Vou irmanar-me aos passaros da vida
Que lá pelas alturas vão voar
Quero sentir a brisa me tocar
De forma fria a face estarrecida...
Quero pousar nas auras da paisagem
E vislumbrar cenários verdejantes
Quero subir nas térmicas volantes
E ascender em vertical viagem
Vou transformar-me em pássaro e gente
E ter da natureza a liberdade
Quero sentir em mim a ansiedade
Pela beleza imensa inconseqüente
Não quero ser herói sofregamente
Não se trata de garra ou valentia
O que pretendo fazer tão simplesmente
É cometer um ato de poesia
Vou irmanar-me aos pássaros libertos
Vou percorrer o espaço a imensidão
Armei de asas meu coração
Os caminhos da minha alma estãos abertos...
Não me assusta, então, o destemor
Se um voo largo de pássaro executo
Pois se o infinito Espaço é o Absoluto
Mais íntimo serei do Criador.
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