domingo, 17 de outubro de 2010

A MINHA MÃE AOS 78 ANOS

Como é bonito o acaso que perdura...
Em dia que termina e não anoitece...
Na sua vida a tarde resplandece
Em permanente crepúsculo de ventura

A minha mãe é assim a cada ano
Que passa, para nós fica mais bela
Arrisco-me a dizer - se não me engano
Há alguma eternidade dentro dela...

"Alguém" impaciente com a demora...
Desceu aqui por causa da saudade
E trouxe junto de dele a Eternidade
Até o dia em que eles forem embora...

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