha do Universo...
19/06/1983
Um ser que existe, vive e que palpita
Ao magoar-se a carne, impreca e grita
Se o mal me defrontra, não consinto
Elevo meu olhar, quando a beleza
Inunda de prazer os meus sentidos
Todos os meus atos são sempre cometidos
Em dimensões que buscam uma grandeza
O espírito e a matéria estão ligados
Numa harmonia sutil e progressiva
Não pode haver razão mais conclusiva
A me julgar um bem-aquinhoado
Se o sofrimento abate-me a jornada
Lições eu colho pelo meu caminho
Em experiências tidas eu alinho
Explicações à morte atormentada
Enquanto a vida educa a inteligência
Dando-me ainda fados bem felizes
Sinto em meus pés a força das raízes
Nos sonhos, o aroma das essências
Não possso, pois,ser justo se aceito
A tese dos que habitam contarfeitos
Um vale só em lágrimas imerso
Pois em que pese a efêmera existência
De males e de bens por incumbência
Nós somos a centelha do Universo...
19/06/1983
Yoga-San PWRF
Eu me integrei a ti, ó natureza
Na mansidão do tempo que caminha
Tua cadência da vida agora é minha
Em magistral e íntima certeza...
Eu sou como a estrela que cintila
Na grandiosa distância do Universo
Eu sou a inspiração sutil do verso
Que estraçalha a alma sem ferí-la...
Eu sou tal qual a ave que gorjeia
Em cântico estridente de alegria
Eu sinto o cristalino da água fria
Que vem na espuma mergulhar na areia
Eu sinto a bruma doce das cascatas
Que explodem sobre as pedras seu fragor
Eu sinto dentro de mim todo esplendor
Do verde rutilante dessas matas...
Eu desço alegre pelas corredeiras
Num desabar de pintos e matizes
Eu me agaro também pelas raízes
Das árvores que se banham nas ribeiras...
Eu sou como a gaivota que flutua
No espaço azul dos ventos permanentes
Eu adormeço também tão docemente
Como adormece, à noite, a luz da Lua...
Eu sou como a paisagem que derrama
Todas as cores do Céu no entardecer
Em mim mora a palavra que declama
O verso da saudade a reviver...
A na grandeza azul do firmamento
Cujo o mistério o espaço não desvenda
Eu espero que minha alma se distenda
Até tornar eterno este momento...
Na mansidão do tempo que caminha
Tua cadência da vida agora é minha
Em magistral e íntima certeza...
Eu sou como a estrela que cintila
Na grandiosa distância do Universo
Eu sou a inspiração sutil do verso
Que estraçalha a alma sem ferí-la...
Eu sou tal qual a ave que gorjeia
Em cântico estridente de alegria
Eu sinto o cristalino da água fria
Que vem na espuma mergulhar na areia
Eu sinto a bruma doce das cascatas
Que explodem sobre as pedras seu fragor
Eu sinto dentro de mim todo esplendor
Do verde rutilante dessas matas...
Eu desço alegre pelas corredeiras
Num desabar de pintos e matizes
Eu me agaro também pelas raízes
Das árvores que se banham nas ribeiras...
Eu sou como a gaivota que flutua
No espaço azul dos ventos permanentes
Eu adormeço também tão docemente
Como adormece, à noite, a luz da Lua...
Eu sou como a paisagem que derrama
Todas as cores do Céu no entardecer
Em mim mora a palavra que declama
O verso da saudade a reviver...
A na grandeza azul do firmamento
Cujo o mistério o espaço não desvenda
Eu espero que minha alma se distenda
Até tornar eterno este momento...
Ângulo do Poeta
Culivem a alegria, a bondade, o amor
A vida é feita de beleza
À imagem e semelhança da natureza.
Cultivem o bom senso, a paz, a paciência
A esperança é disto conseqüencia
Os melhores dias virão a quem espera
Ter senso de amar, de cultivar a quimera
Ver nascer os frutos de uma grande paixão
A vida é feita também com o coração
De quem ama mesmo a primavera
Quem gosta do belo
Inunda sua alma de esplendor
Ao admirar a natureza
Com intensidade, certeza
De que tudo foi feito por Deus
Os dons são nossos,são meus, são teus
As Dádivas tuas, minhas, do mundo,
São um tesouro fantástico, fecundo
Que o homem se esquece de perceber
Debate-se, luta, lamenta-se, chora
Queixa-se, abate-se, perde-se e então deplora
Porque ele não para prá poder viver...
05/01/1981
A vida é feita de beleza
À imagem e semelhança da natureza.
Cultivem o bom senso, a paz, a paciência
A esperança é disto conseqüencia
Os melhores dias virão a quem espera
Ter senso de amar, de cultivar a quimera
Ver nascer os frutos de uma grande paixão
A vida é feita também com o coração
De quem ama mesmo a primavera
Quem gosta do belo
Inunda sua alma de esplendor
Ao admirar a natureza
Com intensidade, certeza
De que tudo foi feito por Deus
Os dons são nossos,são meus, são teus
As Dádivas tuas, minhas, do mundo,
São um tesouro fantástico, fecundo
Que o homem se esquece de perceber
Debate-se, luta, lamenta-se, chora
Queixa-se, abate-se, perde-se e então deplora
Porque ele não para prá poder viver...
05/01/1981
Momentos de Paz
Quando a tarde ensolarada desfalece
Nas cores transbordantes do descanso
Eu fico na varanda - este remanso,
Pensando em coisas que jamais se esquece
O horizonte azul ao longe me cativa
Numa saudade de amor à natureza
Que aos pouco vai morrendo na certeza
De que amanhã de novo será rediviva.
A mansidão do mar é um sentimento
Que inunda a minha alma de conforto
A praia tão longuínqua é o meu porto
Onde atraco silente o meu momento.
Eu fico agradecendo à vida
Que oferece ao mundo essa beleza
Tão simples, e de tão clara singeleza
A embalar-me a vista enternecida
Deste poeta da vida e da verdade
Cuja única e sincera ansiedade
Na mansa espera de que se faz guarida
É um sussurrar contínuo de alegria
Ao defrontar-se com tanta loucania
E proclamar que o belo e o verdadeiro
São os momentos de paz e harmonia...
02/01/1981
Nas cores transbordantes do descanso
Eu fico na varanda - este remanso,
Pensando em coisas que jamais se esquece
O horizonte azul ao longe me cativa
Numa saudade de amor à natureza
Que aos pouco vai morrendo na certeza
De que amanhã de novo será rediviva.
A mansidão do mar é um sentimento
Que inunda a minha alma de conforto
A praia tão longuínqua é o meu porto
Onde atraco silente o meu momento.
Eu fico agradecendo à vida
Que oferece ao mundo essa beleza
Tão simples, e de tão clara singeleza
A embalar-me a vista enternecida
Deste poeta da vida e da verdade
Cuja única e sincera ansiedade
Na mansa espera de que se faz guarida
É um sussurrar contínuo de alegria
Ao defrontar-se com tanta loucania
E proclamar que o belo e o verdadeiro
São os momentos de paz e harmonia...
02/01/1981
Flumen Vitae
Sou como um rio que passa
Pela vida a versejar
Escorro em leito sereno
Não tenho pressa de chegar
Sei que o destino é ameno
Se souber me conduzir
Deixo que Deus me conduza
Ao merecido porvir.
Nasci da fonte escondida
Na escuridão da floresta
O mato em deu guarida
O sol encheu-se de festa.
Desci dos rochedos distantes
Uni-me a vários irmãos
Os afluentes são rios
Que na vida dão-se as mãos...
Sou barrento e cristalino
Sou ancião, fui menino
Um dia vou terminar,
Prossigo pois meu destino
Em meu leito me confino
E me deixo desligar...
Brotei do fundo da terra
Um dia Deus me desterra
Na imensidão do meu mar...
Agosto, 1983
Pela vida a versejar
Escorro em leito sereno
Não tenho pressa de chegar
Sei que o destino é ameno
Se souber me conduzir
Deixo que Deus me conduza
Ao merecido porvir.
Nasci da fonte escondida
Na escuridão da floresta
O mato em deu guarida
O sol encheu-se de festa.
Desci dos rochedos distantes
Uni-me a vários irmãos
Os afluentes são rios
Que na vida dão-se as mãos...
Sou barrento e cristalino
Sou ancião, fui menino
Um dia vou terminar,
Prossigo pois meu destino
Em meu leito me confino
E me deixo desligar...
Brotei do fundo da terra
Um dia Deus me desterra
Na imensidão do meu mar...
Agosto, 1983
Minuto Eterno
Deslisa a vida pela noite escura
No majestoso silêncio do descanso
O ritmo de tudo escorre manso
Em vibração serena de ternura
Dormem os pássaros pela cercania
O mar se espraia doce nas areias
O sangue flui tranqüilo em nossas veias
A brisa fresca nos acaricia
Parece que o mundo inteiro dorme
A voz do nada emite o seu informe:
Há sensação de paz, tranqüilidade
E eu aqui, sereno, vou sentindo
Que este silêncio, grande, enorme, lindo,
É um uminuto sutil de Eternidade...
20/12/1983
No majestoso silêncio do descanso
O ritmo de tudo escorre manso
Em vibração serena de ternura
Dormem os pássaros pela cercania
O mar se espraia doce nas areias
O sangue flui tranqüilo em nossas veias
A brisa fresca nos acaricia
Parece que o mundo inteiro dorme
A voz do nada emite o seu informe:
Há sensação de paz, tranqüilidade
E eu aqui, sereno, vou sentindo
Que este silêncio, grande, enorme, lindo,
É um uminuto sutil de Eternidade...
20/12/1983
Psicoaudiência Decisiva
À Celia
Esta santa mulher, que tu conheces,
De tantas criaturas mensageira,
Trouxe-te a mim, de forma tão certeira,
Que hoje eu sei, meu pai, que não me esqueces.
Carente que eu estava de uma prova
De que teu amor por mim inda existia
Sereno eu aguardava que, um dia
Viesse a intimidade, que comprova.
Com que surpresa, então, eis que tu "chegas"
E, carinhosamente, me aconchegas
Com um apelido com que me tratavas
E, ante minha mulher e nosso filho,
Que herdou teu nome, a inteligência e o brilho
Fizeste-me sentir quão perto estavas...
06/10/1984
Esta santa mulher, que tu conheces,
De tantas criaturas mensageira,
Trouxe-te a mim, de forma tão certeira,
Que hoje eu sei, meu pai, que não me esqueces.
Carente que eu estava de uma prova
De que teu amor por mim inda existia
Sereno eu aguardava que, um dia
Viesse a intimidade, que comprova.
Com que surpresa, então, eis que tu "chegas"
E, carinhosamente, me aconchegas
Com um apelido com que me tratavas
E, ante minha mulher e nosso filho,
Que herdou teu nome, a inteligência e o brilho
Fizeste-me sentir quão perto estavas...
06/10/1984
sábado, 22 de maio de 2010
A Certeza da Fé
A meu pai Waldemar Falcão
Arvore frondosa cedo sucumbiste
Com ramos verdejantes e seiva generosa.
Metade de seu tronco,entre saudosa e triste
Ficou-nos como sombria terna carinhosa
Do verde de teus ramos florecem tantos
Botões de simpatia, plenos de afetos,
A alegrar os dias da Vovó com os netos,
Pois que geraram flores, cheias de encantos
Refaz-se pois o tronco em meio dividida,
Tornamdo-se frondosa e plena de esperanças
De um dia unir-se a ti,de novo, em nova vida...
E, juntos vocês dois, viverem das lembranças...
Aqui estaremos nós, a luz de teus olhares,
Que há de abençoar, prá sempre, os nossos lares
O exemplo que tu foste nos gerou saudades
Saudade que contudo, sabe-se tão perto
O "mestre" Paulo ouviu-te, a frase - é certo!
E qual Saulo, em Damasco, ouviu eternidades...
06/10/1984
Arvore frondosa cedo sucumbiste
Com ramos verdejantes e seiva generosa.
Metade de seu tronco,entre saudosa e triste
Ficou-nos como sombria terna carinhosa
Do verde de teus ramos florecem tantos
Botões de simpatia, plenos de afetos,
A alegrar os dias da Vovó com os netos,
Pois que geraram flores, cheias de encantos
Refaz-se pois o tronco em meio dividida,
Tornamdo-se frondosa e plena de esperanças
De um dia unir-se a ti,de novo, em nova vida...
E, juntos vocês dois, viverem das lembranças...
Aqui estaremos nós, a luz de teus olhares,
Que há de abençoar, prá sempre, os nossos lares
O exemplo que tu foste nos gerou saudades
Saudade que contudo, sabe-se tão perto
O "mestre" Paulo ouviu-te, a frase - é certo!
E qual Saulo, em Damasco, ouviu eternidades...
06/10/1984
A Meus Filhos
As vezes fico a pensar comigo
Se dei a vocês cinco o que devia
E na séria missão que me cumpria
Eu soube ser um verdadeiro amigo?
De bens materiais e de carinho
Dei tudo que alcançou meu desempenho
Fui um batalhador bravo e ferrenho
A remover-lhe pedras no caminho
Contudo uma preocupação me aflige
E a minha conciência ora me exige
Que uma verdade seja posta em pé
Gozem o romance feliz que há na vida
Mas com trabalho e luta renhida
Cabeça erguida sempre, e tenham fé!
Se dei a vocês cinco o que devia
E na séria missão que me cumpria
Eu soube ser um verdadeiro amigo?
De bens materiais e de carinho
Dei tudo que alcançou meu desempenho
Fui um batalhador bravo e ferrenho
A remover-lhe pedras no caminho
Contudo uma preocupação me aflige
E a minha conciência ora me exige
Que uma verdade seja posta em pé
Gozem o romance feliz que há na vida
Mas com trabalho e luta renhida
Cabeça erguida sempre, e tenham fé!
Abraço
Vem cá, meu filho, dá-me teu abraço
De homem jovem cheio de calor
Liberta docemente o teu amor
De filho para pai, como te faço
Deixa que eu sinta em ti contentamento
Pela arte de amar tua existência
Pois é de nós alguma conseqüência
De tudo que nasceu em sentimento
Procura ser feliz e tem certeza
Que em boa companhia é que a beleza
Concede a alma a realização
Goza o convívio de nossa companhia
E,quando nós partimos,algum dia,
O Abraço fica no teu coração!...
19/03/1983
De homem jovem cheio de calor
Liberta docemente o teu amor
De filho para pai, como te faço
Deixa que eu sinta em ti contentamento
Pela arte de amar tua existência
Pois é de nós alguma conseqüência
De tudo que nasceu em sentimento
Procura ser feliz e tem certeza
Que em boa companhia é que a beleza
Concede a alma a realização
Goza o convívio de nossa companhia
E,quando nós partimos,algum dia,
O Abraço fica no teu coração!...
19/03/1983
O Abraço-Familia
Um abraço de minha mãe,
Minha mulher
E de meus filhos
São o calor mais reconfortante do mundo
Eu sinto dentro de mim
Um amor fecundo
Que me invade e contagia
A todos com a mesma sintonia
Uma abraço de minha mãe,
Minha mulher
E de meus filhos queridos
Reconfortam-nos dos dias sofridos
E da ansiedade que vivi na luta
Onde a atmosfera era densa e bruta
E da qual saí com cicatrizes
Bendito seja o bálsamo
Que hoje sara as minhas feridas
E que me perdoa as faltas cometidas
Meu coração guarda ao calor
Do abraço na vitória
Quão longa foi a história
É um laço que faço
E num prazer me desfaço
Para eternamente num abraço
Meu coração ficar feliz,cheio de amor
Minha mulher
E de meus filhos
São o calor mais reconfortante do mundo
Eu sinto dentro de mim
Um amor fecundo
Que me invade e contagia
A todos com a mesma sintonia
Uma abraço de minha mãe,
Minha mulher
E de meus filhos queridos
Reconfortam-nos dos dias sofridos
E da ansiedade que vivi na luta
Onde a atmosfera era densa e bruta
E da qual saí com cicatrizes
Bendito seja o bálsamo
Que hoje sara as minhas feridas
E que me perdoa as faltas cometidas
Meu coração guarda ao calor
Do abraço na vitória
Quão longa foi a história
É um laço que faço
E num prazer me desfaço
Para eternamente num abraço
Meu coração ficar feliz,cheio de amor
Sonho do Além
Desliguei-me do mundo, fui da Terra
Vejo-a longínqua, agora bem distante
Percebo-me a vagar qual alma errante
A vontade suprema me desterra
O infinito espaço é meu cenário
As estrelas do céu meu caminho
Das fronteiras do Além eu me avizinho
No breve de derradeiro intinerário
Uma potente força de repente
Inunda-me a alma intensamente
Em uma sensação jamais vivida
Sou réu que se despoja face ao Rei
Aguardo o julgamento, pois eu sei
Que Ele é o Caminho a Verdade e a Vida.
07/07/1981
Vejo-a longínqua, agora bem distante
Percebo-me a vagar qual alma errante
A vontade suprema me desterra
O infinito espaço é meu cenário
As estrelas do céu meu caminho
Das fronteiras do Além eu me avizinho
No breve de derradeiro intinerário
Uma potente força de repente
Inunda-me a alma intensamente
Em uma sensação jamais vivida
Sou réu que se despoja face ao Rei
Aguardo o julgamento, pois eu sei
Que Ele é o Caminho a Verdade e a Vida.
07/07/1981
Sonho Alado
Vou irmanar-me aos passaros da vida
Que lá pelas alturas vão voar
Quero sentir a brisa me tocar
De forma fria a face estarrecida...
Quero pousar nas auras da paisagem
E vislumbrar cenários verdejantes
Quero subir nas térmicas volantes
E ascender em vertical viagem
Vou transformar-me em pássaro e gente
E ter da natureza a liberdade
Quero sentir em mim a ansiedade
Pela beleza imensa inconseqüente
Não quero ser herói sofregamente
Não se trata de garra ou valentia
O que pretendo fazer tão simplesmente
É cometer um ato de poesia
Vou irmanar-me aos pássaros libertos
Vou percorrer o espaço a imensidão
Armei de asas meu coração
Os caminhos da minha alma estãos abertos...
Não me assusta, então, o destemor
Se um voo largo de pássaro executo
Pois se o infinito Espaço é o Absoluto
Mais íntimo serei do Criador.
Que lá pelas alturas vão voar
Quero sentir a brisa me tocar
De forma fria a face estarrecida...
Quero pousar nas auras da paisagem
E vislumbrar cenários verdejantes
Quero subir nas térmicas volantes
E ascender em vertical viagem
Vou transformar-me em pássaro e gente
E ter da natureza a liberdade
Quero sentir em mim a ansiedade
Pela beleza imensa inconseqüente
Não quero ser herói sofregamente
Não se trata de garra ou valentia
O que pretendo fazer tão simplesmente
É cometer um ato de poesia
Vou irmanar-me aos pássaros libertos
Vou percorrer o espaço a imensidão
Armei de asas meu coração
Os caminhos da minha alma estãos abertos...
Não me assusta, então, o destemor
Se um voo largo de pássaro executo
Pois se o infinito Espaço é o Absoluto
Mais íntimo serei do Criador.
A Escrava Bahiana
A Vovó Maria Antonia
O beijo doce dos netos
Que procuram teus afetos
Quando a alma está tristonha...
Palavra doce e macia
Penetra a alma da gente
Cheia de fé e magia
De conselho reticente...
Mas que contém grandeza
De quem vive eternamente...
Fique aqui esta homenagem
Que desce do coração
Ela traduz a mensagem
De ternura e gratidão...
O beijo doce dos netos
Que procuram teus afetos
Quando a alma está tristonha...
Palavra doce e macia
Penetra a alma da gente
Cheia de fé e magia
De conselho reticente...
Mas que contém grandeza
De quem vive eternamente...
Fique aqui esta homenagem
Que desce do coração
Ela traduz a mensagem
De ternura e gratidão...
Instante Eterno (Em São Conrado)
Crepúsculo tranqüilo e facinante
Que banhas o esplendor de minha tarde
Bela e majestosa e sem alarde
Transformas em eterno o meu instante
Páginas de mar em tom silente
No entardecer sombrio da paisagem
Eu guardo dentro d'alma a tua imagem
De dimensão longínqua e confortante...
Do alto do lugar de onde te vejo
O coração não sente outro desejo
Que o da contemplação doce e silente
Os olhos inundados de beleza
Guardam bem fundo a límpida certeza
Que o eterno às vezes surge de repente...
Que banhas o esplendor de minha tarde
Bela e majestosa e sem alarde
Transformas em eterno o meu instante
Páginas de mar em tom silente
No entardecer sombrio da paisagem
Eu guardo dentro d'alma a tua imagem
De dimensão longínqua e confortante...
Do alto do lugar de onde te vejo
O coração não sente outro desejo
Que o da contemplação doce e silente
Os olhos inundados de beleza
Guardam bem fundo a límpida certeza
Que o eterno às vezes surge de repente...
Eclipse
A Jorge B. de Mattos
Foste um raio de sol naquela vida
Mulher apaixonada sempre tua
Tu fazias o sol ela a lua
Numa existência feliz e eternicida
Agora este destino traiçoeiro
tenta te apagar o brilho onipresente
Abatendo-te num golpe rudemente,
Que, espero, seja passageiro
Já estás como dizia, no futuro
Mas sempre te empenheaste por viver
E algo que te possa acontecer
É a contigência cruel que não aturo
Por isto, peço a Deus que te proteja,
Voltando a ti a flama benfaseja,
Que ilumina a lua amada
E minha irmã, feliz e comovida
Há-de seguir brilhando pela vida
No Universo a dois de sua estrada...
Foste um raio de sol naquela vida
Mulher apaixonada sempre tua
Tu fazias o sol ela a lua
Numa existência feliz e eternicida
Agora este destino traiçoeiro
tenta te apagar o brilho onipresente
Abatendo-te num golpe rudemente,
Que, espero, seja passageiro
Já estás como dizia, no futuro
Mas sempre te empenheaste por viver
E algo que te possa acontecer
É a contigência cruel que não aturo
Por isto, peço a Deus que te proteja,
Voltando a ti a flama benfaseja,
Que ilumina a lua amada
E minha irmã, feliz e comovida
Há-de seguir brilhando pela vida
No Universo a dois de sua estrada...
Cristina
O amor que tu dedicas ao Celinho
De há muito, eu já notara facilmente
No brilho que teus olhos, docemente,
Transmitem esta luz com teu carinho.
E numa noite quando ele ausente
Ouvi tua estória carinhosa,
A confidenciar-me, meiga e amorosa,
Que o adoravas verdadeiramente...
Confesso que essa prova de ternura
De afeição sincera plena e pura
Calou-me muito fundo, na verdade.
Por isto te declaro, no momento
Que a beleza deste sentimento
Só há-de dar aos dois: felicidade!
Jan/Fev. 1982
De há muito, eu já notara facilmente
No brilho que teus olhos, docemente,
Transmitem esta luz com teu carinho.
E numa noite quando ele ausente
Ouvi tua estória carinhosa,
A confidenciar-me, meiga e amorosa,
Que o adoravas verdadeiramente...
Confesso que essa prova de ternura
De afeição sincera plena e pura
Calou-me muito fundo, na verdade.
Por isto te declaro, no momento
Que a beleza deste sentimento
Só há-de dar aos dois: felicidade!
Jan/Fev. 1982
Amigos
A Luiz Silva Ferreira
Existem certas pessoas
Que só Deus pode ter feito
O coração é tão profundo
Mal cabe dentro do peito...
A alma pura e sofrida
Onde a beleza é o amor
Inteligência ferida
Por um raio do Senhor...
Descem serenos no mundo
Numa missão de conquista
Pois vêem a alma no fundo
E nem precisam de vista
Percebem num só segundo
Um Universo na gente
Então, assim, de repente,
Numa maneira patente
Descobre-se uma verdade
(Que há muito estava latente...)
A dimensão dos eternos
Os colocou como agentes...
Existem certas pessoas
Que só Deus pode ter feito
O coração é tão profundo
Mal cabe dentro do peito...
A alma pura e sofrida
Onde a beleza é o amor
Inteligência ferida
Por um raio do Senhor...
Descem serenos no mundo
Numa missão de conquista
Pois vêem a alma no fundo
E nem precisam de vista
Percebem num só segundo
Um Universo na gente
Então, assim, de repente,
Numa maneira patente
Descobre-se uma verdade
(Que há muito estava latente...)
A dimensão dos eternos
Os colocou como agentes...
Mulher de Ouro
À Tutsi
Tutsi mulher de ouro
A super-mãe tão bacana
Super amiga das "horas"
Dificéis por que passamos
Tens gestos altivo e tens modos
De mulher-Copacabana...
Tu és minha maior amiga
Alguém que eu prezo sem medo
Só tu manténs o segredo
E ajudas sem intriga
Tutsi loura e rainha
Feliz é aquele que te ama
Ele a adora e inda a chama:
De minha vida, "vidinha"...
Ô Tutsi, como te quero...
O nosso amor é verdade
Mas ele é tão sincero,
Transcende à própria amizade
O nosso lema mais forte
É a propria lealdade...
Agosto 1979
Tutsi mulher de ouro
A super-mãe tão bacana
Super amiga das "horas"
Dificéis por que passamos
Tens gestos altivo e tens modos
De mulher-Copacabana...
Tu és minha maior amiga
Alguém que eu prezo sem medo
Só tu manténs o segredo
E ajudas sem intriga
Tutsi loura e rainha
Feliz é aquele que te ama
Ele a adora e inda a chama:
De minha vida, "vidinha"...
Ô Tutsi, como te quero...
O nosso amor é verdade
Mas ele é tão sincero,
Transcende à própria amizade
O nosso lema mais forte
É a propria lealdade...
Agosto 1979
Paulo, Paulinho
Paulo, Paulinho, principe silente
Tu és a armadura da minha coragem
Manténs tua paz como doce mensagem
No olhar que alteias tranqüilo, conciente
Já nos disseram que outrora fomos
Em encarnações talvez de outras eras
Tu eras o cruzado eu era o escravo
E eu não sei: verão e primavera
Paulo, Paulinho, principe silente
Tua paz e harmonia me cativam
Que assim tu te conserves pela tua vida
Pois viverá tranqüilo e docemente...
Paulinho, meu xará, yoga bravo
Que com o Universo se uniu prá valer
Quem não compreender o teu silêcio
Tuas palavras não vai entender...
Tu és a armadura da minha coragem
Manténs tua paz como doce mensagem
No olhar que alteias tranqüilo, conciente
Já nos disseram que outrora fomos
Em encarnações talvez de outras eras
Tu eras o cruzado eu era o escravo
E eu não sei: verão e primavera
Paulo, Paulinho, principe silente
Tua paz e harmonia me cativam
Que assim tu te conserves pela tua vida
Pois viverá tranqüilo e docemente...
Paulinho, meu xará, yoga bravo
Que com o Universo se uniu prá valer
Quem não compreender o teu silêcio
Tuas palavras não vai entender...
A Minha Casa
Casinha bonita no alto do morro
Da beira da praia te vejo brilhar
Os prédios lá embaixo pedem socorro
Porque estão crescendo sem saber morar...
Casinha branquinha no alto do morro
Tens lindas varandas, olhando pro mar...
Na porta te guarda um belo cachorro
E há uma piscina prá gente nadar
Casinha bonita és tão residência
Banhada de chuva lavada de luz
O aroma das flores parece uma essência
De plantas lilazes,vermelhas, azuis...
Agosto 1979
Da beira da praia te vejo brilhar
Os prédios lá embaixo pedem socorro
Porque estão crescendo sem saber morar...
Casinha branquinha no alto do morro
Tens lindas varandas, olhando pro mar...
Na porta te guarda um belo cachorro
E há uma piscina prá gente nadar
Casinha bonita és tão residência
Banhada de chuva lavada de luz
O aroma das flores parece uma essência
De plantas lilazes,vermelhas, azuis...
Agosto 1979
Ode a Chico Xavier
Vinde a mim, criatura humana e generosa
Vinde a mim, discípulo de Deus e Amor
Trazei-me a taça doce e saborosa
Dos arcanos do Céu, tão benfeitor...
Não deixeis o espírito perdido
Eu, busco a Vida, a Morte e o Saber...
Até quando vigilarei prá conhecer
Pois quero a mim o horizonte havido...
Aguardarei a oportunidade
De ver teus olhos,as janelas d'alma...
Ainda hei-de merecer-te a palma
Fecunda, boa, meiga de verdade...
Deus há-de dar-me a vez, eu estou certo...
Pois quando busco a verdade, há algo em mim
É fragrante o perfume do jasmim
Qual frasco fresco, leve, enteraberto...
Até bem breve, Chico Xavier...
Bendito o ser que sabe ser benquisto
Que faz as coisas, como Deus as quer...
Março 1979
Vinde a mim, discípulo de Deus e Amor
Trazei-me a taça doce e saborosa
Dos arcanos do Céu, tão benfeitor...
Não deixeis o espírito perdido
Eu, busco a Vida, a Morte e o Saber...
Até quando vigilarei prá conhecer
Pois quero a mim o horizonte havido...
Aguardarei a oportunidade
De ver teus olhos,as janelas d'alma...
Ainda hei-de merecer-te a palma
Fecunda, boa, meiga de verdade...
Deus há-de dar-me a vez, eu estou certo...
Pois quando busco a verdade, há algo em mim
É fragrante o perfume do jasmim
Qual frasco fresco, leve, enteraberto...
Até bem breve, Chico Xavier...
Bendito o ser que sabe ser benquisto
Que faz as coisas, como Deus as quer...
Março 1979
Nossa Senhora de Lourdes
A atmosfera de paz e santidade
Que eu senti ao ver teu Santuário
Fez-me brotar dos olhos um rosário
De lágrimas felizes de verdade...
O coração encheu-se de alegria
A alma ficou plena de pureza
Senti na mente então toda beleza
Da prece que eu fizera aquele dia...
Um amigo meu lembrou-me aquele instante
No dia em que a pátria mui distante
Com ele eu rezava uma oração...
Minha mulher colheu água da fonte
Olhei o Céu azul, lá no horizonte...
E a paz desceu sobre meu coração...
8e9/12/1978
Que eu senti ao ver teu Santuário
Fez-me brotar dos olhos um rosário
De lágrimas felizes de verdade...
O coração encheu-se de alegria
A alma ficou plena de pureza
Senti na mente então toda beleza
Da prece que eu fizera aquele dia...
Um amigo meu lembrou-me aquele instante
No dia em que a pátria mui distante
Com ele eu rezava uma oração...
Minha mulher colheu água da fonte
Olhei o Céu azul, lá no horizonte...
E a paz desceu sobre meu coração...
8e9/12/1978
Quo Vadis?
Que sonhos acalentas Ser humano?
Que vives neste mundo de mortais?
Qual a verdade mesmo desta vida?
Quais são, em suma, mesmo os ideais?
De quem és filho afinal pergunto:
Quais são as coisas mesmo essenciais?
Aonde vamos nós nesta jornada...
Eu, tu, aqueles e os demais?...
Quem somos nós, no cárcere da dúvida,
Da existência eterna, quem dirá?
Qual o destino que nos reserva
Que derradeira palavra falará?
Há um parodoxal comentimento,
Que nos foi dado, dentre a Criação
Somos dos seres os únicos que pensam
Que filosofam na meditação...
O passaro que voa, não duvida
A rosa desabrocha e é feliz
A cascata risonha segue o curso
O cão nos é fiel, mesmo infeliz...
Vivemos nossa luta todo dia
A pretender uma sobrevivência...
Contudo, ao abrir-se a conciência...
A certeza da morte se faz fria...
Quem somos nós e porque somos?
Porque se somos, não seremos mais?
Sendo hoje,acaso,inda seremos?
E se não formos, que seremos mais?
Que sonhos acalentas ser humano?
Que haverá depois desses finais?
Alguma coisa é forte e muito grande
Que o proprio coração sabe jamais...
Somos alguém que fomos e seremos
Eternamente em buca de ideais
Por mais que seja, jamais saberemos
A veradadeira verdade que é veraz...
Muito por cima de nossos Destinos
Deve haver alguém que sabe mais...
(porque eu te respondo Ser humano:
cada vez menos
Eu sei mais...
24/03/1976
Que vives neste mundo de mortais?
Qual a verdade mesmo desta vida?
Quais são, em suma, mesmo os ideais?
De quem és filho afinal pergunto:
Quais são as coisas mesmo essenciais?
Aonde vamos nós nesta jornada...
Eu, tu, aqueles e os demais?...
Quem somos nós, no cárcere da dúvida,
Da existência eterna, quem dirá?
Qual o destino que nos reserva
Que derradeira palavra falará?
Há um parodoxal comentimento,
Que nos foi dado, dentre a Criação
Somos dos seres os únicos que pensam
Que filosofam na meditação...
O passaro que voa, não duvida
A rosa desabrocha e é feliz
A cascata risonha segue o curso
O cão nos é fiel, mesmo infeliz...
Vivemos nossa luta todo dia
A pretender uma sobrevivência...
Contudo, ao abrir-se a conciência...
A certeza da morte se faz fria...
Quem somos nós e porque somos?
Porque se somos, não seremos mais?
Sendo hoje,acaso,inda seremos?
E se não formos, que seremos mais?
Que sonhos acalentas ser humano?
Que haverá depois desses finais?
Alguma coisa é forte e muito grande
Que o proprio coração sabe jamais...
Somos alguém que fomos e seremos
Eternamente em buca de ideais
Por mais que seja, jamais saberemos
A veradadeira verdade que é veraz...
Muito por cima de nossos Destinos
Deve haver alguém que sabe mais...
(porque eu te respondo Ser humano:
cada vez menos
Eu sei mais...
24/03/1976
Prosa em verso para minha Mãe
Setenta e cinco anos
Mamãe,
Certa vez voce me disse que gostava mais de minha prosa do que dos meus versos...
Então, vamos tira uma prosa meio em verso...
Sabe que voce está linda aos 75 anos?...
Linda em beleza poética
Linda em beleza espiritual.
Linda de amor...
Aos filhos netos e bisnetos,
Cercada de carinho por todos eles
banhada de amor pelos pequenos
E pelos grandes?...
Sublime e afortunada é a sua
Vida,aquela que teve por marido um homem extraordinário...
alguém te espera pacientemente
Lá em cima, mas que não tem pressa porque o tempo para
Ele é sempre e agora. Ele já é eterno...
E porque ele, como todos nós lhe desejamos muitos anos
De vida ainda mais felicidade?...
Que pode querer então, minha mãe senão as bençãos de
Deus, que voce vai buscar silente, em suas manhãs de devoção
No templo vizinho a sua casa?
Benditas sejam suas preces Minha Mãe,porque elas se
vestem de ouro e de pureza.
porque nelas se derramam graças, as graças que V. suplica
Para os Seus, todos os dias, Eu sei.
Por que elas sobem aos Céus numa contrição de fé e beleza
E de verdades eternas
Que lhe cheguem hoje
Rosas e Amor do seu filho
Paulo
Rio, 23/10/1975
Mamãe,
Certa vez voce me disse que gostava mais de minha prosa do que dos meus versos...
Então, vamos tira uma prosa meio em verso...
Sabe que voce está linda aos 75 anos?...
Linda em beleza poética
Linda em beleza espiritual.
Linda de amor...
Aos filhos netos e bisnetos,
Cercada de carinho por todos eles
banhada de amor pelos pequenos
E pelos grandes?...
Sublime e afortunada é a sua
Vida,aquela que teve por marido um homem extraordinário...
alguém te espera pacientemente
Lá em cima, mas que não tem pressa porque o tempo para
Ele é sempre e agora. Ele já é eterno...
E porque ele, como todos nós lhe desejamos muitos anos
De vida ainda mais felicidade?...
Que pode querer então, minha mãe senão as bençãos de
Deus, que voce vai buscar silente, em suas manhãs de devoção
No templo vizinho a sua casa?
Benditas sejam suas preces Minha Mãe,porque elas se
vestem de ouro e de pureza.
porque nelas se derramam graças, as graças que V. suplica
Para os Seus, todos os dias, Eu sei.
Por que elas sobem aos Céus numa contrição de fé e beleza
E de verdades eternas
Que lhe cheguem hoje
Rosas e Amor do seu filho
Paulo
Rio, 23/10/1975
Perto de Deus (Natal)
Uma arvore de natal tão linda
Que envolve a noite de beleza infinita
A ver-nos reunidos pelo amor
Sou eu, minha mulher e meus filhos
Eu vejo, nos seus olhos os seus brilhos
De afeição ternura e calor...
Que bom que a nossa vida fosse sempre
Um permanente Natal dentro da gente
Cheio de vida, amor e paz...
Se eu conseguir este milagre lindo
Garanto que Deus já me estará sorrindo
E não volto pra terra nunca mais...
22/12/1971
Que envolve a noite de beleza infinita
A ver-nos reunidos pelo amor
Sou eu, minha mulher e meus filhos
Eu vejo, nos seus olhos os seus brilhos
De afeição ternura e calor...
Que bom que a nossa vida fosse sempre
Um permanente Natal dentro da gente
Cheio de vida, amor e paz...
Se eu conseguir este milagre lindo
Garanto que Deus já me estará sorrindo
E não volto pra terra nunca mais...
22/12/1971
Prece
A Otavio meu sobrinho
Sabemos todos nós de tua luta
Por uma vida linda que voce merece
A cada instante seu, há uma prece
Um cântico de Fé, que Deus escuta...
Nos minutos da vida e esperança
Que acalentam as horas do teu leito
Eu sinto a vida dentro do meu peito
Como um hausto de bem aventurança...
Estou certo que Deus está presente
E que há de dar-lhe luz, num certo dia
Se permitido me fosse, eu pediria
Não o fizesse, quando eu fosse ausente,
Pois peço tanto pela sua vida
Que espero ter a graça imerecida
De conseguir-lhe algo, que eu preciso:
- A ventura suprema da alegria...
Quando chegar o verdadeiro dia...
De merecer também o teu sorriso...
10/03/1972
Sabemos todos nós de tua luta
Por uma vida linda que voce merece
A cada instante seu, há uma prece
Um cântico de Fé, que Deus escuta...
Nos minutos da vida e esperança
Que acalentam as horas do teu leito
Eu sinto a vida dentro do meu peito
Como um hausto de bem aventurança...
Estou certo que Deus está presente
E que há de dar-lhe luz, num certo dia
Se permitido me fosse, eu pediria
Não o fizesse, quando eu fosse ausente,
Pois peço tanto pela sua vida
Que espero ter a graça imerecida
De conseguir-lhe algo, que eu preciso:
- A ventura suprema da alegria...
Quando chegar o verdadeiro dia...
De merecer também o teu sorriso...
10/03/1972
Ode a Pelé
Olé Pelé! Ó Deus de nosso estádio
De meu filho, minha Mãe meu irmão
Olé um grito de alegria!
De entusiamsmo viril do coração!...
Olé Pelé!, eu canto teu estilo,
A ginga , o equlilibrio a concisão
O desconcerto de tuas jogadas
Arrasta à loucura a multidão...
Pelé! Um grito de Brasil no mundo...
Saúdam-te os reis em inflexão
A imprensa de outras terras te venera
Na mais consagradora exaltação.
Olé Pelé! Inteligência e arte
Em sábia e feliz composição
Padrão de atleta, pleno de carater,
És ética e nobreza em cidadão
Mas o que de mais puro te acrisola
E que me inspira a adimiração
E saber se que fazes da glória
Motivo de humildade e contrição
Quanto mais alto impera tua fama
Mais simples te apresentas, mais cristão,
Modéstia que te faz numa grandeza
Grandeza em forma de sublimação
Olympia teve heróis, que bardos gregos
Em hinos de louvores exaltou
Maracanã exalta tua imagem
Que o povo do Brasil já consagrou...
Por isso eu canto tua majestade
A glória da humildade posta em pé
Olé Pelé! O Deus do nosso estádio!
Olé Pelé! Olé Pelé! Olé!.......
De meu filho, minha Mãe meu irmão
Olé um grito de alegria!
De entusiamsmo viril do coração!...
Olé Pelé!, eu canto teu estilo,
A ginga , o equlilibrio a concisão
O desconcerto de tuas jogadas
Arrasta à loucura a multidão...
Pelé! Um grito de Brasil no mundo...
Saúdam-te os reis em inflexão
A imprensa de outras terras te venera
Na mais consagradora exaltação.
Olé Pelé! Inteligência e arte
Em sábia e feliz composição
Padrão de atleta, pleno de carater,
És ética e nobreza em cidadão
Mas o que de mais puro te acrisola
E que me inspira a adimiração
E saber se que fazes da glória
Motivo de humildade e contrição
Quanto mais alto impera tua fama
Mais simples te apresentas, mais cristão,
Modéstia que te faz numa grandeza
Grandeza em forma de sublimação
Olympia teve heróis, que bardos gregos
Em hinos de louvores exaltou
Maracanã exalta tua imagem
Que o povo do Brasil já consagrou...
Por isso eu canto tua majestade
A glória da humildade posta em pé
Olé Pelé! O Deus do nosso estádio!
Olé Pelé! Olé Pelé! Olé!.......
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Uma casa no Céu
Ao amigo, Albert Wallace Murray
Uma sentida dor já nos invade
Um dia após aquele em que partiste
O arvoredo da tarde está tão triste
A tua casa em frente - uma saudade...
A rua que adoravas na verdade,
Na tua alma Aberto, ainda existe
Fora uma recompensa que anteviste
Por isso foi contido à eternidade...
Ficamos nós na terra, em nossa rua,
levaste, então contigo a parte tua
Ninho feliz de sonhos ideais...
Espera os teus que hão-de ter contigo
A encontrar o esposo, o pai, o amigo,
Pois conquistastes o Céu cedo demais!...
22/06/1966
Uma sentida dor já nos invade
Um dia após aquele em que partiste
O arvoredo da tarde está tão triste
A tua casa em frente - uma saudade...
A rua que adoravas na verdade,
Na tua alma Aberto, ainda existe
Fora uma recompensa que anteviste
Por isso foi contido à eternidade...
Ficamos nós na terra, em nossa rua,
levaste, então contigo a parte tua
Ninho feliz de sonhos ideais...
Espera os teus que hão-de ter contigo
A encontrar o esposo, o pai, o amigo,
Pois conquistastes o Céu cedo demais!...
22/06/1966
Ode a F. D. Roosevelt
Sucumbe a figura grandiosa
Que através de áspera disputa
Vivera brava e calorosa luta
Em desafio a força tenebrosa
Descansa em paz, ó cidadão do mundo,
Que havemos de velar por tua glória,
Teu nome há de ficar em nossa história
Como símbolo de amor - o mais profundo
E enquanto os vivos choram tua morte
A voz do tempo que é grave e forte
Ecoando entre os fragores dessa liça
Murmura para os Céus uma elegia
Porque tu sucumbiste na porta
Por aqueles sedentos de justiça!...
Que através de áspera disputa
Vivera brava e calorosa luta
Em desafio a força tenebrosa
Descansa em paz, ó cidadão do mundo,
Que havemos de velar por tua glória,
Teu nome há de ficar em nossa história
Como símbolo de amor - o mais profundo
E enquanto os vivos choram tua morte
A voz do tempo que é grave e forte
Ecoando entre os fragores dessa liça
Murmura para os Céus uma elegia
Porque tu sucumbiste na porta
Por aqueles sedentos de justiça!...
Vargas
Misericórdia - Jesus - a essa alma
Que o tremendo destino há despedido
A morte infanda conquistou-lhe a palma
Do brio que julgara estar vencido
Amara a pátria pela vida inteira
Pois sempre a ela dedicara a vida
Uma torrente de lama derradeira
Turvou-lhe a mente outrora esclarecida
Se o gesto em desespero nos comove
Pela brutalidade desta morte
Não há, contudo, quem lhe desaprove
A expressão de um coração sentido
Que lamentou lançar-se a triste sorte
Sem mais ainda aos humildes ter servido...
Que o tremendo destino há despedido
A morte infanda conquistou-lhe a palma
Do brio que julgara estar vencido
Amara a pátria pela vida inteira
Pois sempre a ela dedicara a vida
Uma torrente de lama derradeira
Turvou-lhe a mente outrora esclarecida
Se o gesto em desespero nos comove
Pela brutalidade desta morte
Não há, contudo, quem lhe desaprove
A expressão de um coração sentido
Que lamentou lançar-se a triste sorte
Sem mais ainda aos humildes ter servido...
Chuva
Murmúrio lento e triste de uma noite
Lágrimas sentidas - natureza
Tu és ó chuva soluçante e fria
Mais um mistério eterno de beleza
Lindo cantar que tal como cascatas
Alegras as manhãs cheias de flores
Tu és, ó chuva, também um dos albores
Que faz resplandecer as nossas matas
De todos os prazeres, no entanto,
É encontara o sol que te enleia
Um interlúdio de amor - sem o sentires
Ao teu amado expõe o teu encanto
E quando o olhar do sol te galanteia
Fazes surgir no Céu o Arco-ìris...
Lágrimas sentidas - natureza
Tu és ó chuva soluçante e fria
Mais um mistério eterno de beleza
Lindo cantar que tal como cascatas
Alegras as manhãs cheias de flores
Tu és, ó chuva, também um dos albores
Que faz resplandecer as nossas matas
De todos os prazeres, no entanto,
É encontara o sol que te enleia
Um interlúdio de amor - sem o sentires
Ao teu amado expõe o teu encanto
E quando o olhar do sol te galanteia
Fazes surgir no Céu o Arco-ìris...
Agora
A Horacio Cartier, Jornalista
Ao contlempar os anos que se foram
Recordo dentro d'alma o que sofri
Eu bem calculo a dor desse filho
Porque o que ele perdeu, eu também perdi...
Foste o primeiro a ler aqueles versos
Que ao inesquecível pai ofereci
Que doces expressões, mas que consolo...
Houveste por me dar e eu nem pedi...
Agora, partes em igual jornada
A encontrar meu pai na Eternidade
Eu sofro com teu filho igual saudade
Pois é um só caminho a nossa estrada...
E àquele pranto que verteu teu filho
Na cruciante dor por que passei
Eu junto a gratidão enternecida
Nas lágrimas que hoje derramei...
Ao contlempar os anos que se foram
Recordo dentro d'alma o que sofri
Eu bem calculo a dor desse filho
Porque o que ele perdeu, eu também perdi...
Foste o primeiro a ler aqueles versos
Que ao inesquecível pai ofereci
Que doces expressões, mas que consolo...
Houveste por me dar e eu nem pedi...
Agora, partes em igual jornada
A encontrar meu pai na Eternidade
Eu sofro com teu filho igual saudade
Pois é um só caminho a nossa estrada...
E àquele pranto que verteu teu filho
Na cruciante dor por que passei
Eu junto a gratidão enternecida
Nas lágrimas que hoje derramei...
Ternura de Mãe
À minha Mãe
Como são doces esses teus cuidados
De Mãe tão terna e plena de carinho
Como são lindas as flores no caminho
Que pelo coração foram palntadas...
Vivem comigo as dores que eu sentia
Na passageira desventura havida
E houveste por servir-me, eu bem previa
Em gesto solitário de uma vida...
O gesto filial é todo grato
Transcende neste coração de filho...
Num halo cálido, cheio de recato,
Mas pleno de imperecível brilho...
Como são doces esses teus cuidados
De Mãe tão terna e plena de carinho
Como são lindas as flores no caminho
Que pelo coração foram palntadas...
Vivem comigo as dores que eu sentia
Na passageira desventura havida
E houveste por servir-me, eu bem previa
Em gesto solitário de uma vida...
O gesto filial é todo grato
Transcende neste coração de filho...
Num halo cálido, cheio de recato,
Mas pleno de imperecível brilho...
Tarde Marinha
Ao sopro ciciante do terral,
O mar leva trangüilo suas águas
Vertendo alvas espumas suas mágoas
Banhando de esplendor o litoral...
A tarde ensolarada e cristalina
O mar a debruçar-se nas montanhas
Jamais vi beleza e imensidão tamanhas
Jamais vi majestade tão divina...
Ô ondas! Espraivai-vos nas areias...
Ô mares, dominai a imensidão...
Porque és tu poeta que te enleias...
Porque és tu quem vibras coração!
O mar leva trangüilo suas águas
Vertendo alvas espumas suas mágoas
Banhando de esplendor o litoral...
A tarde ensolarada e cristalina
O mar a debruçar-se nas montanhas
Jamais vi beleza e imensidão tamanhas
Jamais vi majestade tão divina...
Ô ondas! Espraivai-vos nas areias...
Ô mares, dominai a imensidão...
Porque és tu poeta que te enleias...
Porque és tu quem vibras coração!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
D Olguinha
À minha sogra
Ai! Que saudade daquela douçura
Com que amavas os teus queridos netos
Da beleza de todos teus afetos
Banhados de amor e de ternura...
Que falta vão fazer os teus cuidados
Teus gestos de amor e de carinho
Felizes foram as aves do teu ninho
Pelo teu calor agasalhadas...
Ganhei-te a filha a quem amo tanto
Por tudo que de ti vem em beleza
E guardo deste fato uma certeza
Que hoje colho dentro do meu pranto...
Amava tua filha em demasia
Numa ternura tamanha que sentia
Que o amor pudesse sufocar-se nela
Mas tu me espreitavas docemente
E fazendo de mim teu confidente
Vibravas com essse meu amor por ela...
Ai! Que saudade daquela douçura
Com que amavas os teus queridos netos
Da beleza de todos teus afetos
Banhados de amor e de ternura...
Que falta vão fazer os teus cuidados
Teus gestos de amor e de carinho
Felizes foram as aves do teu ninho
Pelo teu calor agasalhadas...
Ganhei-te a filha a quem amo tanto
Por tudo que de ti vem em beleza
E guardo deste fato uma certeza
Que hoje colho dentro do meu pranto...
Amava tua filha em demasia
Numa ternura tamanha que sentia
Que o amor pudesse sufocar-se nela
Mas tu me espreitavas docemente
E fazendo de mim teu confidente
Vibravas com essse meu amor por ela...
Rua Capuri
Lá fora a noite calma o ar silvestre,
O chiado dos grilos a cantar
As solitárias passadas de um pedestre
A voz longínqua e triste lá do mar
É a sinfonia de Deus na natureza
Quase silêncio de amor o murmurar
Não é preciso olhar-se essa beleza
A mim basta-me o encanto de escutar
Diz-se que a noite tem seu quebranto
Quando banhada pela luz da lua
O proprio mar entoa um lindo canto
Que pelas auras da noite continua
É tão sublime esse sereno encanto
Quando anoitece sobre a minha rua...
O chiado dos grilos a cantar
As solitárias passadas de um pedestre
A voz longínqua e triste lá do mar
É a sinfonia de Deus na natureza
Quase silêncio de amor o murmurar
Não é preciso olhar-se essa beleza
A mim basta-me o encanto de escutar
Diz-se que a noite tem seu quebranto
Quando banhada pela luz da lua
O proprio mar entoa um lindo canto
Que pelas auras da noite continua
É tão sublime esse sereno encanto
Quando anoitece sobre a minha rua...
Cacau
Cacau
Floriu mais uma expressão em teu semblante
Num hausto leve e fresco de alegria
Chegou-nos hoje nova companhia
Um pequenino ser que é cativante
Disseste-me um dia num rompante
Que te julgavas sempre em loucanias
A linda trinca que te pertencia
Fazia-me feliz a cada instante
Pois olha Deus conhece o que está certo
E não faz teto one há um céu aberto
Onde a felicidade está presente
Tens o amor profundo dos teus filhos
Ganhaste hoje novo peralvilho
Tua alegria é mesmo permanente...
Floriu mais uma expressão em teu semblante
Num hausto leve e fresco de alegria
Chegou-nos hoje nova companhia
Um pequenino ser que é cativante
Disseste-me um dia num rompante
Que te julgavas sempre em loucanias
A linda trinca que te pertencia
Fazia-me feliz a cada instante
Pois olha Deus conhece o que está certo
E não faz teto one há um céu aberto
Onde a felicidade está presente
Tens o amor profundo dos teus filhos
Ganhaste hoje novo peralvilho
Tua alegria é mesmo permanente...
Sonho de Pai
Ao Marcelo
Uma semente a mais em nosso sonho
De amor que temos tido em nossa vida
Irá brotar outar vez querida
Florindo em nossso lar doce e risonho...
E quando em devaneios eu suponho
Que amanhã talvez, uma outra vida
Em teu regaço buscará guarida
Nas mãos de Deus o seu destino eu ponho
Em suas mãos depus aquele anjinho
Que às manhãs nos enche de carinho
Com beijos ternos cheios de afeição...
Se merecemos de Deus um outro anjo,
Prepara-te querida que eu arranjo
Mais um pedaço do Céu no coração!...
Uma semente a mais em nosso sonho
De amor que temos tido em nossa vida
Irá brotar outar vez querida
Florindo em nossso lar doce e risonho...
E quando em devaneios eu suponho
Que amanhã talvez, uma outra vida
Em teu regaço buscará guarida
Nas mãos de Deus o seu destino eu ponho
Em suas mãos depus aquele anjinho
Que às manhãs nos enche de carinho
Com beijos ternos cheios de afeição...
Se merecemos de Deus um outro anjo,
Prepara-te querida que eu arranjo
Mais um pedaço do Céu no coração!...
Natal
Ao Mazinho meu filho
É tão sublime a expressão contida
Neste teu sono feliz que me faz pensar
Quem sabe é Deus que já te faz sonhar
No primeiro Natal de tua vida...
Dorme feliz nesta feliz ternura
Que este teu sono é imaculado e belo
O teu vibrar na vida é tão singelo
E és de Deus tão nova criatura
E quando esta vozinha de inocência
Já nos fizer sentir a existência
De um coração que é teu tão pequenino
Para tua alma de beleza infinda
Mamãe há de contar a história linda
Do nascimento de Jesus-Menino!...
É tão sublime a expressão contida
Neste teu sono feliz que me faz pensar
Quem sabe é Deus que já te faz sonhar
No primeiro Natal de tua vida...
Dorme feliz nesta feliz ternura
Que este teu sono é imaculado e belo
O teu vibrar na vida é tão singelo
E és de Deus tão nova criatura
E quando esta vozinha de inocência
Já nos fizer sentir a existência
De um coração que é teu tão pequenino
Para tua alma de beleza infinda
Mamãe há de contar a história linda
Do nascimento de Jesus-Menino!...
Beatriz
À minha sobrinha Beatriz
Teu primeiro ano de existência
Rescende qual perfume da alvorada
Tu tens na face, Beatriz, a imaculada
Douçura angelical na inocência...
Tus és o Líro branco dos altares
Que adorna a imagem do Jesus-Menino
A página primeira do destino
Botou o azul do Céu em teus olhares...
E embalado na gentil ternura
Da exalação de uma beleza ainda
É com o coração então que choro
De alegre e feliz nesta ventura
Poruqe tu, Beatriz, além de linda,
És filha da irmã a quem adoro...
Teu primeiro ano de existência
Rescende qual perfume da alvorada
Tu tens na face, Beatriz, a imaculada
Douçura angelical na inocência...
Tus és o Líro branco dos altares
Que adorna a imagem do Jesus-Menino
A página primeira do destino
Botou o azul do Céu em teus olhares...
E embalado na gentil ternura
Da exalação de uma beleza ainda
É com o coração então que choro
De alegre e feliz nesta ventura
Poruqe tu, Beatriz, além de linda,
És filha da irmã a quem adoro...
terça-feira, 18 de maio de 2010
Noturno
Ah! Quem me dera palmilhar o Céu doirado
Salpicado de estrelas cintilantes
Ah! quem me dera fluir do enluarado
As alegrias e os gozos mais tocantes
Como me encantam as manchas luminosas
Que lacrimejam raios dormitantes
Como cativam as bandas tão distantes
Das dissolutas e alvas nebulosas...
E quando o véu negro da noite vem descendo
E espalha ao longe a escuridão dormente
Como é bonito o Céu, mas como é lindo.
Quanta beleza a escuridão encerra...
É a criação de Deus onipotente
Quando mistério existe nesta terra!...
Salpicado de estrelas cintilantes
Ah! quem me dera fluir do enluarado
As alegrias e os gozos mais tocantes
Como me encantam as manchas luminosas
Que lacrimejam raios dormitantes
Como cativam as bandas tão distantes
Das dissolutas e alvas nebulosas...
E quando o véu negro da noite vem descendo
E espalha ao longe a escuridão dormente
Como é bonito o Céu, mas como é lindo.
Quanta beleza a escuridão encerra...
É a criação de Deus onipotente
Quando mistério existe nesta terra!...
Velha Dama
A velha dama subia o morro um dia
A carregar os viveres dos pobres
Em bonitos sentimentos nobres,
Como era lindo aquilo que fazia...
Nada mais tinha exeto o amado morto
Que o destino cruel lhe arrebatara
A vida bela que lhe fora cara
Agora era uma escuridão vazia...
E então subia a velha dama nobre
Para ajudar contrita aqueles pobres
E num ato de amor e simpatia
E num daqueles dias - ô que luta...
Foi encontar vivendo com seus pobres
A sua filha Sara - Prostituta!...
A carregar os viveres dos pobres
Em bonitos sentimentos nobres,
Como era lindo aquilo que fazia...
Nada mais tinha exeto o amado morto
Que o destino cruel lhe arrebatara
A vida bela que lhe fora cara
Agora era uma escuridão vazia...
E então subia a velha dama nobre
Para ajudar contrita aqueles pobres
E num ato de amor e simpatia
E num daqueles dias - ô que luta...
Foi encontar vivendo com seus pobres
A sua filha Sara - Prostituta!...
Balada de Aracoiaba
Araras - Petropolis 20/02/1956
Adeus natura, adeus belas paisagens,
Adeus manhãs de sol cheias de flores
Adeus aos dias desses meus amores
Por essas lindas e divinais paragens.
Adeus página, viva de alegria
Que desde a infância escrevo na minha'alma
Aqui sinto o frescor da brisa calma
Que de perfume envolve as cercanias
Há nomes nossos pelas cicatrizes
Saudosas que nas arvores gravamos
Os sonhos revestem-se de belos matizes
Aquela arvore grande e venerada
A nossa casa - em torno-os flamboyants
As duas alvas redes nas varandas
O banho na piscina nas manhãs...
Quantos folguedos quantas loucanias
Que belos tempos sempre de Verão
E já se estendem novas simpatias
Nos peraltinhas desta geração...
Cresce a familia - agora a casa cheia
De estritentes risos na manhã
É a passarada nova que gorgeia
E o meio é proprio para o seu afã
Agora então é que amo estas paragens
Com toda sua vida e sua cor
Há nesta casa e há nestas paisagens
O que de mais lindo existe sobre o amor
Hoje há crianças, risos, há flores
Neste recanto de festa e de ternura
Jamais a minha alma foi tão pura
E o meu coração viu mais amores...
E, no entanto é breve o encantamento
Que todo ano Deus nos propicia
Uma saudade já se faz tormento
Na alma pelo derradeiro dia...
Hojé,à noitinha,com o olhar tristonho
Dou meu ultimo adeus a este recanto
Gravo nos olhos a expressão de sonho
Calo no peito as vozes do meu pranto
Adeus página viva de alegrias
Que desde a infância escrevo na minh'alma
Adeus manhãs de sol, orvalho, flores!...
Adeus aos dias desses meus amores!...
Adeus natura, adeus belas paisagens,
Adeus manhãs de sol cheias de flores
Adeus aos dias desses meus amores
Por essas lindas e divinais paragens.
Adeus página, viva de alegria
Que desde a infância escrevo na minha'alma
Aqui sinto o frescor da brisa calma
Que de perfume envolve as cercanias
Há nomes nossos pelas cicatrizes
Saudosas que nas arvores gravamos
Os sonhos revestem-se de belos matizes
Aquela arvore grande e venerada
A nossa casa - em torno-os flamboyants
As duas alvas redes nas varandas
O banho na piscina nas manhãs...
Quantos folguedos quantas loucanias
Que belos tempos sempre de Verão
E já se estendem novas simpatias
Nos peraltinhas desta geração...
Cresce a familia - agora a casa cheia
De estritentes risos na manhã
É a passarada nova que gorgeia
E o meio é proprio para o seu afã
Agora então é que amo estas paragens
Com toda sua vida e sua cor
Há nesta casa e há nestas paisagens
O que de mais lindo existe sobre o amor
Hoje há crianças, risos, há flores
Neste recanto de festa e de ternura
Jamais a minha alma foi tão pura
E o meu coração viu mais amores...
E, no entanto é breve o encantamento
Que todo ano Deus nos propicia
Uma saudade já se faz tormento
Na alma pelo derradeiro dia...
Hojé,à noitinha,com o olhar tristonho
Dou meu ultimo adeus a este recanto
Gravo nos olhos a expressão de sonho
Calo no peito as vozes do meu pranto
Adeus página viva de alegrias
Que desde a infância escrevo na minh'alma
Adeus manhãs de sol, orvalho, flores!...
Adeus aos dias desses meus amores!...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Poema do Pescador
Densas espumas, sussurando espumas,
Alvas areias a sentir amor
Noite marinha de silêncio santo
Em doces brisas de sutil frescor
O mar tão longe a gemer saudades
Nos tristes cantos de soluço e dor
Dai-me razão deste mistério imenso
Que a noite encobre a serena cor
Alguém criou a noite tão serena
A majestade do mar, a brisa amena,
As estrelas do Céus alguém criou
O Céu é lindo e comovente, eu penso
Dai-me a razão deste mistério imenso
À alma errante deste pescador...
Alvas areias a sentir amor
Noite marinha de silêncio santo
Em doces brisas de sutil frescor
O mar tão longe a gemer saudades
Nos tristes cantos de soluço e dor
Dai-me razão deste mistério imenso
Que a noite encobre a serena cor
Alguém criou a noite tão serena
A majestade do mar, a brisa amena,
As estrelas do Céus alguém criou
O Céu é lindo e comovente, eu penso
Dai-me a razão deste mistério imenso
À alma errante deste pescador...
Torrente
Naquele que é humano e em quem vibra
A inenarrável força:sentimento
Naquele que procura por alento
Dentre as paixões aquela de mais fibra
Naquele que comtempla uma paisagem
E vive os mil matizes de uma imagem
Naquela em que se banha em loucanias
E vive o Sol dos radiosos dias
Naquele que sucumbe quase ao ver-se
Apaixonado por um ser distante
Mas que na saudade cruciante
Sofre de amor porque é amar, sofrer-se
Naquele contrito de uma prece
Sabe falar a Deus de sua alma
E com a mesma e tão serena calma
A caridade ao pobre não esquece
Naquele que com o peito caloroso
De Amor e de emoção sentidas
Sabe vibrar viril, destemeroso,
Em defesa da Pátria estremecida.
Ali, reside amor vivo e profundo
Ali, vicejam flores as mais virgens
Em casa prostação de uma vertigem
Aquela alma vive meio mundo!...
A inenarrável força:sentimento
Naquele que procura por alento
Dentre as paixões aquela de mais fibra
Naquele que comtempla uma paisagem
E vive os mil matizes de uma imagem
Naquela em que se banha em loucanias
E vive o Sol dos radiosos dias
Naquele que sucumbe quase ao ver-se
Apaixonado por um ser distante
Mas que na saudade cruciante
Sofre de amor porque é amar, sofrer-se
Naquele contrito de uma prece
Sabe falar a Deus de sua alma
E com a mesma e tão serena calma
A caridade ao pobre não esquece
Naquele que com o peito caloroso
De Amor e de emoção sentidas
Sabe vibrar viril, destemeroso,
Em defesa da Pátria estremecida.
Ali, reside amor vivo e profundo
Ali, vicejam flores as mais virgens
Em casa prostação de uma vertigem
Aquela alma vive meio mundo!...
Rochedo de Dover
Ô solido e impertérrito rochedo
Que olhas para os mares da Inglaterra
Vibrando como um simbolo de guerra
Gigante vigoroso fraguedo!...
Eu te admiro porque és bravio
Porque lanças aos maus o desafio
A ver se atravessam tuas malhas
Ciente que teus filhos nas batalhas
Enfrentam o saguinário mais sombrio
Sem lhe tremer sequer o desvario...
Tu acalentas o ânimo do bravo
Tu amenisas o amargor de duro travo
Erecto e rijo sob olhar da Aurora...
Invencível penhasco, séculos afora!...
Que olhas para os mares da Inglaterra
Vibrando como um simbolo de guerra
Gigante vigoroso fraguedo!...
Eu te admiro porque és bravio
Porque lanças aos maus o desafio
A ver se atravessam tuas malhas
Ciente que teus filhos nas batalhas
Enfrentam o saguinário mais sombrio
Sem lhe tremer sequer o desvario...
Tu acalentas o ânimo do bravo
Tu amenisas o amargor de duro travo
Erecto e rijo sob olhar da Aurora...
Invencível penhasco, séculos afora!...
Morena
Eu te conheço, morena,
Tu por muitos adorada
Iracema plagiada
Eu te conheço, eu sei
Esta minha voz aflita
É o fogo que crepita
Dentro do meu coração
Todas as tardes te vejo
Tu tens na pele o lampejo
De uma manhã de verão.
Eu te conheço, morena,
Tu por muitos adorada
Iracema palgiada
Não sais do meu coração...
Tu por muitos adorada
Iracema plagiada
Eu te conheço, eu sei
Esta minha voz aflita
É o fogo que crepita
Dentro do meu coração
Todas as tardes te vejo
Tu tens na pele o lampejo
De uma manhã de verão.
Eu te conheço, morena,
Tu por muitos adorada
Iracema palgiada
Não sais do meu coração...
Retiro dos Padres
Ô Casa tão grande e bela
Cheia de sol e de luz
Ô Casa tu me aproximas
Pra tão perto de Jesus!
Casa Bela e abençoada
Casa cheia de esplendor
É em ti, ó casa adorada
Que me encho de fervor!
É em ti que nos recolhemos
Para em Cristo meditar
Casa Bela e abençoada
Casa que olha pro mar...
Com teu olhar infinito
Tu nos mostra esse Céu
Tu fitas este oceano
Encoberto por um véu
Um véu azul tão imenso
Que nos faz acreditar
No quão belo deu-nos Cristo
Este Céu aquele Mar!...
Casa tão Bela e abençoada
Casa tão cheia de luz...
Obra cristã elevada
Por Jesus tu és velada
Nas noites enluaradas
E na manhãs de arrebol!...
Cheia de sol e de luz
Ô Casa tu me aproximas
Pra tão perto de Jesus!
Casa Bela e abençoada
Casa cheia de esplendor
É em ti, ó casa adorada
Que me encho de fervor!
É em ti que nos recolhemos
Para em Cristo meditar
Casa Bela e abençoada
Casa que olha pro mar...
Com teu olhar infinito
Tu nos mostra esse Céu
Tu fitas este oceano
Encoberto por um véu
Um véu azul tão imenso
Que nos faz acreditar
No quão belo deu-nos Cristo
Este Céu aquele Mar!...
Casa tão Bela e abençoada
Casa tão cheia de luz...
Obra cristã elevada
Por Jesus tu és velada
Nas noites enluaradas
E na manhãs de arrebol!...
Saudade de Filho
Se àqueles que partem desse mundo
Na sublime jornada à outra vida
Fosse dado sentir a dor no fundo
Do coração que fica em despedida
Eu quisera, meu pai, que Deus te desse
Na rápida visão de um só momento
O retrato da dor neste tormento
Na alma do filho que jamais te esquece
Mas se duro me foi o sofrimento
E o coração de mágoas se entristece
Elevo para os Céus neste momento
A Imperecível glória do teu brilho
Na comoção sincera desta prece
No doce orgulho, meu Pai, de ser teu filho!..
Na sublime jornada à outra vida
Fosse dado sentir a dor no fundo
Do coração que fica em despedida
Eu quisera, meu pai, que Deus te desse
Na rápida visão de um só momento
O retrato da dor neste tormento
Na alma do filho que jamais te esquece
Mas se duro me foi o sofrimento
E o coração de mágoas se entristece
Elevo para os Céus neste momento
A Imperecível glória do teu brilho
Na comoção sincera desta prece
No doce orgulho, meu Pai, de ser teu filho!..
Perfil
Paulo Waldemar Ribeiro Falcão
Nasceu a treze de abril de 1925 em Fortaleza, Ceará, mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 30, por conta do ingresso de seu pai. Waldemar Cromwell do Rego Falcão na vida pública. Tendo fixado residência com sua familia na então capital federal, o autor acompanhou de perto a carreira politica do pai, eleito deputado federal, senador da Republica, posteriormente convidado por Getulio Vargas para assumir o Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, e finalmente o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Paulo Waldemar Ribeiro Falcão fez seus estudos no Colégio Santo Inácio, onde se formou. Durante seus tempos de ginásio, recebeu a incumbência de ser redator-chefe D'A Vitoria, jornal interno do colégio. Naquela função, o autor publicou inúmeros trabalhos literários, promovendo cursos e passatempos.
Padre Barreto, professor de português, era um se seus maiores incentivadores, e criou na classe uma Academia de Letras, onde eram debatidas as criações dos alunos. Vale frisar que, após sua saída da direção do Jornal, veio substituí-lo Candido Mendes de Almeida, hoje membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1944, trabalhou na Equitativa dos Estados Unidos do Brasil, Companhia de Seguros. Foi nomeado Redator Padrão K da Imprensa Nacional pelo então presidente José Linhares, e em seguida requisitado pelo Tribunal Superior Eleitoral para prestar serviços àquele órgão da Justiça. Em função disto, viajou em 1946 para os Estados Unidos como secretário da Missão de Estudos Eleitorais a convite do Governo norte americano, a fim de conhecer pessoalmente o sistema eleitoral daquele país.
Tal fato se deveu ao sucesso no Brasil das eleições realizadas quando do final do Estado Novo, presididas pelo Ministro Waldemar Falcão, então presidente do TSE.
Faleceu-lhe o pai naquela viagem, quando o autor regressou ao Brasil.
Foi requisitado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra para ficar à disposição da Secretaria Particular da Presidência. Em 1948, durante seu curso de Direito, foi convidado pelo Diretório da Faculdade Nacional para integrar uma delegação de estudantes que, a convite da Cité Universitaire, visitaria a capital francesa, fazendo uma viagem de estudos e intercambio.
Em dezembro de 1951, casou-se com Nelia campello Falcão no Rio de Janeiro, tendo cinco filhos homens.
Tendo sido um poeta constante e regular ao longo de toda sua vida. só publicou o primeiro livro em 1985, intitulado "Alma de Papel Molhado" ,e prefaciado pelo ex-colega de colégio e de jornal, o professor Cândido Mendes de Almeida.
Trabalhou durante 45 anos com inventariante Judicial e Tabelião.Faleceu em 21 de Abril de 2002, em 2003 fez contato psicografado por Célia Ferreira da Silva em 2009, já enviou alguns poemas e varias mensagens para parentes psicografados por Livio Rocha Barbosa.
Nasceu a treze de abril de 1925 em Fortaleza, Ceará, mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 30, por conta do ingresso de seu pai. Waldemar Cromwell do Rego Falcão na vida pública. Tendo fixado residência com sua familia na então capital federal, o autor acompanhou de perto a carreira politica do pai, eleito deputado federal, senador da Republica, posteriormente convidado por Getulio Vargas para assumir o Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, e finalmente o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Paulo Waldemar Ribeiro Falcão fez seus estudos no Colégio Santo Inácio, onde se formou. Durante seus tempos de ginásio, recebeu a incumbência de ser redator-chefe D'A Vitoria, jornal interno do colégio. Naquela função, o autor publicou inúmeros trabalhos literários, promovendo cursos e passatempos.
Padre Barreto, professor de português, era um se seus maiores incentivadores, e criou na classe uma Academia de Letras, onde eram debatidas as criações dos alunos. Vale frisar que, após sua saída da direção do Jornal, veio substituí-lo Candido Mendes de Almeida, hoje membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1944, trabalhou na Equitativa dos Estados Unidos do Brasil, Companhia de Seguros. Foi nomeado Redator Padrão K da Imprensa Nacional pelo então presidente José Linhares, e em seguida requisitado pelo Tribunal Superior Eleitoral para prestar serviços àquele órgão da Justiça. Em função disto, viajou em 1946 para os Estados Unidos como secretário da Missão de Estudos Eleitorais a convite do Governo norte americano, a fim de conhecer pessoalmente o sistema eleitoral daquele país.
Tal fato se deveu ao sucesso no Brasil das eleições realizadas quando do final do Estado Novo, presididas pelo Ministro Waldemar Falcão, então presidente do TSE.
Faleceu-lhe o pai naquela viagem, quando o autor regressou ao Brasil.
Foi requisitado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra para ficar à disposição da Secretaria Particular da Presidência. Em 1948, durante seu curso de Direito, foi convidado pelo Diretório da Faculdade Nacional para integrar uma delegação de estudantes que, a convite da Cité Universitaire, visitaria a capital francesa, fazendo uma viagem de estudos e intercambio.
Em dezembro de 1951, casou-se com Nelia campello Falcão no Rio de Janeiro, tendo cinco filhos homens.
Tendo sido um poeta constante e regular ao longo de toda sua vida. só publicou o primeiro livro em 1985, intitulado "Alma de Papel Molhado" ,e prefaciado pelo ex-colega de colégio e de jornal, o professor Cândido Mendes de Almeida.
Trabalhou durante 45 anos com inventariante Judicial e Tabelião.Faleceu em 21 de Abril de 2002, em 2003 fez contato psicografado por Célia Ferreira da Silva em 2009, já enviou alguns poemas e varias mensagens para parentes psicografados por Livio Rocha Barbosa.
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