quarta-feira, 19 de maio de 2010

Rua Capuri

Lá fora a noite calma o ar silvestre,
O chiado dos grilos a cantar
As solitárias passadas de um pedestre
A voz longínqua e triste lá do mar

É a sinfonia de Deus na natureza
Quase silêncio de amor o murmurar
Não é preciso olhar-se essa beleza
A mim basta-me o encanto de escutar

Diz-se que a noite tem seu quebranto
Quando banhada pela luz da lua
O proprio mar entoa um lindo canto

Que pelas auras da noite continua
É tão sublime esse sereno encanto
Quando anoitece sobre a minha rua...

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