terça-feira, 18 de maio de 2010

Noturno

Ah! Quem me dera palmilhar o Céu doirado
Salpicado de estrelas cintilantes
Ah! quem me dera fluir do enluarado
As alegrias e os gozos mais tocantes

Como me encantam as manchas luminosas
Que lacrimejam raios dormitantes
Como cativam as bandas tão distantes
Das dissolutas e alvas nebulosas...

E quando o véu negro da noite vem descendo
E espalha ao longe a escuridão dormente
Como é bonito o Céu, mas como é lindo.
Quanta beleza a escuridão encerra...
É a criação de Deus onipotente
Quando mistério existe nesta terra!...

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